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Pescadores têm 30 dias para liberar espaço para obras da bacia de evolução em Navegantes

21 de setembro de 2015 1
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A autoridade portuária notificou nesta segunda-feira de manhã pescadores de Navegantes, que mantêm seus ranchos de pesca num dos “espigões” – estrutura que faz parte do Molhe Norte do canal de acesso ao Complexo Portuário _ de que eles têm 30 dias para deixarem o local. Ao todo 12 estruturas, usadas principalmente para armazenar material de pesca, receberam o adesivo informando do prazo para desocupação.

O espigão está entre as primeiras estruturas a serem desmontadas para dar início à obra da bacia de evolução. Sinal de que a autoridade portuária está confiando na celeridade da Fatma para análise do pedido de licença ambiental de instalação (LAI). Na semana passada técnicos vistoriaram o local de abertura da bacia para concluir a avaliação. A previsão é que, se não houver necessidade de alterações, a licença seja emitida até o fim do mês.

A bacia de evolução deve permitir a entrada de navios maiores e mais carregados no Complexo Portuário. Quando anunciada, em 2013, a previsão era que a primeira etapa estivesse pronta até meados do ano seguinte, sob pena de um prejuízo estimado em R$ 60 milhões por mês com a perda de linhas e movimentação. A autoridade portuária não fala mais no montante do prejuízo, mas as recentes situações por que passa o Complexo levam a entender que, de fato, a previsão se confirmou.

Além da perda de serviços (em especial em Itajaí), a autoridade portuária enfrenta uma crise que levou à suspensão das dragagens de manutenção do canal de acesso, que custava R$ 2,2 milhões ao mês. Se a limitação de tamanho para os navios estivesse sanada, é possível que o problema fosse, ao menos, minimizado.

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comentários

Comentários (1)

  • Jackson diz: 21 de setembro de 2015

    após nossa denúncia ao MP, esperamos que a sociedade como um todo ganhe e não apenas “uns gatinhos” privados, que sempre usurparam dos ganhos públicos se beneficiem com estas obras, inclusive, quem mais irá se beneficiar é o porto privado e não o público

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