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Com enxurrada de denúncias, Dupla Face se torna uma das maiores operações ja feitas pelo Gaeco em SC

07 de outubro de 2015 0
Foto: Maikeli Alves

Foto: Maikeli Alves

 

A terceira fase da Operação Dupla Face, deflagrada na segunda-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ( Gaeco), elevou para 15 o número de pessoas detidas em razão das investigações e colocou a ação no posto de maior já feita pelo Gaeco Itajaí, responsável por cidades de toda a região.

Um grande número de denúncias e informações apresentadas espontaneamente ao Ministério Público e à polícia trouxe à tona uma nova leva de fatos a serem investigados. O resultado é que, um mês e meio após ter sido deflagrada a primeira fase da Dupla Face, ainda não há previsão de quando a apuração vai terminar.

– Esta foi uma diferença da Dupla Face em relação a outras operações, a colaboração muito grande de pessoas.
Talvez seja o momento que o país vive, é difícil dizer o por quê – afirma o promotor Jean Forest, coordenador do Gaeco Itajaí.

::: “Tudo é diferente”, diz promotor do Gaeco

Nas últimas semanas foram ouvidas na investigação mais de cem pessoas e um grande volume de documentos foi apreendido.
A documentação e os depoimentos ainda estão em fase de análise, e esse foi um dos motivos para que o delegado Daniel Garcia, membro do Gaeco, solicitasse à Justiça mais 15 dias de prazo para concluir o inquérito – a previsão inicial era que a entrega ocorresse na última sexta-feira.

O último movimento da operação, nesta segunda-feira, levou à prisão, em caráter temporário, o empresário Marcelo Arruda, que recebeu ordem de soltura na terça, e o construtor Flávio Mussi.

Marcelo é irmão do vereador licenciado Afonso Arruda – também detido em decorrência da mesma operação no dia 14 de setembro. Mussi, por sua vez, além de empresário foi secretário de Urbanismo de Itajaí quando Volnei Morastoni ( PMDB, na época no PT) esteve à frente da prefeitura, entre 2004 e 2008.

Mais mandados de busca e apreensão

A prisão temporária do empresário seria relacionada a fatos que remontam à época em que foi secretário. Apesar disso, por enquanto não é possível afirmar se os esquemas investigados ultrapassariam a atual gestão municipal.

Com a investigaçãoainda em aberto, o Gaeco não se manifesta sobre detalhes da apuração. Além das últimas prisões, em caráter temporário, também foram cumpridos nesta terceira fase da operação nove mandados de busca e apreensão em empresas e residências, todas em Itajaí. Novas ações podem ocorrer nos próximos dias.

A Operação Dupla Face foi deflagrada em 24 de agosto e envolveria um amplo esquema de solicitação de vantagens, por parte de agentes públicos da prefeitura de Itajaí, em troca de favores no serviço público – a ação envolveria, por exemplo, pedidos de propina para obtenção de alvarás e isenção indevida de impostos.

As prisões, no decorrer da operação, incluíram o exprocurador-geral do município, Rogério Nassif Ribas; o ex-secretário de Planejamento, Douglas Cristino da Silva; o exsecretário de Habitação e atual vereador, Sadi Pires ( PMDB); e o advogado André Antônio Xavier. Até a prisão de Mussi e Marcelo Arruda, na segundafeira, apenas o vereador licenciado Afonso Arruda ( PMDB) permanecia atrás das grades.

O inquérito da 0peração Dupla Face soma mais de 2 mil páginas

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