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Motorista que atropelou mulher em Balneário Camboriú pede na Justiça que vítima pague pelos prejuízos

10 de fevereiro de 2016 5

Um empresário que atropelou uma mulher em Balneário Camboriú está pedindo na Justiça que a vítima pague pelos prejuízos dos veículos atingidos na colisão. A ação alega que a mulher estaria atravessando a rua em local inadequado quando o motorista a atropelou. A audiência de conciliação está marcada para esta quinta-feira no fórum da cidade.

O acidente ocorreu em 30 de novembro de 2014, quando Márcia Bina, 38 anos, se preparava para uma corrida de rua na Barra Sul. O boletim de ocorrência apontou que o motorista Augusto Faust Peron, 31, estava embriagado e não quis fazer o teste de bafômetro. Laudos periciais também confirmaram que havia maconha e outra substância no veículo do empresário de Florianópolis.

Márcia relembra que era volta das 7h quando foi atropelada. Ela estava voltando para o carro para buscar uma camiseta, e, ao sair da calçada para acessar a porta do motorista, viu um veículo desgovernado vindo em sua direção. Conforme a ocorrência, o carro deu um “cavalo de pau” na pista e acabou prensando a vítima contra os veículos.

— Eu sequer estava atravessando a rua, tinha saído da calçada para entrar no meu carro — conta.

Márcia fraturou duas vértebras da coluna, quadril, joelho e ligamentos – as lesões a deixaram 70 dias deitada em uma cama. Com ajuda de dois médicos, dois fisioterapeutas, um professor de educação física e um psicólogo conseguiu voltar a andar e a correr.

Mais de um ano depois do acidente, a denúncia contra o motorista ainda não foi apresentada pelo Ministério Público e o processo judicial continua correndo. Também estão tramitando dois processos cíveis: um de danos movido por Márcia e outro que pede o ressarcimento dos prejuízos movido pelo empresário.

O advogado de Peron, Jonas de Souza, disse que prefere não se manifestar sobre o processo no momento.

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comentários

Comentários (5)

  • JEVEL diz: 10 de fevereiro de 2016

    NÃO FALTAVA MAIS NADA,MAS EM SE TRATANDO DA JUSTIÇA BRASILEIRA NÃO DUVIDO NADA SE ELA NÃO GANHAR.

  • Odson diz: 10 de fevereiro de 2016

    É o poste urinando no cachorro.

  • Ricardo diz: 10 de fevereiro de 2016

    Isso só acontece por estarmos no país da impunidade, fosse num país sério estaria há muito no lugar que merece, na prisão!

  • Renato diz: 11 de fevereiro de 2016

    Bem a cara do Brasil…
    A vítima deveria processar o Ministério Público que está tendo, no mínimo, uma conduta omissiva…
    Alias, o mesmo Ministério Público que se diz o guardião da justiça, possui inúmeros cargos de confiança, sem necessidade de concurso público. Para confirmar basta um reportagem verificando quantos assessores de promotores são concursados.

  • Marvado diz: 11 de fevereiro de 2016

    Reciclando o lixo: botecos badalados, festas em todos os cantos, gente bonita (e feia) enchendo a cara, tudo é movido a cachaça. Bacana cheirando pó, injetando, fumando maconha e saindo por aí atropelando, atirando, esfaqueando, enfim, matando pessoas com um só ato de brutalidade e os pais/filhos deles aos poucos, de dor, saudade, desgosto… O fumante não sai por aí matando, batendo na mulher, roubando ou agredindo a sociedade porque fuma, aliás, o que é permitido por lei. No entanto, todo mundo, com essa histeria não comprovada de fumante passivo, só cai de pau nos fumantes e acha que cacheiros e drogados são coitadinhos que precisam de ajuda…

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