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Dono de pátio que prestava serviço à prefeitura de Itajaí falta a depoimento na CPI da Codetran

21 de setembro de 2015 0

Primeiro convocado para depor na CPI da Codetran, o empresário Julio Cesar Fernandes não compareceu à Câmara de Vereadores de Itajaí nesta segunda-feira à tarde. Os parlamentares que integram a comissão decidiram intimá-lo novamente para depor na próxima segunda, 28 de setembro, junto com mais três dos denunciados à Justiça pelo Ministério Público: Willian Gervasi, ex-consultor técnico do órgão de trânsito, Nelson Abrão de Souza, ex-secretário de Administração do município, e Sadi Pires, ex-secretário de Habitação.

Os membros da CPI concordaram em determinar que, caso os chamados a depor não compareçam após duas intimações, vão apelar para a condução coercitiva _ obriga-los a comparecer à Câmara com o auxílio da polícia. Os depoentes têm direito a serem acompanhados de um advogado e de se manterem calados, se assim preferirem.

Da plateia, a vereadora Anna Carolina (PRB) questionou o presidente da comissão, Thiago Morastoni (PT) sobre a possibilidade de chamar a secretária de Segurança, Susi Bellini (PP), para depor, já que os fatos investigados ocorreram no órgão de trânsito, que está subordinado à pasta. A resposta de Thiago foi que a intimação da secretária deve “ocorrer na hora certa”.

A CPI está se concentrando em três dos fatos investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O primeiro deles é o sumiço de 715 motos do pátio mantido por Fernandes, que prestava serviço à prefeitura de Itajaí. De acordo com o Ministério Público, as motocicletas teriam sido negociadas pelo vereador licenciado Zé Ferreira (PP), que está preso desde 14 de julho.

Os vereadores também querem esclarecer o desvio de 17% sobre a receita bruta do pátio, taxa que deixou de ser paga ao município por anos a fio. Por fim, esperam entender as suspeitas de advocacia administrativa que recaem sobre Zé Ferreira _ o “jeitinho” para liberação irregular de veículos do pátio.

Nesse ponto, os vereadores consideram como testemunha-chave o ex-secretário Sadi Pires, que, de acordo com a denúncia enviada pelo Ministério Público à Justiça (e o que foi afirmado pelos vereadores na CPI), deu a entender em telefonemas interceptados pelo Gaeco que recebeu “favores” de Zé para liberação de veículos mais de uma vez.

Posse

O depoimento de Sadi promete ser polêmico porque, até a próxima reunião da CPI, ele já estará ocupando o cargo de vereador. Suplente de Afonso Arruda (PMDB), nesta segunda-feira ele já estava usando o gabinete na Câmara de Vereadores e se preparava para entregar a documentação de posse à presidência da Casa. Sadi, que não quis dar entrevista, deve ser apresentado oficialmente na sessão desta terça-feira.

A notícia da posse do ex-secretário, que chegou a ser preso temporariamente pelo Gaeco em julho, junto com Zé Ferreira, caiu como uma bomba na Câmara. Enquanto ocorria a sessão da CPI, nos bastidores já havia vereadores falando de uma possível denúncia contra ele à Comissão de Ética da Casa.

 

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