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Governo federal autoriza apenas três barcos catarinenses para pesca de tainha

14 de junho de 2016 1

O Diário Oficial da União publicou enfim, nesta terça-feira, a lista das 40 embarcações autorizadas para a pesca industrial de tainha no Sul e Sudeste do país. Dos barcos licenciados, apenas três são catarinenses _ dois de Porto Belo e um de Florianópolis. Entre o restante, três são de São Paulo, e os outros 34 do Rio de Janeiro. Uma inversão na histórica prevalência das embarcações catarinenses e um revés para a região de Itajaí e Navegantes, que tem a maior frota de embarcações traineiras no Brasil.

Os armadores locais questionam a lista. Afirmam que não houve tempo hábil para avaliação dos pedidos para as vagas remanescentes e que parte dos barcos aprovados não atua mais na modalidade de cerco, usada para a captura de tainha.
A expectativa dos empresários costuma ser grande em relação à tainha porque a safra coincide com o início do defeso de sardinha, que começa nesta quarta. As embarcações, que ficariam paradas, são direcionadas para a captura sazonal dos cardumes e garantem receita em época de ganho baixo.

O impacto do indeferimento das licenças já atingiu os pescadores: embora o sindicato dos trabalhadores ainda não tenha números oficiais, desde o início da semana os armadores estão dispensando tripulação. Pelo menos oito dos 50 empresários que atuam no cerco decidiram demitir _ é o caso de Emerson Nagel, que esta semana entregou o aviso prévio a 50 empregados e decidiu fechar a empresa de pesca que mantém.

O problema agrava porque o setor já vinha demitindo por falta de licenças. Desde abril, 600 pescadores que atuavam nas modalidades de arrasto e emalhe foram dispensados _ as licenças para esses modelos de captura só foram emitidas no fim de maio.

Para quem conseguiu as licenças, a temporada de pesca será curta. As capturas só podem ocorrer até dia 30 de junho, quando termina a safra.

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comentários

Comentários (1)

  • Renato diz: 15 de junho de 2016

    Armadores estão pagando pela sua própria incompetência. Agora não adianta chorar pelo leite derramado.
    Infelizmente a crise em Itajaí vai se agravar. Parece que uma numa negra paira sobre a cidade.

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