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Prefeitura de Porto Belo divulga laudo sobre rio Perequê

25 de janeiro de 2016 0
Foto: Lucas Correia

Foto: Lucas Correia

Para esclarecer a mancha que surgiu na foz do rio Perequê, a prefeitura de Porto Belo analisou a água em 12 pontos da bacia e do ribeirão da Vó na última semana. As amostras coletadas pela Fundação do Meio Ambiente do município (Famap) e Vigilância Sanitária identificaram índices elevados de cor aparente, em torno de 500 uH (Unidade Hazen) com picos de até 1320 uH — a água distribuída nas torneiras, por exemplo, é de no máximo 15 uH.

Os testes também apresentaram níveis elevados de ferro, manganês e matéria orgânica. Conforme o município, a incidência desses três componentes, provavelmente originados a partir de solos turfosos da região e manguezais, podem juntamente com a presença de microalgas, identificadas pelo estudo da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e Univali, explicar os elevados índices de cor. O contraste da água, de cor bastante elevada, ao encontrar o mar, de cor mais clara, teria causado a mancha, segundo a prefeitura.

O município relatou que as amostras foram coletadas em vários pontos da bacia do rio Perequê, tanto no lado de Porto Belo quanto de Itapema, e ribeirão da Vó. Todos esses pontos mostram que a cor é uma característica regional e não de um ponto específico. A concentração de ferro na amostra coletada junto à ponte do rio Perequê, na BR-101, apresentou valor de 3,45 mg/L — são mais de 10 vezes o limite possível para a água potável.

A prefeitura informou ainda que continuará fazendo análises para entender melhor esse fenômeno. Uma possível explicação é o excesso de chuvas ao longo de 2015 — a decomposição da vegetação nesses pontos alagadiços pode ter gerado ácidos húmicos e taninos, bem como dissolvido metais como ferro e manganês presentes no solo, de acordo com o município.

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