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Mais de 2,6 mil tartarugas foram encontradas mortas no Litoral nos últimos seis meses

15 de abril de 2016 0
Foto: Reprodução Tamar

Foto: Reprodução Tamar

 

 

Em seis meses, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, capitaneado pela Univali em Itajaí, recolheu mais de 2,6 mil tartarugas mortas entre Ubatuba (SP) e Laguna (SC) _ uma média de 14 por dia. E elas não são as únicas vítimas: aves tiveram uma mortandade ainda maior, com um registro de mais de 4,8 mil nos últimos 180 dias.

Os números assustaram até mesmo os pesquisadores. André Barreto, coordenador do projeto,  diz que será necessário reunir novos dados para entender se se trata de um fenômeno isolado, ou uma prova de que a fauna marinha está ameaçada.

_ Foi um ano atípico, sob influência do el niño. Queremos entender se a mortandade foi fora do normal, ou se não sabíamos ainda desses números porque não víamos.

Entre os pássaros, é possível que um fenômeno meteorológico tenha interferido na morte de cerca de 2 mil exemplares de uma ave marinha conhecida como bobo grande, e que migra do Hemisfério Norte para o Sul. Os animais foram encontrados num período de 20 dias, possivelmente vítimas de uma frente fria.

Entre as tartarugas, a principal causa de morte é a pesca e o lixo que, por negligência do ser humano, vai parar no mar. As simpáticas tartarugas-verdes, as mesmas que viraram personagem no filme Nemo, são as que mais aparecem mortas nas praias _ coincidentemente, as que vivem mais perto da costa.

Animais encontrados vivos ou debilitados também recebem atenção do projeto. No momento há tartarugas e aves em tratamento em Florianópolis, no Projeto Tamar e no Instituto R3. Bases de estabilização, reabilitação e de apoio estão em fase de construção no país.

Petróleo

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é um condicionante do licenciamento ambiental das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, na Petrobras. O objetivo é avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos.

Ainda é cedo para dizer se há interferência, e de que fato ela ocorre. Todos os animais que são encontrados _ vivos ou mortos _ passam por exames laboratoriais, que ainda estão em fase de análise. É possível, por exemplo, que a exploração de petróleo deixe os animais mais vulneráveis às redes de pesca. As hipóteses são consideradas, e avaliadas.

O que já se sabe é que a atividade humana causa impacto aos animais marinhos, e os números provam que as consequências são sérias:

_ Às vezes é difícil apontar um único culpado. Mas de modo geral, podemos dizer que a atividade do ser humano está afetando a fauna marinha.

 

Animais recolhidos

Aves – 4880 mortas, 687 vivas

Mamíferos marinhos – 479 mortos e 31 vivos

Tartarugas marinhas – 2649 mortas e 208 vivas

 

Conheça o projeto:

arte

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