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Vídeo: Redes ilegais provocam massacre de tartarugas em Navegantes

02 de dezembro de 2015 5
Fotos e vídeo: Lucas Correia

Fotos e vídeo: Lucas Correia

 

Redes de pesca ilegais provocaram um massacre da vida marinha na Praia de Gravatá, em Navegantes, nesta quarta-feira. Pelo menos 10 tartarugas enredadas lutavam pela vida sob o olhar assustado dos moradores, que procuraram os órgãos ambientais.

O socorro demorava e a situação dos animais comoveu o guarda-vidas Robson Cazara que, apoiado em uma prancha, resolveu começar o resgate por conta própria. As tartarugas, todas da espécie verde, foram levadas à praia e retiradas da rede uma a uma.

Técnicos da Fundação do Meio Ambiente de Navegantes e do Projeto de Monitoramento das Praias, da Univali, esperavam para tratá-las. Parte dos animais precisou de massagem cardíaca de ressuscitação, mas apenas três sobreviveram.

 

Veja como foi o resgate:

 

 

Para as tartarugas, emalharem-se em redes de pesca significa uma lenta morte por afogamento. De acordo com os técnicos, todas as que foram resgatadas em Navegantes ainda eram juvenis, e sequer tinham chegado à idade reprodutiva. Quando adultas, as tartarugas-verdes podem chegar a 1,5 metro de comprimento.

Ilegais, mas comuns

As redes do tipo feiticeira, que causaram a morte das tartarugas em Navegantes, são uma armadilha ilegal e difícil de evitar. Esse tipo de rede é proibida porque, além de ser instalada próximo a costões, a malha captura qualquer tipo de animal que se aproxime.

O Ibama recebe denúncias de redes ilegais toda semana, mas não consegue identificar os responsáveis porque, via de regra, não conseguem flagrar a instalação.

No último mês, já atenderam ocorrências similares em Porto Belo, Bombinhas e Balneário Piçarras. Todas impunes.

 

tartaruga 2

 

 

O caso desta quarta-feira também será marcado pela impunidade. Um barco artesanal que estava próximo chegou a ser abordado pelo bote dos bombeiros, mas não se confirmou o envolvimento e os pescadores foram liberados.

O Ibama Itajaí, que recentemente conseguiu a posse do único barco mantido pelo órgão ambiental no Estado, não conseguiu retirar as redes. O motivo? o seguro obrigatório da embarcação está atrasado.

O superintendente do Ibama no Estado, Adenilson Perin, não foi localizado para explicar por que o barco está parado.

A morte das tartarugas, nesta quarta, é o reflexo de nossa falta de estrutura para lidar com o problema e da certeza de impunidade.

 

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comentários

Comentários (5)

  • Silvano W. Rodrigues diz: 2 de dezembro de 2015

    A natureza sendo dizimada dia a dia pelo maldito homem. Quem deveria coibir e punir não o faz. Pobre das futuras gerações que se afogarão em montanhas de lixo e verão um deserto árido pela frente.

  • jean diz: 3 de dezembro de 2015

    Esperar pelo IBAMA as tartarugas vão ser extintas, vc morador da praia que ver a embarcação colocando redes Feiticeiras denuncie a policia bombeiro guarda vida local pessoal de ligue quantas vezes for preciso ate que alguém aparece. Pois se dependermos do governo federal, estadual e municipal estaremos extintos também.

  • proibicao total da pesca diz: 3 de dezembro de 2015

    uma pena estragar a natureza. mimha proposta eh criar lei p proibir todo tipo de pesca e o consumo de alimentos do mar, rio e lago… proibir tambem o abate de qualquer animal, afinal bebida eh agua, comida eh pasto…

  • Renato diz: 3 de dezembro de 2015

    Entendo a dificuldade em fiscalizar por conta das características da atividade, afinal o mar é imenso e seria impossível ter olhos em todos os cantos.
    Essa dificuldade de fiscalizar é visível e presente em outras atividades de várias áreas.
    O que preocupa é a inoperância do Estado (Federal – Estadual e Municipal) em querer fiscalizar. Falta pessoal, equipamento, estrutura etc etc e nada é feito para melhorar a situação.
    Fala-se muito de meio ambiente, empresas eco-eficientes, sustentabilidade, reciclagem, motores mais economicos e que emitem menos CO2, eletrodomésticos mais eficientes no consumo de energia, energias renováveis etc etc etc… mais o que se observa é alarmante. Nunca se desmatou, poluiu, destruiu tanto o meio ambiente.
    Algo está muito errado!

  • Jarbas diz: 4 de dezembro de 2015

    A uma semana atrás fui conhecer o projeto TAMAR em Floripa, que luta pela preservação das tartarugas marinhas, fiquei apaixonado pelas tartarugas que lá vi, e agora vejo este episódio lamentável acontecer. Pescadores por favor vamos prestar mais atenção nas consequências que uma simples rede pode causar. Moradores, vamos fiscalizar e comunicar os órgãos competentes. Fiquei chocado com o vídeo que assisti da rede enroscada no pescoço da tartaruga…. são vidas perdidas…. por ignorância de poucos, por tanto pouco.

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