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Venda da Dalçoquio vira caso de polícia

03 de julho de 2015 4
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Um imbróglio levou à Justiça a venda da Transportadora Dalçoquio, negociada pela família há cerca de quatro meses. A disputa pela composição societária virou caso de polícia e chegou nesta quinta-feira a um ponto crítico, depois que R$ 4 milhões para o pagamento de funcionários foram transferidos de uma conta da empresa.

Os trabalhadores foram chamados pela atual direção em Itajaí, que acusa um dos sócios de apropriação indébita. Até o início da noite os salários ainda não haviam sido pagos.

Representantes da Tomé Transportes, que assumiu o comando da Dalçoquio, afirmam ter registrado boletim de ocorrência contra Milton Rodrigues Junior, detentor de 80% das ações da Dalçoquio segundo o registro da empresa na Junta Comercial de São Paulo.

A direção atual alega que a compra foi efetuada pelo empresário Laércio Tomé, que teria se mantido anônimo. O registro da empresa teria ficado em nome de Rodrigues, que passaria a ser sócio minoritário. De acordo com a advogada Samira Monayari Silva, Rodrigues não teria cumprido o acordo que previa devolução da maior parte das ações.

Já a defesa de Rodrigues, representada pela advogada Ketrin Schubert, afirma que ele adquiriu a empresa sozinho e que Tomé teria demonstrado interesse em comprá-la dele mais tarde. Uma equipe do Grupo Tomé veio de São Paulo para comandar a Dalçoquio e Rodrigues deixou a direção, mas os pagamentos não teriam sido efetuados, e o negócio não foi adiante.

Os advogados de Rodrigues dizem que a transferência de R$ 4 milhões, ontem, foi para uma outra conta da empresa, de onde o dinheiro seria transferido para os funcionários. No entanto, a Tomé Transportes teria se negado a oferecer a lista de trabalhadores. A defesa de Rodrigues informou que procuraria ainda na quinta-feira a Justiça do Trabalho para garantir o pagamento dos salários.

Contrato

A defesa da Tomé apresentou ao blog um contrato assinado por todas as partes que previa uma nova movimentação de ações da Dalçoquio, com data de 15 de maio. A empresa passaria a ter 60% das ações em nome de Laercio Tomé, 10% em nome de Claudio Neto e outros 30% ficariam com Milton Rodrigues. Esta composição não chegou a ser registrada na Junta Comercial.

Há hoje uma ação judicial movida por Rodrigues solicitando o reconhecimento da posse da Dalçoquio no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, aguardando decisão.

Outra ação, movida por Laercio Tomé, pedia o cancelamento do registro societário da empresa na Junta Comercial. Esta ação foi negada e extinta pela Justiça de São Paulo.

Ex-dono defende

Em meio à disputa o antigo proprietário da transportadora, Augusto Dalçoquio, assume o lado de Tomé: afirma que vendeu a empresa para o empresário de São Paulo, com quem já havia ensaiado uma parceria no passado – os dois tentaram uma sociedade para concorrer ao arrendamento do Porto de Itajaí, há duas décadas.

A Junta Comercial de Santa Catarina informou que o registro da Dalçoquio foi transferido para São Paulo. Na Junta Comercial paulista constam os nomes de Milton Rodrigues, como sócio majoritário da empresa, e de outros dois sócios.Não aparece o nome de Tomé.

No cadastro há informação do dia 25 de junho dando conta de que existe uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre uma suposta associação criminosa envolvendo a sociedade da empresa e impedindo novas alterações de registro.

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comentários

Comentários (4)

  • Heleotério diz: 3 de julho de 2015

    Cresceram o olho! E agora doutor? Moza amigo ponham na cabeça, quem muito quer pouco acerta! Engraçado, quando se ver um caminhão da Dalçoquio rodando redondinho como de costume, jamais se imagina tanto rolo na área administrativa, isso não é bom para quem é colaborador, causa insegurança, ninguém fica feliz com desavenças. Esperamos que tudo se resolva da melhor maneira e vida que segue!

  • Joel diz: 3 de julho de 2015

    Honorável Dag,

    Estamos empobrecendo o blog. O que o resto do planeta tem com a encrenca dessa galera aí?

  • Rafael Martins diz: 3 de julho de 2015

    Nisso tudo os funcionários trabalham e não ganham o salário, cade o ministério do trabalho?
    Independente se o “Zézinho” ou “fulaninho” e o dono os funcionários tem o direito de receber o que é de obrigação.

  • joao da silva diz: 3 de julho de 2015

    na noticia da venda eu tinha falado que era da familia do collor e voce nao aprovou a publicação

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