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Maioria apoia pedágio ambiental de Bombinhas, mas quer mais transparência

10 de dezembro de 2015 3
Foto: Marcos Porto, Arquivo

Foto: Marcos Porto, Arquivo

 

O relatório da pesquisa de carga turística de Bombinhas, feita nos últimos dois anos pela Univali com apoio do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( CNPq), revelou que 70% dos moradores e dos turistas são favoráveis à cobrança do pedágio ambiental. Mas 93% defendem que haja mais transparência na aplicação dos recursos, e que a taxa passe por auditorias periódicas.

Os dados, que foram apresentados nesta quarta-feira à noite na Associação Empresarial de Bombinhas ( AEMB), surpreenderam os pesquisadores quando a questão era sobre a prioridade na aplicação da taxa. Para a maioria ( 40%), esgoto e qualidade ambiental lideram a lista, seguidos por “ gestão de praias” ( 21%) – a uniformização de quiosques e o ordenamento dos serviços.

Em terceiro lugar, para 14% dos entrevistados, a distribuição de água deveria ser reforçada.

O segundo acesso, que sempre foi tratado como prioridade pela administração municipal, aparece só na quarta colocação, apontado por 9% das pessoas ouvidas. O que significa que, para a maioria, é tolerável enfrentar congestionamentos na entrada da cidade – desde que, uma vez em Bombinhas, haja qualidade de vida e de serviços.

Falta infraestrutura

Os números coletados nos dois últimos anos revelam que, na alta temporada, chegam a entrar em Bombinhas 40 mil veículos num só dia.
Em alguns períodos, a população pode saltar de 17 mil para 88 mil pessoas.

Marcus Polette, coordenador da pesquisa, reconhece que se trata de um desafio para o poder público: para atender adequadamente à população da temporada, Bombinhas precisaria ter pelo menos três vezes mais infraestrutura.

O estudo comprovou cientificamente, por exemplo, que a rede de água é insuficiente para atender a população flutuante – serviria a no máximo 53 mil pessoas – e que há uma relação direta entre o aumento no número de turistas e a piora nas condições de balneabilidade das praias.

Expectativa versus realidade

Mais da metade dos turistas que escolhem Bombinhas para passar a temporada têm renda per capita de três salários mínimos e um motivo em comum: a busca por um destino que alie sossego, qualidade da água do mar e paisagens naturais.

A maioria consideraria ideal uma área de praia de pelo menos 10 metros quadrados por pessoa – muito diferente da realidade do alto verão, quando o espaço por pessoa, que os pesquisadores chamam de “ nível de conforto” é de 4,5 metros quadrados.

De acordo com o professor Polette, esse distanciamento entre expectativa e realidade pode prejudicar o retorno dos turistas e trazer prejuízo à economia local. De imediato, ele defende o congelamento da construção civil para que a cidade possa ser repensada.

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comentários

Comentários (3)

  • paulo souza diz: 11 de dezembro de 2015

    Uma praia para a elite. Depois nao querem que falem de segregação, racismo. Em pedir que os mais pobres frequentem a praia? Existe igrejas católicas ou Evangélicas em Bombinhas, porque que nao se manifestam contra esta situação. Copacabana uma das praias com o metro quadrado mais caro neste pais, todos os brasileiros e estrangeiros tem direito de acesso ao mar. Em Bombinhas nao. Em Santa Catarina existe Ministério Público?

  • jean diz: 11 de dezembro de 2015

    Entra verão sai verão vai continuar a mesma coisa, o dinheiro da arrecadação do ano passado cade????? a prefeitura afirma que pagou 500 reais por cada lixeira na praia e no inicio do inverno ja estavam todas enferrujadas. Me poupe estão roubando a todos e descaradamente, o esgoto jorra na praia o mal cheiro é insuportável em todas as praias de Bombinhas o descaso é total. Administração lamentável infelizmente.

  • rage diz: 11 de dezembro de 2015

    Não é só em bombinhas que a situação está ruim!! Nosso litoral como um todo está pior a cada ano!! A cada ano que passa mais pessoas vem visitar nosso estado, que a tempos já foca na quantidade e não na qualidade! A construção civil está destruindo nossas praias com consentimento do poder publico e autoridades que nada mais são do que meros lacaios dos mega empresarios! A população das cidades costeiras cresce desordenadamente a mais de uma década e se continuar nesse ritmo em uma década nosso litoral entrará em colapso. As praias do sul que são nosso único resquício de preservação de área costeria em SC já estão sofrendo com a especulação imobiliária! Já passou da hora do estado vestir as calças e criar logo parques estaduais fortes e garantir a preservação de boa parte da área costeria de SC para as próximas gerações, caso contrário tenho pena de quem residir aqui daqui a 30 anos. Países como o Uruguai podem dar aula de preservação de área costeira e desenvolvimento sustentável para os “brasiltrouxas”, e é bom comçar a copiar as boas práticas de países vizinhos…

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