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Balneário Camboriú: Ministério Público determina triplicar pontos de vendas para indígenas

17 de dezembro de 2015 1
Foto: Marcos Porto, Arquivo

Foto: Marcos Porto, Arquivo

 

A disputa entre indígenas e comerciantes em Balneário Camboriú terminou com vitória da nação Kaingang. O Ministério Público Federal determinou que os indígenas possam ocupar 15 pontos espalhados pela Avenida Brasil, o que desagradou representantes da CDL e do Sincomércio. Por pressão das entidades de classe, a quantidade de pontos havia sido reduzida para cinco, em acordo com a prefeitura.

Ontem, membros das duas entidades não compareceram à reunião para escolha dos 15 pontos em protesto. Em nota oficial, afirmaram que a questão indígena é “um problema a ser resolvido por quem o criou” e classificaram a Funai de “órgão decorativo, que nada faz para dar solução aos problemas indígenas”.

A decisão do procurador da República Ricardo Martins Baptista levou em conta as reclamações dos indígenas quanto à mudança proposta pelas entidades às vésperas da temporada. As tribos que costumam disputar espaço com os comerciantes vêm de Iraí (RS) e do Oeste do Estado _ neste sábado, 120 desembarcam na cidade.

O secretário de Inclusão Social de Balneário Camboriú, Luiz Marcelo Camargo, se diz preocupado com as consequências que a alteração poderá trazer à já conturbada convivência entre comerciantes e indígenas. Na última temporada os embates chegaram às vias de fato mais de uma vez.

A prefeitura tem projeto de instalar um ponto fixo para os indígenas na Praça da Bíblia, mas não houve tempo hábil para que isso ocorresse ainda este ano. Por hora, terá que intermediar o conflito que, ao que parece, é econômico e cultural.

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comentários

Comentários (1)

  • Carlos diz: 17 de dezembro de 2015

    A prefeitura de Balneário Camboriú, como também o poder legislativo (Srs vereadores), tem grande parcela de responsabilidade nesta questão. A falta de ação ao longo dos anos para dar solução ou equacionar esta questão, chega a ser irritante. Vou à Gramado – RS, anualmente, e no ano passado a entrada do Lago Negro, conhecido ponto turístico, estava tomada de índios vendendo seu artesanato, este ano, para minha surpresa eles já estavam realocados e um ponto especifico para eles sendo construído. Isto chama-se, vontade política, ação para solucionar as demandas do município.

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