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Ministério Público investiga espuma que apareceu no Rio Camboriú, em Balneário Camboriú

26 de fevereiro de 2016 1
Foto: Divulgação / 5ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú

Foto: Divulgação / 5ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú

O Ministério Público de Santa Catarina abriu um procedimento para investigar a espuma que apareceu no Rio Camboriú na última semana. O promotor André Otávio Vieira de Mello, da 5ª Promotoria de Justiça, informou que tudo indica que a espuma tem origem na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Emasa, em Balneário Camboriú. Um perito credenciado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) já esteve no local para fazer coletas e verificar até que ponto a substância é prejudicial ao meio ambiente.

Na semana passada, moradores denunciaram o aparecimento da espuma no rio, próximo a BR-101 e à Rua 4.000. Conforme Mello, a situação pode ter ocorrido em função da ausência de antiespumas usadas no tratamento do esgoto. Exames laboratoriais solicitados pelo MP também irão analisar se a espuma é tóxica ou não.

— A promotoria instaurou procedimento e está apurando com muita responsabilidade e celeridade os fatos. Um perito competente já realizou a coleta em dois pontos de entrada e saída da ETE Nova Esperança — afirma Mello.

O promotor também esteve na estação da Emasa para inspecionar a situação. De acordo com ele, a espuma está por toda parte na lagoa principal da ETE e o sistema trabalha com algumas irregularidades pontuais, que serão apuradas por uma perícia.

— Segundo informações de um funcionário da autarquia, os antiespumantes, em razão das festas de final de ano e Carnaval, não foram suficientes. Uma falha da administração — explica.

Mello relatou que já encaminhou ofício em regime de urgência para que a Emasa informe alguns parâmetros, como pH, fósforo total, nitrogênio amoniacal, óleos e graxas, coliformes fecais, entre outros. O promotor observa ainda que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente enviou alguns peixes encontrados mortos para análise, mas por enquanto não é possível dizer se há relação com a espuma.

Contraponto

O diretor geral da Emasa, Marcelo Achutti, informou que a autarquia havia detectou que os antiespumantes não estavam agindo com tanta eficiência e notificou a empresa que fornece o produto. Achutti diz ainda que estão sendo feitos monitoramentos frequentes da saída da estação e que os peixes encontrados mortos na Praia Central não tem relação com o ocorrido.

— Operamos com mais de 95% de eficiência no tratamento do esgoto. E essa espuma também vem junto com o esgoto não tratado de Camboriú — afirma.

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comentários

Comentários (1)

  • Marcelo Debrech Souza diz: 27 de fevereiro de 2016

    POLUICAO…

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