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Indeferimento das licenças de tainha afeta exportação de ovas

17 de junho de 2016 0
Foto; Marcos Porto, Arquivo

Foto; Marcos Porto, Arquivo

 

As duas embarcações da pesqueira Pioneira da Costa, de Porto Belo, que entraram na lista de barcos autorizados pelo governo federal para a captura industrial de tainha, na terça-feira, não conseguiram ainda formalizar a licença para pescar.

O Ministério da Agricultura informou, extraoficialmente, que as autorizações só serão emitidas depois que os recursos judiciais apresentados pelos donos dos barcos que foram indeferidos, na primeira lista, forem julgados.

A decisão contraria uma portaria emitida pelo próprio governo federal, que afirmava que os barcos listados esta semana poderiam pescar até o julgamento dos recursos.

A Pioneira da Costa já aguardava o resultado de mandado de segurança impetrado em razão do indeferimento de outras duas de suas embarcações, que haviam sido cadastradas na primeira lista _ e recusadas.

O resultado é que, ontem, nenhum dos barcos saiu para pescar. A empresa, que no ano passado entrou em processo de recuperação judicial, exporta ovas de tainha para todo o mundo. E contava com as negociações com o exterior, em dólar, para estabilizar as contas pelos próximos meses.

Por enquanto a Pioneira tem contado com tainhas capturadas pela pesca artesanal _ mas o volume é pequeno. Na semana passada, um importador chinês que veio a Porto Belo para encomendar ovas foi embora sem fechar negócio por falta de produto.

A empresa pretende entrar com novas ações na Justiça para obter autorização para a pesca.

Sem caviar

O impasse das licenças da pesca industrial também impactou a Bottarga Gold, empresa de Itajaí que produz ovas desidratadas _ o “caviar brasileiro”. A indústria havia planejado turbinar a exportação para Europa e Ásia, mas teve que colocar o pé no freio por falta de tainhas no mercado.

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