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Único barco do Ibama em Santa Catarina é transferido para Itajaí

02 de julho de 2015 1
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Enfim, prevaleceu o bom senso. A superintendência do Ibama decidiu deixar na unidade de Itajaí, no maior polo pesqueiro do país, a única embarcação que mantém em Santa Catarina. O barco está na Marina Tedesco, em Balneário Camboriú, e já foi colocado na água: desde segunda-feira os fiscais estão patrulhando a costa, recolheram quase três mil metros de redes de pesca ilegais e apreenderam uma embarcação.

Feitas em malha que propiciam a captura de animais que têm a pesca proibida ou colocadas em locais onde os animais estão mais vulneráveis, as redes ilegais são a causa da recente mortandade de pinguins e tartarugas por aqui.

O auxílio, embora providencial, ainda está longe do ideal. O barco, com o casco em fibra, não permite chegar muito próximo de costões, por exemplo – locais onde há muitas redes instaladas. Também faltam equipamentos para retirada das redes que estão muito perto da praia (nem roupa apropriada para a água gelada os fiscais têm).

Por enquanto, o material recolhido está sendo levado para a sede do Ibama em Laguna, porque falta espaço apropriado na unidade de Itajaí. Por aqui, o órgão recebeu uma “ordem de despejo” da Univali, que é dona do prédio ocupado pelo Ibama. O motivo foi a falta de manutenção.
A ordem para deixar o prédio venceu há mais de um mês. A sede nacional do Ibama em Brasília informou ontem que foi autorizada a mudança para uma nova sede, que aguarda os trâmites legais para que seja efetivada.

Ontem, com o uso do barco oficial, os fiscais do Ibama apreenderam um barco artesanal não autorizado )foto) que estava capturando tainhas na Praia Central, em Balneário Camboriú. A embarcação é licenciada para a captura de camarão, e foi multada em cerca de R$ 2 mil. As tainhas recolhidas foram doadas à Apae.

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comentários

Comentários (1)

  • Guilherme diz: 2 de julho de 2015

    Já passou da hora de realizarmos uma fiscalização mais intensa sobre nosso recurso pesqueiro. Os ditos ”pescadores profissionais” não são capazes de perceber que há muito mais lucratividade com um peixe vivo do que morto, à pesca esportiva no litoral deve ser desenvolvida e incentivada como alternativa de renda e preservação dos estoques pesqueiros.

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