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Ministério Público abre inquérito para apurar construção de empreendimento da Porsche em Itajaí

25 de fevereiro de 2016 14
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O promotor Alvaro Pereira Oliveira Melo, da 10ª Promotoria de Justiça em Itajaí, abriu nesta quinta-feira um inquérito para apurar se o empreendimento lançado pela Porsche Design na Praia Brava possui todas as licenças necessárias. O promotor também questiona se a área escolhida para construção é um local de preservação permanente.

Ofícios foram enviados para a Fundação do Meio Ambiente (Fatma), Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai) e Secretaria de Urbanismo da cidade. Nas redes sociais, alguns moradores e ambientalistas reclamaram sobre o impacto ambiental do prédio e questionaram a legalidade da construção.

O empreendimento

O Porsche Design Towers Brava é o primeiro a ser construído pela marca na América Latina e terá quatro torres em meio à Mata Atlântica. O pré-lançamento ocorreu na semana passada em São Paulo.

O complexo residencial contará com 740 apartamentos, que vão de 120m² a 400 m², além das coberturas. Também estão previstos serviços como skybar, restaurante rooftop, galerias de arte, cinema a céu aberto, cafés, centros de beleza, academias e espaços exclusivos para colecionadores de carros.

A Carelli, que detém a licença para construir os prédios da Porsche no Brasil, esclareceu por meio da assessoria de imprensa que o empreendimento está na etapa de desenvolvimento de estudos ambientais e impacto de vizinhança, necessários para o processo do licenciamento ambiental do projeto. Conforme a construtora, os estudos mostraram que o empreendimento não está inserido em área de proteção ambiental, conservação ou área de risco.

A empresa informou ainda que o projeto suprimirá 9,5% da área total do terreno e que medidas mitigatórias e compensatórias estarão contempladas nos estudos exigidos pelos órgãos competentes.

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comentários

Comentários (14)

  • ilha da baderna DOIS diz: 25 de fevereiro de 2016

    Isso só abre espaço para explorar os morros, porque no baixo já está cheio e nesse mundo é o dinheiro que manda, o bolso dos políticos e Juizes que estão nem ai com a natureza. Ué, lugar de morro não era só pobre que morava!

  • Celso diz: 25 de fevereiro de 2016

    O povo do litoral precisa reagir contra essas aberrações da exploração imobiliária que está destruindo as características naturais das nossas lindas praias. Esse MP precisa ser mais contundente! Mais ATIVO! Não podemos mais aceitar paredões de concreto nas praias. CHEGA DE EXPLORAÇÃO IMOBILIÁRIA! CHEGA DE TURISMO PREDADOR!

  • Etson R. S. Medeiros diz: 25 de fevereiro de 2016

    Um Absurdo este conceito de torres como grandes tubos negros, descidas do espaço e pousadas bem no meio da mata atlântica. No alto do morro, contrastando e agredindo a paisagem. Não consigo enxergar a integração citada..
    É triste.. o paredão de edifícios à beira do mar, já nos tirava a vista do mesmo e o direito ao sol, agora querem replicar este conceito desastroso sobre os morros. Aí a nossa paisagem será liquidada definitivamente. Isso sem falar no impacto ao meio ambiente, todas as consequências já conhecidas e a abertura de precedente para sabe-se lá o que virá.

  • Robson diz: 26 de fevereiro de 2016

    Imagina,se a turma do contra ia deixar, Miami pode , vários lugares do mundo pode , aqui tem o famoso impacto ambiental, bonito e ver drogados, lixo, barro, ou um empreendimento desse porte que ia elevar o nome da cidade gerar empregos e trazer muitos benefícios, resumindo:
    O MUNDO TA ERRADO E O BRASIL TA CERTO, O RESULTADO ESTA AI, UMA BELA ECONOMIA , AEROPOTOS MARAVILHOSOS, EMPREGO FARTO, EDUCAÇÃO ABUNDANTE,realmente não da
    Lamentável, duas coisas que me irritam , o impacto ambiental e os direitos humanos, ou melhor dos manos

  • Jota diz: 26 de fevereiro de 2016

    Fica difícil respeitar a natureza, como propaga a empresa, se você abre uma clareira enorme no meio da mata atlântica. Mas como o dinheiro fala mais alto…

  • Jean diz: 26 de fevereiro de 2016

    Só queria dinheiro para entrar com uma ação e brecar isso…. deu de prédios em vez disso porque a Porsche não recupera as áreas degradas com toda certeza seria muito bem vista por aqui.

  • Maria Souza diz: 26 de fevereiro de 2016

    E aquela muralhar que construíram na beira Sul da praia brava, que ainda tem a audácia de chamar de Mirage? Ministério Público nunca viu? Ninguém faz nada? Tsc tsc

    E esse aí, sinceramente quem vai querer pagar uma fortuna pra morar aí empilhado com mais um monte de gente?

  • Ney Armando diz: 26 de fevereiro de 2016

    Não vejo nenhum problema nessas obras, quem tem dinheiro compra e quem não tem não compra. O problema é o falso moralista criticar uma obra dessa que trará antes, durante e depois de pronta, contratação de mão de obra, impostos, compra de materiais de construção na região, aquecendo toda uma economia, e depois de pronto os moradores pagando seus impostos, comprando alimentos etc aumentando a economia da região. O problema está nos falsos ambientalistas e desinformados, que não tendo acesso a uma obra dessa levantam bandeiras ecológicas sem sentido. O amassado sempre reclamando do rasgado.

  • rage diz: 26 de fevereiro de 2016

    Sim ROBSON. O mundo está muito certo mesmo… Basta ver para onde caminha a humanidade.. Não interessa se em Miami fizeram! Basta ter o mínimo de bom senso e noção para ver que um empreeendimento como esse está no local errado. Em cima de um morro?? é uma piada… E só pra saberer, nem tudo que é replicado em países mais desenvolvidos está certo como vc deu a entender, pois em Miami muitos dos canais de sofrem com poluição oriunda do tal de “progresso” e alta densidade demográfica… Mas enfim, cada um com sua doutrina e concepções de beleza…Você não deve ser do tempo em que nosso litoral ainda não era privatizado…

  • rage diz: 26 de fevereiro de 2016

    Ney Amaranto
    A maioria que não defende não é contra empreendimentos, porém são contra empreendimentos que nada tem a ver com o contexto praiano da região onde serão inseridos… E pelo amor de Deus, 4 torres no alto de um morro?? è muita falta de noção… Tudo que gostaria de ver é o mínimo de coerência em uma obra dessas, escolhendo um local adequado (longe da beira da praia e não no topo de um morro) e que fossem respeitados critérios urbanísticos. Ou vc acha lindo esse monte de espigão envidraçado na beira mar da praia central de BC? Esses empreendimentos deveriam ser levados a locais mais adequados. E só para informação, a cidade não se beneficia tanto assim quanto pesas com uma obra dessas, pois muito da matéria prima vem de outros locais assim como a mão de obra, haja visto os espigões de BC. As construtoras importam mão de obra do Norte e nordeste e cidades do interior, e no fim da obra muitos ficam por aqui e sem arrumar novos empregos e com um mercado imibiliário exorbitante, se instalam em favelas como Monte alegre dentre outros bairros carentes… Não vou me delongar , pois isso é conversa para algumas horas, mas só para vc se situar, pois quem está mau informado é você que nem se quer conhece o mundo onde vive…

  • Carlos diz: 26 de fevereiro de 2016

    Espero que sejam construídas. Concordo em parte com o Robson .

  • Júnior diz: 26 de fevereiro de 2016

    Uma aberração. O topo de morros sempre é área de preservação. Mata Atlântica então…
    740 aptos. Impacto monstruoso. Idiotice monstruosa.

  • Renato diz: 27 de fevereiro de 2016

    sempre que se fala em construir algo novo surgem inúmeros comentários de pseudo ambientalistas que brandam aos quatro ventos os prejuízos que esses empreendimentos causam… Entendo que o assunto é delicado, mais o progresso está aí e temos é que achar uma formula onde tais empreendimentos possam ser realizados.
    Robson tem razão, talvez Maiami não seja o melhor exemplo, mais temos tantos outros, onde empreendimentos são construídos em área de preservação e nem por isso acabam com o ecossistema ou a vida na terra.
    Acho interessante, que não vejo ninguém, nem os ambientalistas nem o muito digno Ministério Público erguerem a bandeira do saneamento básico ou indiciarem prefeitos e governantes por não investirem em redes de coleta e tratamento de esgoto, problema que foi amplamente divulgado pela imprensa nesse verão, inclusive afetando os ditos paraísos, como Bombinhas, Canto Grande etc.

  • Carlos diz: 28 de fevereiro de 2016

    Querem ver como é possível conciliar empreendimentos x natureza… Acessem o google maps e digitem hawaii… isso mesmo, o paraiso do surfe… aumentem o zoom e vão contornando as ilhas… a quantidade de resorts em áreas de dunas, na beira da praia, dentro do mar é absurda… e pasmem… não é por isso que a ilha está estéril sem vida… Pelo contrário, é um dos ecossistemas mais preservados do mundo…

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