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Situação do pátio de veículos apreendidos da Polícia Civil reacende alerta contra dengue em Itajaí

20 de fevereiro de 2016 0
Fotos: Divulgação / Multimídia Assessoria de Imprensa

Fotos: Divulgação / Multimídia Assessoria de Imprensa

Uma cobrança da OAB de Itajaí reacendeu um antigo alerta sobre a situação do pátio de veículos apreendidos da Polícia Civil. Desde o ano passado, o local, que fica nos fundos da Central de Plantão Policial (CPP) no bairro São João, tem sido alvo de fiscalizações mensais da Vigilância Epidemiológica da cidade em função da proliferação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti. A situação preocupa a entidade, que decidiu enviar ofício solicitando uma solução ao município, Polícia Civil e Secretaria de Segurança Pública do Estado.

— É muito provável que essa situação seja semelhante em outras regiões do Estado. Nós queremos iniciar um diálogo para buscar uma solução, não adianta só empurrar o problema — diz o presidente da OAB, Murilo Zipperer.

Contando por alto, o pátio tem mais de 30 veículos apreendidos a céu aberto — a maioria faz parte de algum processo criminal e, por isso, precisa ficar retida. O delegado regional, Ângelo Moreno Cintra Fragelli, explica que os carros apreendidos em infrações administrativas estão sendo encaminhados para o pátio da Codetran, porém os que possuem processo criminal precisam ficar na delegacia.

— O Judiciário não tem um local específico para recolher esses veículos, então eles acabam ficando com a Polícia Civil. É um problema grave e que certamente traz riscos para os policiais e à comunidade — aponta.

Leilões podem ser solução

Neste ano, o município acionou a Sala de Situação estadual para tentar resolver o problema, que prejudica todo o trabalho dos agentes de combate à dengue. Em função disso, a Secretaria de Segurança informou que vai antecipar os leilões de veículos apreendidos nas cidades consideradas infestadas. Dia 16 de março está previsto o primeiro para Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema e Porto Belo. Ao todo, serão 22 eventos no ano. A comissão de leilões irá avaliar ainda o que pode ser feito com os veículos envolvidos em processos criminais.

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