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Atraso no início da primeira etapa coloca em risco segunda fase da bacia de evolução

12 de novembro de 2015 2
Foto: Lucas Correia

Foto: Lucas Correia

 

A demora no início das obras da primeira fase da nova bacia de evolução, que vai ampliar a área de manobras no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, pode inviabilizar a segunda etapa, que deveria iniciar no ano que vem. O problema é que, sem um cronograma para o início dos trabalhos, não é possível prever como será feita a segunda fase, que deve ser paga pelo governo federal. E, sem cronograma, não há previsão de verba no orçamento.

Recentemente o deputado federal Décio Lima ( PT) e o então deputado Fabrício Oliveira ( PSB) conseguiram aprovar uma emenda de bancada para garantir R$ 100 milhões para a empreitada em 2016. O relator do orçamento, deputado paranaense Ricardo Barros ( PP), questionou então a superintendência do Porto de Itajaí sobre o cronograma das obras para saber quanto desse valor precisaria ser investido ainda em 2016, e a partir de quando. Mas, sem que se inicie a primeira etapa, a superintendência não tem como informar quais são os prazos.

A primeira fase da obra ainda depende da emissão de licença ambiental de instalação ( LAI). A superintendência do Porto de Itajaí finalizou ontem as respostas aos últimos questionamentos feitos pela Fatma, que pediu estudos complementares sobre a possível interferência que a retirada de estruturas de contenção terá sobre o Saco da Fazenda, e a localização dos bota-foras.

O licenciamento, estimado para ser analisado em 30 dias, acabou se mostrando mais complexo do que o esperado. Afinal, a obra é desafiadora: envolve a retirada de estruturas submersas e um grande volume de dragagem. Tudo isso sem interferir na movimentação de navios.

A empresa Triunfo, que venceu a licitação, aguarda a ordem de serviço para dar início aos trabalhos. A primeira fase da obra, orçada em R$ 103 milhões, será paga pelo governo do Estado.

A nova bacia de evolução deve elevar de 306 para 335 metros o comprimento máximo dos navios que entram no Itajaí-Açu. Na segunda etapa, vai permitir a entrada de embarcações com até 366 metros.

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comentários

Comentários (2)

  • LG diz: 12 de novembro de 2015

    É vergonhoso para a região que um projeto com essa importância demore tanto para iniciar.

  • Renato diz: 12 de novembro de 2015

    Obras públicas no Brasil são uma verdadeira esculhambação. Esquecem de resolverem o básico para depois iniciar as obras.
    É mais ou menos como eu querer construir uma casa, sem ainda ter comprado o terreno e já contratar alguém pra instalar a TV a cabo na sala. Resumindo, tudo atravessado!
    A grande questão agora é: O que sai primeiro, as obras do porto ou a duplicação da BR470 ou o ferrovia do frango ou a ampliação do aeroporto de Navegantes ou nenhuma das alternativas….

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