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Itajaí Sailing Team apresenta novo veleiro e reforça nome da cidade como grife na vela

21 de março de 2016 0
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Itajaí é a primeira cidade brasileira a ter uma equipe de vela para chamar de sua: a Itajaí Sailing Team, criada para reforçar o nome do município como grife no mundo da vela, apresentou nesta segunda-feira o novo barco _ um veleiro Soto 40, considerado um dos mais rápidos da classe Oceano. O barco pertenceu a ninguém menos do que Torben Grael, a lenda da vela brasileira.

A apresentação ocorreu na Marina Itajaí, com a presença de Grael e André Bochecha _ velejador catarinense que participou da Volvo Ocean Race e responde pelo treinamento da equipe. O comando é do velejador Marcelo Gusmão.

No time, sete dos 10 tripulantes são de Itajaí _ ente eles Pepê, atleta de 16 anos formado pela Associação Náutica de Itajaí (ANI), que ocupa a vaga de velejador-mirim.

O Itajaí Sailing Team começou a competir em 2015, registrou uma série de bons resultados e terminou o ano como vice-campeão na categoria. Agora, a intenção é reforçar a identificação com a comunidade e atuar no incentivo à formação de novos atletas.

O primeiro compromisso oficial do ano será o Campeonato Brasileiro, em maio. Em julho, a equipe estará na vitrine das Olimpíadas, a convite do Iate Clube do Rio de Janeiro, com função institucional.

Enquanto o time segue o calendário de competições, em terra um estaleiro de Itajaí vai produzir um novo veleiro, de 60 pés, que nascerá para o grande desafio do time,a regata Cape2Rio, uma competição transoceânica entre a Cidade do Cabo, na África, e o Rio de Janeiro.

Sonho

Alexandre dos Santos, que decidiu abandonar a carreira corporativa para uma vida de desafios ao sabor do mar, diz que a consolidação do projeto do Itajaí Sailing Team é “um sonho”. Ex-diretor do Porto de Itajaí, Alexandre presidiu a comissão organizadora da última parada da Volvo Ocean Race por aqui, no ano passado. E admite que um dos objetivos da equipe é, no futuro, integrar a Fórmula 1 dos mares _ um desejo que não poderá ser realizado na próxima edição da regata, entre 2017 e 2018, devido ao alto custo: os veleiros da Volvo Ocean Race custam 20 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 100 mil.

Magia para Itajaí

O barco vendido por Torben Grael para a equipe de Itajaí se chamava Magia, nome que foi substituído com autorização do antigo dono. O maior velejador brasileiro tem uma boa relação com Itajaí _ antes mesmo de a cidade se tornar referência na vela, já havia usado os serviços dos estaleiros locais. Foi ele, também, um dos intermediadores da vinda da Volvo Ocean Race para a cidade, em 2012.

Apoiador do projeto itajaiense, Grael acredita no potencial de Itajaí:

_ O que precisa agora é tempo, e ações como essa são uma boa oportunidade para aproximar a vela das novas gerações.

 

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