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Região de Itajaí terá dados digitais sobre saúde publica

13 de julho de 2016 0

O projeto InovAmfri está desenvolvendo um sistema digital de informações sobre serviços de saúde pública que promete facilitar a vida do usuário e reduzir os equívocos na procura de unidades de atendimento _ quando é caso de posto de saúde ou de hospital, por exemplo _, situações que aumentam as filas nos pronto socorros e prejudicam a qualidade dos serviços.

A ideia é reunir em um software todos os dados que o cidadão precisa ter sobre os serviços de saúde gratuitos que estão perto dele. Onde fica o posto mais próximo, quais as especialidades atendidas, quais os locais para exames e datas de consultas médicas, além da possibilidade de viagens para tratamento fora da cidade. O sistema também vai mostrar onde o paciente consegue receber gratuitamente o medicamento que foi receitado pelo médico.

O programa é inédito em Santa Catarina e segue requisitos de segurança exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As informações ficarão acessíveis em totens digitais, que serão espalhados pelas 11 cidades da região _ de Bombinhas a Balneário Piçarras, passando por Camboriú, Ilhota e Luís Alves. E também será disponibilizado através de um aplicativo para celular, o que permitirá que o cidadão encontre as informações de que precisa com apenas um toque.

Rodrigo Santana, coordenador técnico da Celk Sistemas, que é responsável por desenvolver o sistema digital, diz que o programa estará pronto para uso em dezembro. Antes disso, o projeto vai divulgar o acesso para estimular o uso.

A saúde é um dos eixos de ação do projeto InovAmfri, que também está voltado à formação e capacitação de gestores públicos, à revisão da mobilidade urbana de forma regionalizada, e à criação de uma nova matriz econômica para a região, voltada para sustentabilidade e inovação.

Diagnóstico

O projeto InovAmfri apresentou esta semana o diagnóstico da saúde na região, primeira fase do eixo de trabalho. O levantamento, feito em 90 dias, incluiu registro fotográfico de todas as unidades de saúde das 11 cidades, entrevistas com prefeitos e secretários, e questionários.

A equipe concluiu que a saúde das cidades ainda não está vocacionada ao perfil epidemiológico da região _ as doenças mais comuns, que mais demandam atendimento nas unidades. A ideia é mudar o modelo de ação para atuar preventivamente e com foco prioritário na chamada atenção primária (como os programas de saúde da família).

Outro ponto importante diz respeito à arrecadação. O diagnóstico revelou que é preciso que os municípios turbinem os cofres públicos cobrando, por exemplo, taxas e impostos como alvarás sanitários e IPTUs atrasados. Tudo o que for arrecado reflete em mais recurso para a saúde, e todo mundo sai ganhando. O estudo também sugere a parceria com universidades locais para estender os projetos de extensão por todas as cidades próximas.

Na média

A maioria dos municípios da região da Amfri, segundo o diagnóstico, cumpre a premissa de investir em saúde o equivalente a R$ 1 para cada cidadão, por dia _ o que corresponde ao mínimo de qualidade. Em Itajaí a média é de R$ 1,50 por morador. Mas há cidades em que a arrecadação é insuficiente para chegar ao mínimo. É o caso de Camboriú e Ilhota, por exemplo.

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