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Resultados da pesquisa por "dalçoquio"

Dono da transportadora Dalçoquio é indiciado na Operação Lava Jato

15 de julho de 2016 0
Foto: Marcos Porto, Arquivo

Foto: Marcos Porto, Arquivo

 

O empresário Laércio Tomé, principal acionista da transportadora Dalçoquio, de Itajaí, foi indiciado pela Polícia Federal junto com o doleiro Alberto Youssef na Operação Lava-Jato. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o indiciamento fala em crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. O motivo é um suposto pagamento de R$ 2 milhões em propina por duas empresas do Grupo Tomé em contratos das empresas com a Petrobrás. De acordo com o relatório da PF, as empresas atuaram em obras de refinarias em São Paulo e na Bahia.

O Grupo Tomé informou, em nota, que recebeu a notícia do indiciamento com surpresa, que nunca participou de qualquer cartel de empreiteiras e que, desde que foi citada na Lava-Jato, se colocou à disposição da Justiça para colaborar e dar os esclarecimentos necessários.
A empresa ainda refuta as acusações, diz que apresentou documentação às autoridades comprovando inocência e que nunca ofereceu, prometeu, pagou ou autorizou o pagamennto de qualquer valor para obter vantagens indevidas em contratos com a Petrobras.

Laércio Tomé emite nota sobre processo envolvendo a Dalçoquio

13 de maio de 2016 0

Uma nota enviada à imprensa, assinada por Laércio Tomé, empresário que assumiu o controle da transportadora Dalçoquio no ano passado, esclarece o processo movido pelo antigo dono da empresa, Augusto Dalçoquio, que pede a rescisão do contrato de venda.

No texto, Tomé tranquiliza os funcionários e afirma ter herdado dívidas que eram desconhecidas da nova administração quando a empresa foi adquirida. O empresário diz ter gastado R$ 30 milhões para recuperar a saúde financeira da empresa e afirma ter-se visto em “situação quase kafkiana”.

Leia a nota:

“Tenho um profundo respeito pela vida de trabalho do sr Augusto Dalçóquio, bem como pela sua pessoa.

Entretanto, cabe esclarecer alguns fatos, que à meu espanto, ainda que o mencionado processo esteja sob segredo de justiça, se fez público.
Afim de evitar interpretações equivocadas, e insegurança nos colaboradores , bem como nos fornecedores e instituições financeiras, que tanto apoio e confiança depositam em minha gestão, esclareço.

Me foi oferecida a oportunidade de aquisição da empresa Transportes Dalçóquio em março de 2015.

A empresa possuía naquela ocasião uma situação difícil, com um volume de dívidas vencidas junto à fornecedores de grande monta, da ordem de dezenas de milhões, vários equipamentos parados, sem manutenção por falta de crédito. Os bancos já não liberavam nenhum crédito novo em razão do risco premente, diversas obrigações trabalhistas e obrigações contratuais junto à clientes não atendidas, e uma situação fiscal bastante delicada.

Assim , decidi, em razão da presença de mercado, da marca, dos ativos móveis, ainda que bastante obsoletos, enfrentar este desafio e preservar esta empresa tão representativa no estado e na cidade de Itajaí, que emprega mais de 1.000 funcionários diretos.

Desde então me ví envolvido em uma situação, quase kafkiana, onde quem vendeu não queria vender , quem não comprou queria ser dono, e quem estava de fato suportando a manutenção da empresa virou alvo de toda sorte de maledicências e artimanhas.

Já coloquei mais de R$30 milhões na empresa, para suportar os investimentos necessários e o pagamento das obrigações que pactuamos com fornecedores e clientes.Coloquei mais de 60 equipamentos novos em operação.

Embora a empresa seja credora do Sr Augusto Dalçóquio em dezenas de milhões de reais, informação esta declarada pelo próprio no balanço patrimonial informado na venda e enviado aos orgãos legais, eu já paguei ao mesmo mais de R$5 milhões desde então e assumi dívidas dele com terceiros de mais R$5 milhões. Tudo comprovado e assinado em declarações pelo próprio e que já estão à disposição no processo.

Entretanto, desde que assumi a empresa, tenho sido surpreendidos periodicamente pelo aparecimento de passivos totalmente desconhecidos da contabilidade da empresa, bem como do contrato de compra x venda, onde constaram todos os passivos indicados e especificados pelo vendedor.
Busco apenas o fiel cumprimento do que foi pactuado, sempre primando pela preservação e manutenção de todos os empregos diretos e a função social da empresa preconizada em nossos códigos legais.

Respeito o direito de cada qual pleitear o que lhe enseja, mas reafirmo meu compromisso, declarado desde o início, com a preservação da empresa, com o cumprimento do que assumi e conheci, quando da aquisição.E , acima de tudo, acredito na justiça.
A justiça determinou a apuração contábil por empresa independente e multinacional dos fatos colocados acima, os quais demonstrarão cabalmente onde situa-se a verdade.

E onde ela se situar lá estarei para recepcioná-la”.

Laércio Tomé.

Lava Jato: Negociação da Dalçoquio faz parte de documento entregue por Cerveró à Justiça

19 de janeiro de 2016 1

Atualizada

 

A transportadora Dalçoquio e a ex-ministra catarinense Ideli Salvatti (PT) foram citados em depoimento do ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que relatou uma suposta renegociação de dívida de R$ 90 milhões. A informação foi publicada no blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão.

De acordo com a reportagem, Cerveró afirmou que a negociação teria ocorrido em uma reunião entre Ideli e o ex-deputado João Paulo Cunha (PT/SP). A dívida seria entre a Transportes Dalçoquio, que tem matriz em Itajaí, e a BR Distribuidora, um dos braços da Petrobras. Cerveró, de acordo com o texto, disse “imaginar que a ministra Ideli e outros políticos” tenham recebido propina na ocasião.

As informações fazem parte de um documento entregue pela defesa de Cerveró à Procuradoria-Geral da República antes do acordo de delação premiada, assinado em novembro de 2015.

Ainda segundo o blog, o ex-diretor teria dito que a Dalçoquio é a maior transportadora da BR Distribuidora, “muito antiga”, que “já foi ajudado na época do Fernando Henrique Cardoso” e “apoiava políticos de diversos partidos”.

O texto destaca que a frota da Dalçoquio passou de cinco para 50 caminhões desde que começou a prestar serviço para a Petrobras, na década de 1970.

No ano passado a empresa foi vendida a Laércio Tomé, do Grupo Tomé, de São Paulo. Ouvida pelo Estadão, a defesa de Tomé afirmou não poder comentar fatos anteriores ao período em que passou a comandar a empresa (as reuniões a que se refere o ex-diretor teriam ocorrido antes de 2014).

Já a ex-ministra Ideli disse, através da assessoria, não recordar do suposto encontro com Cerveró.

O ex-deputado federal João Cunha e a assessoria do ex-presidente FHC não foram localizados pelo Estadão.

Nesta terça-feira, procurado pelo blog, o ex-proprietário da Dalçoquio, Augusto Dalçoquio, disse que não tinha conhecimento da reportagem e das afirmações de Cerveró. O advogado indicado por ele não foi localizado.

A atual administração da Dalçoquio emitiu nota oficial: 

“Laércio Tomé, atual e único administrador da empresa Transportes Dalçoquio Ltda, vem a público, em esclarecimento à reportagem publicada neste periódico, informar que os fatos noticiados se inserem em um contexto de conotação política, e em nada desabonam ou vinculam a empresa em qualquer ato ilícito.

A Transportes Dalçoquio, empresa com 1.200 colaboradores diretos, com 48 anos de atividade, teve seu controle acionário alienado em março de 2015 a Laércio Tomé, acionista e controlador do Grupo Tomé.

O Grupo Tomé é um conglomerado de empresas que atuam em diversos segmentos de prestação de serviços ao mercado de infraestrutura, não tendo nenhuma vinculação na aquisição da Transportes Dalçoquio.

Por fim, esclarece que os fatos veiculados na imprensa, se supostamente ocorreram, uma vez que não há indício de sua veracidade, devem ser reportados aos antigos sócios e administradores da empresa Transportes Dalçoquio, pois não compete a esta atual administração falar de assuntos pretéritos à aquisição da sociedade, relacionados a matérias publicadas recentemente em órgãos de imprensa, das quais não tiveram nenhuma participação”.

Tribunal mantém Tomé como administrador da Dalçoquio

08 de julho de 2015 0

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) negou liminar pedida por Milton Rodrigues Junior para que Laércio Tomé e Cláudio Ribeiro da Silva Neto, atual administrador da Dalçoquio, fossem impedidos de entrar nas unidades mantidas pela empresa em todo o país e de praticar qualquer ato em nome da transportadora. A decisão, estabelece, em contrapartida, que Tomé está proibido de impedir a entrada de Milton na Dalçoquio.

O advogado Marco Antônio Cachel, que representa Rodrigues, afirmou que irá recorrer.

::: Sócios que brigam pela Dalçoquio entram em acordo para pagar salários

O desembargador Luiz Zanelato, relator do agravo de instrumento, afirma na decisão que o contrato assinado que estabelecia 60% das ações para Tomé, 30% para Milton Rodrigues e 10% para Claudio Neto tem teor de “contrato definitivo” e o fato de não estar registrado na Junta Comercial não extingue o acordo entre eles “nem constitui causa de nulidade”.

O texto da decisão também  chama atenção para o fato de três pagamentos feitos por Laércio Tomé a Augusto Dalçoquio coincidirem “com o valor das três primeiras parcelas de R$ 500 mil cada que Milton Rodrigues Junior obrigou-se a pagar” pela compra da empresa, em março.

“Não há de se falar que Laércio Tomé estaria exercendo a administração da sociedade sem poderes para tanto, porquanto é sócio majoritário, titular de 60% das quotas e exerce isoladamente a gerência e administração da sociedade” _ afirma o desembargador.

 

 

Sócios que brigam pela Dalçoquio entram em acordo para pagar salários

08 de julho de 2015 1
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Terminou em conciliação a audiência que discutiu o atraso no pagamento dos trabalhadores da Dalçoquio na 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Itajaí, nesta quarta-feira. A empresa tem até quinta-feira para pagar os salários dos 1.200 funcionários, que deveria ter sido depositado no 1º dia útil do mês.

Outras demandas do Sindicato dos Motoristas de Itajaí e Região (Sitraroit), autor da ação, deverão ser avaliadas no decorrer do processo _ entre elas a exigência de multa pelo atraso, que de acordo com a convenção coletiva é estabelecida em um salário mínimo para cada trabalhador.

::: Tribunal mantém Tomé como administrador da Dalçoquio

A audiência, presidida pelo juiz Daniel Lisboa, foi feita a portas fechadas porque parte do processo está em segredo de Justiça. Laércio Tomé e Milton Rodrigues Junior, representado pelo advogado Marco Antônio Cachel, que brigam pelo controle das ações da empresa, firmaram o acordo para o pagamento.

O magistrado fez questão de deixar fora da discussão a briga pela posse da Dalçoquio. De acordo com o juiz, a concordância por parte dos dois, nesse caso, elimina o risco jurídico da conciliação _ ou seja, evita que um dos dois recorra após uma futura decisão sobre a sociedade.

Para o Sitraroit, o acordo foi visto como uma vitória parcial. O pagamento dos trabalhadores soma perto de R$ 4 milhões.

Pressa

Logo após a audiência, quem ficou com a responsabilidade de ir ao banco para liberar o pagamento dos salários foram os advogados de Laércio Tomé. A intenção era efetuar os pagamentos ainda nesta quarta-feira.

 

 

Caso Dalçoquio: pagamento dos salários atrasados será decidido na Justiça

08 de julho de 2015 0
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Está marcada para hoje à tarde uma audiência na Justiça do Trabalho para decidir sobre os pagamentos dos mais de mil funcionários da Dalçoquio, que estão com os salários atrasados em razão da disputa pela posse da empresa.

Os pagamentos, que deveriam ter sido feitos há uma semana, de acordo com a convenção coletiva dos trabalhadores, até terça-feira (7) não haviam caído na conta.

Representantes de Milton Rodrigues Junior e Laercio Tomé – que brigam pelas ações – vão participar da negociação.

A audiência da Dalçoquio é resultado de uma ação movida pelo Sindicato dos Motoristas de Itajaí e Região ( Sitraroit).

Caso as duas partes não entrem em acordo, o sindicato deve pedir à Justiça que a gestão da empresa passe a ser responsabilidade de um interventor até que a situação se resolva.

A disputa pela Dalçoquio virou caso de polícia e chegou na semana passada a um ponto crítico depois que os trabalhadores foram chamados pela atual administração em Itajaí e informados de que R$ 4 milhões que deveriam ser usados nos pagamentos haviam sido transferidos de uma conta da empresa. As contas estão bloqueadas porque Milton Rodrigues Junior e Laércio Tomé brigam pelas ações da empresa.

A direção atual alega que a compra foi efetuada pelo empresário Laércio Tomé, que teria se mantido anônimo. O registro da empresa teria ficado em nome de Rodrigues, que passaria a ser sócio minoritário. De acordo com a advogada Samira Monayari Silva, Rodrigues não teria cumprido o acordo que previa devolução da maior parte das ações.

Já a defesa de Rodrigues, representada pela advogada Ketrin Schubert, afirma que ele adquiriu a empresa sozinho e que Tomé teria demonstrado interesse em comprá-la dele mais tarde. Uma equipe do Grupo Tomé veio de São Paulo para comandar a Dalçoquio e Rodrigues deixou a direção, mas os pagamentos não teriam sido efetuados, e o negócio não foi adiante.

::: Leia mais sobre o caso

Venda da Dalçoquio vira caso de polícia

03 de julho de 2015 4
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Um imbróglio levou à Justiça a venda da Transportadora Dalçoquio, negociada pela família há cerca de quatro meses. A disputa pela composição societária virou caso de polícia e chegou nesta quinta-feira a um ponto crítico, depois que R$ 4 milhões para o pagamento de funcionários foram transferidos de uma conta da empresa.

Os trabalhadores foram chamados pela atual direção em Itajaí, que acusa um dos sócios de apropriação indébita. Até o início da noite os salários ainda não haviam sido pagos.

Representantes da Tomé Transportes, que assumiu o comando da Dalçoquio, afirmam ter registrado boletim de ocorrência contra Milton Rodrigues Junior, detentor de 80% das ações da Dalçoquio segundo o registro da empresa na Junta Comercial de São Paulo.

A direção atual alega que a compra foi efetuada pelo empresário Laércio Tomé, que teria se mantido anônimo. O registro da empresa teria ficado em nome de Rodrigues, que passaria a ser sócio minoritário. De acordo com a advogada Samira Monayari Silva, Rodrigues não teria cumprido o acordo que previa devolução da maior parte das ações.

Já a defesa de Rodrigues, representada pela advogada Ketrin Schubert, afirma que ele adquiriu a empresa sozinho e que Tomé teria demonstrado interesse em comprá-la dele mais tarde. Uma equipe do Grupo Tomé veio de São Paulo para comandar a Dalçoquio e Rodrigues deixou a direção, mas os pagamentos não teriam sido efetuados, e o negócio não foi adiante.

Os advogados de Rodrigues dizem que a transferência de R$ 4 milhões, ontem, foi para uma outra conta da empresa, de onde o dinheiro seria transferido para os funcionários. No entanto, a Tomé Transportes teria se negado a oferecer a lista de trabalhadores. A defesa de Rodrigues informou que procuraria ainda na quinta-feira a Justiça do Trabalho para garantir o pagamento dos salários.

Contrato

A defesa da Tomé apresentou ao blog um contrato assinado por todas as partes que previa uma nova movimentação de ações da Dalçoquio, com data de 15 de maio. A empresa passaria a ter 60% das ações em nome de Laercio Tomé, 10% em nome de Claudio Neto e outros 30% ficariam com Milton Rodrigues. Esta composição não chegou a ser registrada na Junta Comercial.

Há hoje uma ação judicial movida por Rodrigues solicitando o reconhecimento da posse da Dalçoquio no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, aguardando decisão.

Outra ação, movida por Laercio Tomé, pedia o cancelamento do registro societário da empresa na Junta Comercial. Esta ação foi negada e extinta pela Justiça de São Paulo.

Ex-dono defende

Em meio à disputa o antigo proprietário da transportadora, Augusto Dalçoquio, assume o lado de Tomé: afirma que vendeu a empresa para o empresário de São Paulo, com quem já havia ensaiado uma parceria no passado – os dois tentaram uma sociedade para concorrer ao arrendamento do Porto de Itajaí, há duas décadas.

A Junta Comercial de Santa Catarina informou que o registro da Dalçoquio foi transferido para São Paulo. Na Junta Comercial paulista constam os nomes de Milton Rodrigues, como sócio majoritário da empresa, e de outros dois sócios.Não aparece o nome de Tomé.

No cadastro há informação do dia 25 de junho dando conta de que existe uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre uma suposta associação criminosa envolvendo a sociedade da empresa e impedindo novas alterações de registro.

Dalçoquio denuncia homem que estaria se passando por dono da empresa

18 de junho de 2015 0

A Dalçoquio registrou boletins de ocorrência em Florianópolis e São Paulo contra um homem que tem se apresentado como proprietário da empresa e oferecido negócios pelo Estado.

Esta semana Laércio Tomé, o empresário que adquiriu a Dalçoquio, também entrou com uma ação na Justiça paulista. O motivo seria uma alteração não autorizada no registro da composição societária da empresa..

Deputado pede que registros de veículos da Dalçoquio continuem em Itajaí

09 de junho de 2015 0
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

O deputado estadual Leonel Pavan (PSDB) vai pedir oficialmente à nova gestão da Dalçoquio que mantenha o emplacamento dos veículos da transportadora em Itajaí.

Na semana passada o colunista Moacir Pereira, do Grupo RBS, alertou que uma possível transferência dos registros (e por consequência, do IPVA) para São Paulo, onde vive o novo nome à frente da empresa, poderia trazer prejuízo.

Vendida

Tradicional em Itajaí, a Dalçoquio foi vendida a um dos sócios da Tomé Transportes, empresa de São Bernardo do Campo (SP) que é líder no setor no país. O nome do sócio majoritário e dos demais investidores é mantido em sigilo por questão contratual.

Recentemente o novo administrador da empresa, o executivo Cláudio Neto, falou com exclusividade ao blog e disse que não há planos a curto e médio prazo para deixar a cidade. Mas não descartou mudanças no futuro.

"A Dalçoquio vinha num processo de desgaste", diz o novo comandante da empresa

01 de junho de 2015 2

Claudio Ribeiro da Silva Neto, o novo comandante da Dalçoquio, falou com exclusividade ao blog sobre a aquisição da empresa. O executivo, que assumiu a operação há cerca de 10 dias, veio de São Paulo para Itajaí com a missão de dar competitividade à transportadora.

Esclareceu que o novo proprietário da empresa é um dos sócios da Tomé Transportes, de São Bernardo do Campo (SP), que comprou a Dalçoquio em parceria com investidores. Por questões contratuais, os nomes dos novos proprietários e o valor do negócio continuam em sigilo.

::: Leia mais sobre a venda da empresa

Havia crise na Dalçoquio?
A empresa já vinha num processo de desgaste financeiro há uns cinco anos. A capacidade de investimento vinha muito limitada há uns 20 anos.

Existe dívida?
Não é só uma dívida, é uma questão operacional. Quando você não consegue capacidade de retorno você não consegue alavancar para fazer o necessário. É um ciclo vicioso, porque você não investe, seus equipamentos deterioram, geram mais manutenção, você fica fora de contratos que exigem equipamentos mais novos e fatura menos. Faturando menos você não consegue investir, seus equipamentos ficam mais velhos, e assim vai indo. Na verdade, em função da estrutura de capital da empresa ela vinha muito amarrada sem conseguir fazer investimentos.

Foi a própria Dalçoquio que ofereceu a venda?
Foi uma pessoa em comum, que nos apresentou a oportunidade, e depois a gente veio a conhecer o antigo acionista e acabou chegando nesse entendimento de maneira rápida. A negociação começou em fevereiro e foi concluída em março.

A equipe está mantida?
Um dos fatores que nos levou a decidir por esse investimento foi termos enxergado na equipe da Dalçoquio uma qualidade muito boa, capaz de reverter e nos ajudar nessa reestruturação da empresa uma vez que a gente traga know-how. A empresa tinha uma crise em sua primeira linha de gestão que era grave, tinha conflitos. Então imaginamos que com profissionalismo, com uma gestão mais racional, a gente consiga com esse mesmo corpo operacional, logicamente que com uma ou outra mudança, mas com esse mesmo corpo de colaboradores, atingir os resultados que esperamos, porque identificamos nessas pessoas muita qualidade.

O mercado do Sul é estratégico para a empresa?
O mercado no Brasil hoje é nacional. Você precisa ter atuação em larga escala, não só regional, para conseguir extrair valor da operação. A Dalçoquio já é uma empresa que tem uma atuação forte no Sul, também no Centro-Oeste, e agora está iniciando atuação na região Nordeste. O que a gente espera é ampliar essa penetração para conseguir cada vez mais extrair valor e rentabilidade.

A intenção é manter a matriz da empresa em Itajaí?
Sim, a intenção não é fazer nenhuma mudança a curto prazo. A sede da empresa é em todos os locais onde estão os clientes dela, e a gente tem operação no Brasil inteiro. Se perguntar onde está o poder de decisão, é onde estão os clientes. Sem dúvida que a gente tem uma estrutura de manutenção muito significativa em Itajaí. Mas a gente também tem estrutura de manutenção em filiais no Brasil inteiro. Se perguntar se a ideia é diminuir a estrutura de manutenção aqui e crescer em outro Estado? Não, não é. Tem todo um know-how já adquirido aqui, a nossa atuação na região Sul ainda é mais representativa do que no restante do país, então faz sentido manter essa estrutura de manutenção forte. A ideia não é mudar. Mas também não fechamos a possibilidade de amanhã depois ter essa administração feita em outro lugar. O importante é que a estrutura principal de colaboradores continua aqui em Itajaí. Pelo menos no cenário de curto e médio prazo. Viemos para reforçar esse nome que é de grande predominância aqui na região, e nossa intenção é dar condições que esses colaboradores já não vinham tendo há alguns anos, para que eles possam exercer e maximizar seu retorno para a companhia.