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Porto de Itajaí terá operação de cargas a granel

12 de fevereiro de 2016 5
Foto: Divulgação / Porto de Itajaí

Foto: Divulgação / Porto de Itajaí

O berço 3 do Porto de Itajaí, que está em obras de reforço e alinhamento, deve começar a receber em maio a operação de cargas a granel de soja orgânica. A alternativa deve dar novo fôlego à economia do município e ao porto, que perdeu no ano passado 40% de sua movimentação de cargas com a saída da linha asiática.

O superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, diz que a opção foi natural, pois era necessário aumentar o mix de serviços oferecidos. De acordo com Ayres, a nova operação vai melhorar a saúde financeira do porto, além de movimentar a cadeia logística, garantindo trabalho para a mão de obra avulsa e um aumento no Imposto Sobre Serviços (ISS) da cidade.

— A previsão é que essa operação agregue em torno de 55 caminhões por dia para carregar os navios com soja orgânica. Isso representa um acréscimo de 8% na movimentação global do Complexo Portuário e 38% de aumento para a margem direita em relação a janeiro deste ano — afirma.

Inicialmente as operações de granéis somarão cerca de 60 mil toneladas de soja por mês. As cargas virão de caminhão pela rodovia BR-101, onde será instalado um pátio de triagem, e depois serão acondicionadas em um pátio coberto na área portuária.

Em janeiro, o Complexo Portuário do Itajaí-Açu movimentou 874 mil toneladas em cargas e a margem direita, que pertence a Itajaí, foi responsável por 161 mil toneladas. Com a operação a granel, esse número passará para cerca de 220 mil toneladas ao mês — uma boa recuperação se considerarmos que em janeiro de 2015, quando a linha asiática ainda operava no porto, a movimentação era de 300 mil toneladas.

Preocupação com a limpeza

Para discutir a nova operação, representantes do porto, da comunidade portuária e da empresa ZMW, que deve atuar como operador dessas cargas, se reuniram com o prefeito Jandir Bellini (PP) nesta semana. Uma das preocupações do encontro foi com relação à limpeza da cidade.  No entanto, o superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, garantiu que o volume da cargas é pequeno e a operação mais limpa, porque se trata de soja orgânica. Mesmo assim, será feito um acompanhamento diário dos impactos e a Coordenadoria de Trânsito de Itajaí irá estudar uma rota específica para estes caminhões.

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comentários

Comentários (5)

  • Willian diz: 13 de fevereiro de 2016

    Então logo logo a cidade voltara a sentir o fedor da soja podre.
    Lembro quando passava caminhões na heitor liberato, a soja que caia na rua, molhava, pega sol e ficava um fedor semelhante a esgoto. Terrível!

  • Jackson diz: 13 de fevereiro de 2016

    Esta imprensa regional esta cada vez mais provocadora, preocupada com os impactos sociais e ambientais, quando na visão deles, deveria apenas se preocupar com o impacto econômico, fico cada vez mais preocupado com esta imprensa que quer se preocupar com a qualidade de vida das pessoas, o que importa é o dinheiro, que se dane o povo e o meio ambiente, não é verdade, Ayres e Belini, não vamos excluir os vereadores. Parabéns Maikeli, jornalismo de verdade

  • Marvado diz: 14 de fevereiro de 2016

    ROTA ESPECIFICA??? ALGUEM CONHECE UMA??? CHEGA DE PIADA PRONTA. MAU CHEIRO, RATOS, POMBOS, BITRENS TORNANDO O TRANSITO MAIS CAÓTICO DO QUE JÁ É. ISSO QUE A CIDADE VAI GANHAR…200 EMPREGOS PARA ATRAPALHAR A VIDA DE 200 MIL HABITANTES. ENQUANTO ISSO, OS TURISTAS, QUE TRAZEM DINHEIRO LIMPO, CHEGAM AQUI E EM 15 MINUTOS VÃO EMBORA PORQUE NÃO TEM NADA QUE FAZER…

  • carlos diz: 15 de fevereiro de 2016

    é importante para a economia, mais vai vim um monte de pombos e ratos alem daquele cheiro insuportável de chiqueiro, temos que nos antecipar a este problema e agir!!

  • jen diz: 15 de fevereiro de 2016

    Que boa noticia pra mão de obra ? em Paranaguá é tudo automatizado, precisa de 2 trabalhadores pra fazer tudo.

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