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Entrevista: novo comandante da PM de Itajaí fala sobre próximos desafios

24 de fevereiro de 2016 0
Foto: Matheus Berkenbrock / Divulgação

Foto: Matheus Berkenbrock / Divulgação

O tenente-coronel Ronaldo de Oliveira assumiu na manhã desta quarta-feira o comando o 1º Batalhão da Polícia Militar, em Itajaí. O novo comandante atuou anteriormente no subcomando do 12º BPM, em Balneário Camboriú, e já participou de ações preventivas durante os jogos pan-americanos do Rio de Janeiro. Com 45 anos e 26 de profissão, Oliveira é natural de Florianópolis, mas reside em Balneário há 20 anos. Em entrevista ao blog, ele fala sobre os desafios da PM em Itajaí:

Quais serão seus desafios no comando da PM de Itajaí?

Queremos fazer uma redução no índice de furtos e roubos e também no número de homicídios, que foi alto nesses primeiros meses do ano, além de combater o tráfico de drogas. Vamos focar em ações operacionais e integradas com outros órgãos do município. Em Balneário Camboriú nós fazíamos muitas barreiras e quero trazer esse aspecto para cá. Além disso, vamos trabalhar as ações de inteligência para detectar as razões que estão levando aos crimes. No caso dos homicídios, acreditamos que podem ter resultado de conflitos entre grupos criminosos, mas vamos estudar as razões para depois realizar ações de combate.

Como o senhor avalia o batalhão em termos de efetivo e demandas?

A falta de efetivo é uma realidade do Estado e do país, todas as cidades enfrentam esse problema. Porém, eu acredito que o retrabalho da PM com o prende-solta é o principal problema. Em Balneário, eu divulguei uma lista de criminosos que tinham diversas passagens policiais e não ficavam presos. Se os bandidos ficassem realmente detidos teríamos efetivo suficiente para atender a população. Isso é um problema da nossa legislação e que acaba estressando o policial militar.

Qual objetivo o senhor quer por em prática primeiro?

Eu sinto que a população de Itajaí está carente de atenção na questão dos furtos e roubos. Queremos combater essa situação com veemência. Os índices da cidade hoje se equivalem à média do Estado.

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