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Redução de salários atingirá prefeito e mais de 200 comissionados em Itapema

14 de julho de 2015 1
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

O prefeito de Itapema, Rodrigo Bolinha (PSDB), anunciou nesta segunda-feira redução de 15% no próprio salário e também no do vice, comissionados e secretários. O corte deve atingir ao todo mais de 200 pessoas e faz parte de uma política de recuperação para enfrentar a arrecadação mais baixa do que o esperado.

A prefeitura também deve refazer o contrato com a empresa responsável pela limpeza urbana. Até novembro, quando reinicia a temporada, haverá menos funcionários nas ruas para serviços como varrição e pintura de meio-fio.

Em maio Bolinha já havia cortado horas extras e despesas nas secretarias. A decisão veio depois que se percebeu uma redução importante na expectativa de arrecadação.

No acumulado do semestre houve ligeiro aumento em comparação com 2014, de R$ 87 milhões para 93 milhões – mas o valor está aquém dos 12% de crescimento que era estimado pelo município.

Além de um menor retorno de impostos vindos do governo federal e estadual, Itapema teve queda também em taxas como o IPTU. A redução foi de 50% nos pagamentos do imposto parcelado. Com isto, a receita mensal vinda do IPTU, que beirava R$ 1 milhão até ano passado, passou para R$ 500 mil.

Juntas, as medidas de contenção devem representar uma economia de R$ 300 mil ao mês.

Não é a única

Itapema foi a primeira cidade da região a anunciar medidas para conter a crise, mas não é a única. Há cerca de 10 dias o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini (PP), também comunicou que vai reduzir o próprio salário e demitir servidores comissionados (o que atende, em parte, decisão da Justiça, que considerou mais de 400 cargos ilegais).

A decisão sobre o volume de cortes estaria a cargo de uma comissão que, até agora, não teve os membros anunciados.

 

Entrevista: Rodrigo Bolinha, prefeito de Itapema

 

Foto: Rafaela Martins

Foto: Rafaela Martins

 

 

Como foi definida a redução?
Estamos perto do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Trabalhamos primeiro com a proposta de 20% de reduções, mas acabamos ficando em 15%. O olho do furacão ainda deve ser em agosto, setembro, estamos nos adiantando. O que sabemos é que não vamos aumentar impostos.

Haverá restrição de obras?
Não teremos que segurar obras, continuamos no mesmo ritmo. Mas de algum lugar tínhamos que fazer sobrar dinheiro.

Como foi a receptividade dos comissionados?
Não houve resistência. Há cerca de 15 dias fizemos uma reunião contando da situação e todos aceitaram. Dos 215 comissionados que temos, 30% são efetivos. É claro que todo mundo está assustado, mas também vamos reavaliar alguns contratos, como o da limpeza de ruas. O serviço vai continuar, mas não com a mesma rapidez.

Por que há inadimplência no IPTU?
Com a crise, o pessoal tem segurado e pode estar deixando de pagar o IPTU, escolhendo outras prioridades. O que temos em mente é que não adianta colocar a crise para debaixo do tapete. Se precisamos manter os serviços públicos, temos que tomar uma decisão.

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comentários

Comentários (1)

  • Jackson diz: 14 de julho de 2015

    Ao que parece, os prefeitos estão apenas se antecipando ao precedente ocorrido em Itajaí, de forma até esperta, para não ter prejuízos nas próximas eleições, uma vez que se antecipar é melhor que a justiça ordenar !

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