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Nova mantenedora do hospital de Navegantes foi alvo de denúncia no Fantástico

06 de julho de 2015 2

 Atualizada 

Organização Social (OS) Associação Proteção e Vida, do Rio de Janeiro, que assumiu nesta segunda-feira em regime de emergência a gestão do hospital de Navegantes, foi um dos alvos de uma reportagem investigativa apresentada pelo Fantástico no dia 31 de maio em função de um contrato de mais de R$ 130 milhões com a prefeitura de Santo Antônio do Descoberto (GO).

De acordo com a matéria, feita pelo jornalista Eduardo Faustini, a Justiça concedeu liminar e suspendeu contratos _ entre eles o da OS, que tinha a documentação sob suspeita. O repórter procurou a sede da empresa, em área nobre no Rio, e não encontrou nada: a administração do prédio disse que desconhecia a associação.

::: Entenda o caso

::: Contrato emergencial evitou fechamento de hospital

O secretário de Saúde de Navegantes, Jeferson Belotto, disse na manhã desta segunda-feira que não conhecia o histórico da empresa. O contrato da Associação Proteção e Vida com a prefeitura de Navegantes é de R$ 1,5 milhão para três meses de atuação no hospital _ depois disso deve assumir a empresa que vencer a licitação.

A OS, aliás, é uma das concorrentes no edital para gerir o hospital em definitivo. Foi escolhida para o contrato de emergência porque apresentou o valor mais baixo de contratação.

Após ser informada sobre o processo que envolve a empresa a procuradoria jurídica do município enviou ao gabinete do prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB) e à Secretaria de Administração do Município um pedido para que o caso seja investigado. De acordo com a procuradora, Grace Lucindo, a documentação apresentada pela empresa a habilitou para a licitação. Outros pontos de atenção deveriam ter sido verificados pela Secretaria de Saúde.

O que diz a associação

O diretor da OS, Alexandre Dias, disse que a associação não responde a processos judiciais em Goiás, e que nunca chegou a receber pelo contrato com a prefeitura de Santo Antônio do Descoberto. Segundo ele, a liminar que cancelou o acordo também cancelou contratos com outros fornecedores do município.

Em relação à sede da associação, Dias disse que há dois prédios idênticos e que o repórter do Fantástico não teria identificado o edifício correto. O diretor afirmou que a OS atua em outros três municípios no país, mas não divulgou quais são.

A Associação Proteção e Vida decidiu manter os funcionários que já atuavam no hospital de Navegantes e retomou a compra de medicamentos e insumos para mantê-lo aberto.

 

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comentários

Comentários (2)

  • Luciano diz: 6 de julho de 2015

    Não tenho certeza, mas parece que essas licitações do governo nunca levam em conta o custo x benefício. Sempre ganha o menor valor. Eu aprendi desde criança que o barato sai caro. Que não existe bom e barato e nem almoço grátis. Acho que passou da hora de rever os conceitos. O que tem de serviços parados no Brasil por falta de competência das empresas contratadas, é um espanto. E pior, no meio do trabalho, pedem mais verba. Um golpe aos cofres públicos.

  • Paulo menezes diz: 6 de julho de 2015

    Enquanto a população de navegantes se importar mais com carnaval, e show grátis na praça, serão roubados sem pudor algum.

    Saiam das cadeiras e redes povo de navegantes, PROTESTO JÁ !!!!

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