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Trote no ferry boat sem graça

20 de novembro de 2015 0

(Publicado por Larissa Guerra* | larissa.guerra@santa.com.br)

O que falta à pessoa que teve a ideia de fazer um trote com uma suposta bomba na travessia do ferry boat de Itajaí e Navegantes é uma boa dose de empatia. Se ela fizesse um pequeno exercício e se colocasse no lugar de alguém que foi ou conviveu com vítimas de atentados, talvez não visse tanta graça na brincadeira.

O que foi tratado como uma grande piada nas rodinhas de conversa é, na verdade, assunto sério. Mexe com a vida de muita gente, flerta com o preconceito e mostra o quanto a sociedade está insensível às dores do outro.

Sem falar no desperdício de tempo e de dinheiro público. Nas quase quatro horas de operação, foram deslocados agentes da Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e da guarda de trânsito de Itajaí. Uma equipe do Bope se deslocou de Florianópolis até o município e o ferry boat funcionou com apenas uma balsa, causando transtornos na vida dos moradores. Depois de tudo isso, fica difícil mesmo achar graça da situação.

*A colunista Dagmara Spautz retorna em 26 de novembro

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