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Perda de arrecadação em Itajaí chega a R$ 4 milhões ao mês

07 de junho de 2016 1
Foto: Lucas Correia, Especial

Foto: Lucas Correia, Especial

 

A prefeitura de Itajaí lançou um novo pacote de cortes para tentar reequilibrar o orçamento diante da queda na arrecadação. A receita do município caiu 20% nos cinco primeiros meses do ano, uma média de R$ 4 milhões a menos todo mês.

O plano inclui a redução de até 25% dos contratos de bens e serviços, suspensão de horas extras, viagens, cursos e progressão funcional. Além de um controle maior sobre novas contratações, que só serão permitidas em casos excepcionais.

Paralelo a isso, a Secretaria da Fazenda está atrás dos inadimplentes para evitar o prejuízo. Quem tem dívida ativa com o município está recebendo a cobrança por telefone ou via judicial. A dívida, hoje, ultrapassa R$ 300 milhões _ isso sem contar a sonegação de impostos, que terá a fiscalização reforçada para rechear os cofres públicos.

Além da queda do retorno de impostos estaduais e federais, que atinge todos os municípios, Itajaí também foi impactada por situações localizadas como a redução do Imposto sobre Serviços (ISS). O porto responde por 60% da arrecadação de ISS na cidade, e desde que a movimentação portuária caiu pela metade, no ano passado, a arrecadação diminuiu na mesma proporção.

Este é o terceiro pacote de cortes lançado pela prefeitura desde o ano passado. O primeiro, que incluiu redução no salário do prefeito e secretários, economizou quase R$ 10 milhões em 2015.


O prazo para a prefeitura acertar o passo é curto, já que em setembro terá que aumentar em 5% o salário dos servidores, segundo o acordo firmado em março. A folha de pagamento de Itajaí corresponde a R$ 34 milhões ao mês, com 6,5 mil efetivos e mais de 250 comissionados. A Secretaria da Fazenda não descarta a possibilidade de corte de pessoal.

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comentários

Comentários (1)

  • Renato diz: 7 de junho de 2016

    Conhecem aquele ditado que diz “que não devemos colocar todos os ovos na mesma cesta?” Pois bem, Itajaí fez.
    A cidade ficou refém de um porto que se tornou obsoleto, e tal situação se agravou com a instalação do porto de Navegantes, mais moderno, eficiente e competitivo.
    Já comentei aqui uma vez, Itajaí está passando pelo mesmo caminho que Blumenau e Joinville já passaram nas décadas passadas. Blumenau era dependente da indústria têxtil e Joinville da metal-mecânica.
    Agora o desafio é se reinventar…

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