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Número de encalhes de animais marinhos em SC surpreende pesquisadores

26 de novembro de 2015 2
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

O primeiro balanço do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, financiado pela Petrobras e coordenado pela Univali, em Itajaí, trouxe à tona um número de encalhes e mortes de animais marinhos muito superior ao que era esperado pelos especialistas.

Em setembro e outubro foram 1.700 registros no trecho de 354 quilômetros entre Itapoá, no Norte do Estado, e Laguna, no Sul. A maioria dos bichinhos já chegaram mortos às praias.

O projeto é inédito e faz parte dos condicionantes ambientais estabelecidos pelo Ibama para liberar novas explorações de petróleo na Bacia de Santos. Pela primeira vez, as praias do litoral de Santa Catarina, Paraná e São Paulo são vistoriadas diariamente por pesquisadores, que terão a missão de estabelecer o impacto da atividade de produção e exploração de petróleo à vida marinha.

Os animais vivos são resgatados e reinseridos na natureza. Os mortos passam pela avaliação das carcaças. O relatório das principais causas de morte serão divulgados quando o projeto completar seis meses.

Até agora, os pinguins lideram as estatísticas de encalhe. Mas também foram encontradas baleias, golfinhos e lobos marinhos, como o da foto, que apareceu em Bombinhas. A tendência é que, nos próximos meses, tenham a superioridade numérica substituída pelas tartarugas, mais encontradas nas praias durante o verão.

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comentários

Comentários (2)

  • JOSÉ EMILIANO REBELO diz: 27 de novembro de 2015

    Existem dois cenários contraditórios: 1) são as relações que o homem vem estabelecendo com a natureza marinha que gera esse desequilíbrio ecológico através de uma agressiva degradação ambiental; 2) os animais vivos são resgatados e colocados em unidades de quarentena par após consolidada o seu metabolismo biológico serem devolvidos ao mar. Protesto quando vejo uma embarcação com alguns pesquisadores e policiais ambientais levando esses animais até próximo a praia, sendo declarada a morte deles porque jamais conseguirão retornar ao continente antártico, quer devido aos predadores maiores, quer pela pressão da corrente das Malvinas para o Norte. O procedimento técnico correto era aquele que se fazia antigamente, colocando-os a bordo de um avião da FAB ou da Marinha para desembarcá-los próximo a Estação Antártica Comandante Ferraz. O resto é efeito masking do tipo marketing acadêmico.

  • Lia Sartori diz: 27 de novembro de 2015

    Pois é uma pena que haja tantos animais encalhando nas praias… ou mesmo morrendo. A natureza deve ser protegida e preservada pois dependemos dela para termos uma vida digna e saudável. Vamos juntos lutar para que não haja tanta poluição nas águas e nos entornos do mar. Vamos valorizar a vida em todos os seus aspectos!

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