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Construtora devolve à prefeitura obra inacabada da Passarela da Barra

25 de setembro de 2015 6
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Atualizada

 

A construtora Helpcon deixou na sexta-feira a obra da Passarela da Barra, em Balneário Camboriú. Segundo informado oficialmente pela prefeitura, a empresa alegou não ter condições para concluir o serviço, que está em fase de acabamento.

A procuradoria do município informou que vai tomar as medidas cabíveis e pode, inclusive, acionar a empresa na Justiça pelo não cumprimento do contrato.

O fato é que a suspensão das medições para pagamentos, desde setembro do ano passado ( quando foi deflagrada a Operação Trato Feito) tornou a conclusão da empreitada uma missão quase impossível.

A empresa havia se comprometido a concluir os trabalhos mesmo sem os repasses – mas a comissão de acompanhamento da obra considerou que o andamento estava lento demais.

A prefeitura agora passa a responder pela obra e a comissão definirá, nas próximas semanas, se o próprio município conseguirá concluir os trabalhos ou se será necessária uma nova licitação, o que torna, mais uma vez, o prazo de conclusão incerto.

Milionária e complexa, a obra da Passarela da Barra foi um dos principais alvos da Operação Trato Feito, deflagrada um ano atrás, para investigar suspeitas de fraudes em licitações em Balneário, e acabou virando “ símbolo” da crise na administração na época.

A construção vai ligar a luxuosa Barra Sul ao histórico bairro da Barra. Projetada apenas para pedestres e ciclistas, e tão alta quanto os grandes edifícios da cidade, a obra foi acusada de ter virado um “ elefante branco” na paisagem de Balneário.

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comentários

Comentários (6)

  • edu diz: 26 de setembro de 2015

    No minimo irresponsabilidade do prefeito com o dinheiro publico, para saúde, educação e segurança falta dinheiro.

  • Sonia Maria diz: 26 de setembro de 2015

    Nosso dinheiro foi para o ralo e ainda, deixou a Barra Sul poluída visualmente, na verdade um horror, mais uma obra inacabada, neste “desgoverno”, tais como: o projeto de “Despoluição do Canal Marambaia e Mole da Barra Norte”, término previsto para abril de 2015, a “Rivitalização da AV. do Estado”, e sem contar o “Elevado da Quarta Avenida” que só ficou no papel!

  • Celso diz: 26 de setembro de 2015

    O problema de hoje em dia é que os chamados “especialistas”, “técnicos” querem inventar a roda. Acham que fazendo uma obra “vultuosa” vão chamar a atenção do povo. O certo é que se enrolaram todos. Agora fica na mão da justiça que também vai ficar sem saber o que fazer. É o diploma universitário fazendo suas vitimas. Que ele é importante não há o que se negar, mas o uso dele para a arrogância fica esse resultado. Um Elefante Branco a ser destrinchado!

  • Jackson diz: 26 de setembro de 2015

    em terra que churrasqueiro vira milionário por ocupar cargo eletivo, que a lavagem de dinheiro alavanca a destruição dos lindos cenários do município, se beneficiando, estelionatários que se dizem empreendedores, “construtores” , vereadores do passado que ficaram ricos para mudar plano diretor ou mesmo aprovar aberrações, como sempre fizeram, nada de diferente, teve prefeito que fez Cristo para ocupar e usar a seu bel prazer.
    Pior será quando a promotoria pedir a demolição da obra

  • José Marcos P. Castellain diz: 27 de setembro de 2015

    Felizmente em Balneário Camboriú a arrecadação é grande, pois se fosse pequena, com certeza, já teriam quebrado á Cidade.

  • Paulo Roberto Cardozo diz: 27 de janeiro de 2016

    Toda e qualquer obra que venha a melhorar a mobilidade urbana é sempre bem vinda.
    Seria esta afirmação correta, se esta obra resolve-se o problema do transito de um modo em geral, ou seja, para o trafego de veículos (transporte público, automoveis, motos, bicicleta e pedestres e deficientes físicos em geral).
    Mas me parece que não foi o caso aqui em questão.
    Milhões de reais aplicados, apenas para pedestres, bicicletas e motocicletas e com elevadores?
    Qual a real intenção desta obra milionária?
    A justificativa para esta obra e seu projeto, foi pensando apenas na passagem das embarcações que possuem um mastro com medidas acima do normal e que imagino não são muitas, ou seja, uma obra direcionada para uma determinada classe social.
    Não se pensou em gastar tal volume de dinheiro público em obra para viabilizar e solucionar o transito com acesso a inter-praias, através de uma ponte em arco/curva, tipo elevado.
    Sua utilização não ficaria restrito a alguns, mas para todos, resolvendo em muito uma situação e desenvolvimento do bairro.
    É uma pena que os mandatários da cidade não tiveram a lucidez de pensar no progresso e na economia com uma obra que ficaria na historia da gestão administrativa. Podemos dizer que faltou diálogo com a população e engenheiros com uma visão futurísticas.

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