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Fabrício Marinho: "Uma análise errada pode ser revertida pelo Judiciário"

12 de agosto de 2015 1

Levado ao cargo de presidente da Comissão de Ética do Legislativo de Itajaí nesta terça-feira, o vereador Fabrício Marinho (PPS) assume a função em meio à turbulência causada pela prisão do então presidente, Zé Ferreira (PP). Em entrevista ao blog, Marinho falou sobre os desafios que terá que enfrentar e afirmou que não poderá se deixar levar pelo apelo popular.

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Como reverter o desgaste da Comissão depois que o ex-presidente foi preso em operação do Gaeco?

Não vejo que a Comissão de Ética tenha saído desgastada, mas a Câmara como um todo. Pecisamos ter tranquilidade, serenidade e calma na hora de analisarmos as coisas, não podemos condenar ninguém antes do tempo. Embora os fatos sejam graves, a questão é que ainda não chegaram à Câmara. Na semana passada me equivoquei e disse que o inquérito havia chegado, mas não chegou. E sem que tenha nada oficial, a Mesa Diretora não pode encaminhar nada à comissão.

É preciso esperar a manifestação da Mesa?

Somos obrigados, é como o regimento interno trata essa questão. Todos os processos têm que ser encaminhados pela Mesa. A Mesa, para encaminhar, precisa ter algum documento ou provocação oficial.

Que processos são avaliados hoje pela Comissão?

O do Tonho da Grade (Antônio Aldo da Silva, PP), que envolve o contrato da empresa dele com a (viação) Coletivo, tem o caso do Calinho (Carlos Augusto da Rosa, PP), sobre o emprego de um parente, e o do Thiago Morastoni (PT), de faltas que não foram descontadas em período de viagem particular. Todos eles, a partir da notificação, têm prazo de 90 dias para encerrar.

Quais são os desafios da função?

A imagem do político está desgastada em todo o país, mas a gente não pode atropelar as normas e abrir mão do direito ao contraditório, à ampla defesa. Não podemos condenar antecipadamente. Se cedermos simplesmente ao apelo popular, fica complicado. Uma análise errada pode facilmente ser revertida pelo Judiciário.

 

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comentários

Comentários (1)

  • Peruca Azul-Marinho diz: 13 de agosto de 2015

    hoje sim, hoje sim, hoje nao….. seis é igual a meia duzia….

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