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Posts do dia 29 julho 2015

"Falo o que quiser no meu show", diz Diogo Portugal sobre polêmica envolvendo áudio em Itajaí

29 de julho de 2015 7

O humorista Diogo Portugal sobe ao palco do Teatro Municipal de Itajaí nesta quinta-feira para duas sessões do espetáculo de stand up “Partiu Portugal”. A produção abriu um segundo horário, às 21h30min, depois que a primeira sessão, às 20h, teve os ingressos esgotados.

Diogo envolveu-se recentemente em polêmica na região depois de ter comentado em um show em Brusque o áudio picante entre um empresário de Itajaí e uma moça. Representantes do empresário tentaram garantir através de acordo extrajudicial que o caso não seja citado por aqui.

Em entrevista ao blog, Diogo Portugal fala sobre humor, censura e o processo de criação das piadas.

 

 

Divulgação

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Como é o espetáculo que você traz a Itajaí?
O show fala de várias coisas, tem muito texto novo. Na última vez que estive em Itajaí eu fiz o Portugal é Aqui, com os personagens. Escrevi muito texto de stand up no tempo em que não fui mais para aí.

Cada show é diferente?
Basicamente é o mesmo de uma sessão pra outra. Muda alguma coisa, mas não muito. Às vezes por ocasião, o clima, o que se fala por aqui. Costumo ter sempre um momento de improviso, em que eu deixo as pessoas falarem, tem o momento em que eu falo do lugar onde estou passando.

Já tens ideia sobre o que vais falar em Itajaí?
Tem algumas coisas que não posso deixar de falar. Itajaí, Balneário Camboriú, Beto Carrero World. Às vezes alguma ou outra coisa que está acontecendo na cidade. Mas não é focado na fofoca. Em Brusque, quando falei do áudio que tava rolando, era um meme. Todo mundo só falava disso. Se eu não falasse disso no show eu estaria fechando os ouvidos. Mas tomo sempre cuidado pra não citar nomes.

O acordo feito com representantes seus deixará essa situação fora de seu show em Itajaí?
Ninguém fez acordo comigo. Tenho parentes em Itajaí, e deram uma conversada para que não entrem com ação de bobeira. Afinal de contas é um meme, como vão entrar com ação contra um meme? Não fui eu que inventei essa piada, simplesmente comentei ela no show, mas não citei nomes. Se for assim então está muito fácil processar humorista. Ninguém pode abrir mais a boca que vão processar.

É censura do humor?
Claro que é. Eu falo o que quiser no meu show, o que tiver que falar. Agora, se eu não falar, não é porque alguém disse. Se deixo de fazer uma piada é porque acho que ela perdeu a graça, mas não porque alguém falou para eu não falar. Se viver assim eu vou contra minha profissão. Eu ainda estou pensando o que vou falar (em Itajaí). Se me perguntar se já tenho piada pronta, não tenho. Faço o texto sobre a cidade 10 minutos antes do show no meu camarim. Foi assim que fiz em Brusque.

Existe um movimento dos humoristas para frear as tentativas de cerceamento?
Esse é um caso específico. Mas fiz uma piada com o frio de Curitiba e as feministas entraram no Ministério Público. Tenho alguns (acionamentos na Justiça), mas que realmente viram processo, de verdade, são um ou dois. Alguns são só ameaças.

Isso te preocupa?
Preocupa. Pra onde está indo a nossa profissão? Eu estava com o Dedé Santana, e ele falava _ vocês estão numa fase em que não podem errar. É verdade. Um humorista não tem dinheiro sobrando pra ficar pagando tanto processo.

Essa situação em Itajaí aguçou a curiosidade das pessoas?
É, quem sabe com isso eu vou brincar. O show é legal, tenho anos de stand up comedy. Trabalho pra fazer uma piada, não sou um oportunista. Não sou um cara que pegou a onda do stand up comedy, eu comecei o movimento. Não existia stand up comedy no Brasil, poucas pessoas faziam um texto original, escrito por elas mesmas, e eu comecei a fazer isso em 2003. Muito comediante tá no mercado porque eu abri as portas. Os caras hoje são grandes celebridades, ok, mas meu festival Risorama tem 12 anos. Não comecei ontem, nado de braçada no stand up. Sou um operário da comédia. Esse assunto que tão falando diz respeito a Itajaí, mas eu viajo o Brasil inteiro. Sou um artista, não um oportunista.

Proposta reduz número de vereadores em Navegantes

29 de julho de 2015 1

O vereador Fredolino Bento (PMDB) propôs uma emenda à lei orgânica para delimitar em 10 o número de cadeiras no Legislativo de Navegantes.

Há entendimento de que uma alteração feita em 2013, que adequou a quantidade de vagas ao que é permitido pela Constituição de acordo com o número de habitantes, aumentaria automaticamente para 15 o número de vereadores na cidade a partir de 2017.

Como são necessárias assinaturas de pelo menos um terço dos vereadores para que uma emenda à lei orgânica possa ser apreciada, a fase agora é de convencimento dos parlamentares.

Licitação para novo quartel

29 de julho de 2015 0

A prefeitura de Balneário Camboriú lança nesta quarta-feira à tarde o edital de licitação para a obra do novo quartel do 13º Batalhão dos Bombeiros. O valor estimado da construção é de R$ 5,6 milhões.

Denúncia ao CRM

29 de julho de 2015 1

A Secretaria de Educação de Penha vai denunciar ao Conselho Regional de Medicina (CRM) os médicos responsáveis pela emissão da maior parte dos atestados aos servidores. Só em julho, 75 funcionários da pasta tiveram afastamento do trabalho: 20% do total.

Pressa no licenciamento

29 de julho de 2015 1

O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior, aproveitou a presença do presidente da Fatma, Alexandre Rates, em Itajaí para pedir agilidade na liberação do licenciamento da bacia de evolução.

Rates, que esteve na cidade para acompanhar a assinatura de convênio entre a Univali e a Petrobras, garantiu que assim que chegasse à Capital se reuniria com a diretoria de licenciamento para discutir o caso. Ele confirmou que o prazo estimado para que saia o documento é de três semanas.

Permanência da Marejada será discutida pela Secretaria de Turismo de Itajaí

29 de julho de 2015 1

Não é apenas a Jacques Vabre que pode não ocorrer em Itajaí este ano. Uma reunião foi marcada para o fim desta semana para discutir, além da regata, o futuro da Marejada, que deveria ocorrer durante o evento internacional. Por enquanto, não foi batido o martelo sobre manter ou não a programação da festa tradicional da cidade.

No caso da Jacques Vabre o problema é o atraso no pagamento dos royalties por parte do Estado. Já a Marejada pode ser prejudicada pela falta de recursos da prefeitura de Itajaí, que está em fase de contenção de gastos.

Cortes

No ritmo de cortes da prefeitura de Itajaí sobrou para o Festival de Música, que este ano terá o orçamento mais apertado. A verba do município será de R$ 300 mil.