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CPI da Codetran marca os últimos depoimentos

23 de novembro de 2015 0

(Por Larissa Guerra* | larissa.guerra@santa.com.br)

Em menos de uma hora, a reunião da CPI da Codetran desta segunda-feira definiu as datas de seus últimos depoimentos. Na próxima segunda-feira, os vereadores itajaienses que formam a comissão estarão à espera de João Jorge Fernandes Júnior, irmão de Julio Cesar Fernandes, dono do pátio de apreensões que presta serviço ao município, e de William Gervasi, consultor técnico da Codetran. Para a semana seguinte, em 7 de dezembro, ficou agendado o testemunho do vereador José Alvercino Ferreira (PP), o mais aguardado desde o início das investigações.

Nesta segunda, apenas Giovani Cândido, funcionário do pátio, falou aos parlamentares. Confirmou que marcou um encontro entre seu chefe e Fabrício de Souza Costa, o responsável por intermediar o transporte das 715 motos retiradas do pátio, depois que as investigações da Operação Parada Obrigatória vieram à tona. Mas disse desconhecer a suposta oferta de R$ 30 mil que Fabrício disse ter recebido de Julio Cesar.

A presença do pai do empresário, João Jorge Fernandes, como representante legal de Giovani causou tanto desconforto entre os parlamentares a ponto de o relator da comissão, Clayton Bastchauer (PR) comentar a coincidência:

— Causa estranheza que, com tantos bons advogados em Itajaí, o depoente venha à comissão acompanhado justamente por um profissional que é pai de um investigado.

Ao fim do encontro, o presidente da CPI, Thiago Morastoni (PMDB) reclamou novamente da demora em receber documentos solicitados à prefeitura. Há requerimentos que deveriam ter sido respondidos há um mês, por exemplo.

— Isto caracteriza crime de responsabilidade, é preocupante que ainda não tenhamos recebido respostas — afirmou.

*A colunista Dagmara Spautz retorna em 26 de novembro

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