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Resultados da pesquisa por "parada obrigatoria"

Auditoria e sindicância apuram prejuízos aos cofres públicos na Operação Parada Obrigatória

14 de julho de 2016 0
Foto: Lucas Correia, Arquivo

Foto: Lucas Correia, Arquivo

 

Há exatamente um ano o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Parada Obrigatória 2, que levou à prisão e à perda de cargo do então vereador José Alvercino Ferreira (PP), mudou o comando no órgão de trânsito de Itajaí e serviu como fio condutor para uma série de escândalos que balançariam a cidade nos meses seguintes.

É possível dizer que entre todas as operações do Gaeco que ocorreram na região nos últimos anos (e não foram poucas), a Parada Obrigatória 2 teve o reflexo prático mais rápido. Resultou em processo na comissão de ética do Legislativo e na CPI da Codetran, que terminou em abril com a aprovação de um decreto legislativo em que a Câmara pede à prefeitura uma auditoria no contrato com o pátio de veículos apreendidos, a retomada de sindicâncias relacionadas ao caso e a aplicação de medidas para reparar os prejuízos aos cofres públicos.

A auditoria está sob responsabilidade da Controladoria Geral do Município. Foram pedidos dados de apreensões de veículos aos órgãos de segurança, e agora será feito o cruzamento das informações com os registros do pátio. Duas sindicâncias estão a cargo da procuradoria, e o município ainda estuda as maneiras de fazer o ressarcimento.

No Judiciário o processo, com oito réus, está em fase final. A Justiça aguarda apenas o cumprimento de pedidos feitos pela defesa para então pedir a alegação final do Ministério Público e julgar o caso.

A investigação resultou em três processos diferentes _ um para apurar denúncias de relacionadas à Codetran, outro voltado a uma suposta relação entre o ex-vereador e a empresa que instalou radares em Itajaí, e ainda uma investigação sobre dois policiais civis que seriam proprietários de uma empresa de segurança, o que é proibido.

Alvercino, que passou quatro meses detido quando foi deflagrada a operação, voltou à prisão este ano com outros dois suspeitos sob a acusação de falsidade ideológica, por tentar liberar veículos apreendidos durante a investigação usando documentos que, segundo o Ministério Público, são frios.

Justiça vai ouvir testemunhas da Operação Parada Obrigatória 1

21 de junho de 2016 0

Cinquenta e três testemunhas serão chamadas para depor à Justiça sobre os crimes investigados na Operação Parada Obrigatória 1, que dizem respeito à suposta relação do ex-vereador e ex-coordenador da Codetran, Zé Ferreira (PP), com a empresa Trana, que instalou radares nas ruas de Itajaí. As audiências vão ocorrer entre os dias 26 e 28 de julho.

Zé, o filho Jefferson Ferreira e Anderson Vaz, que estão detidos, vão acompanhar a audiência por videoconferência para que as testemunhas não se sintam intimidadas. “Em casos como este, o direito de presença do acusado que, como qualquer direito, é relativo, deve ceder ao interesse público”, afirma a juíza Sônia Moroso Terres na decisão.

Justiça ouve testemunhas de acusação da Operação Parada Obrigatória

29 de outubro de 2015 0

A primeira audiência de instrução da Operação Parada Obrigatória estendeu-se até o início da noite de ontem no fórum de Itajaí. Ao todo, 17 testemunhas de acusação e um informante foram ouvidos.

Entre os fatos apontados na audiência está a informação de que a coordenação de trânsito não fiscaliza o contrato com o pátio de veículos apreendidos, e que isso está a cargo da secretária de Segurança.

O Ministério Público pediu que Susi Bellini (PP) também seja ouvida.

Justiça homologa acordo de colaboração premiada na Operação Parada Obrigatória

30 de setembro de 2015 0

A Justiça homologou o acordo de colaboração premiada do empresário Julio Cesar Fernandes, dono do pátio que prestava serviço à prefeitura de Itajaí durante os fatos investigados pela Operação Parada Obrigatória.

Fernandes, que está entre os denunciados pelo Ministério Público à Justiça, é considerado testemunha-chave para esclarecer os fatos relacionados à operação, que investigou o órgão de trânsito de Itajaí, a Codetran.

Na segunda-feira, a falta de homologação o impediu de falar o que sabe à CPI da Codetran. Julio disse aos vereadores que assim que o acordo fosse aceito pela Justiça, voltaria para prestar depoimento.

Ministério Público deflagra Operação Parada Obrigatória 1 em Itajaí

22 de setembro de 2015 1

A 8ª Promotoria de Justiça em Itajaí, com apoio da Polícia Militar, cumpriu nesta terça-feira dois mandados de prisão temporária relacionados à Operação Parada Obrigatória 1. Até o início da noite, um terceiro mandado, também de prisão temporária por cinco dias, ainda seguia em aberto.

A ação foi coordenada pelo promotor Ary Capella Neto, que comanda as investigações. Segundo informações preliminares, prestadas à época em que foi deflagrada a Operação Parada Obrigatória 2 (que investigou o órgão de trânsito de Itajaí e levou o vereador Zé Ferreira à prisão), a Parada Obrigatória 1 apura irregularidades envolvendo serviços de segurança. Embora não estejam diretamente relacionadas, uma operação teria possibilitado a outra.

O Ministério Público não informou os nomes dos presos, nem o motivo da detenção. Os três mandados não são contra agentes públicos, mas particulares.

Parada Obrigatória: Ministério Público denuncia nove pessoas por envolvimento com crimes investigados pelo Gaeco

18 de agosto de 2015 2

O promotor Luiz Eduardo Couto de Oliveira Souto, responsável pela 9ª Promotoria de Justiça em Itajaí, denunciou à Justiça nove pessoas por suposto envolvimento com os crimes investigados pela Operação Parada Obrigatória.

O inquérito, finalizado pela Polícia Civil no dia 31 de julho, indiciava sete pessoas. Os nomes dos denunciados ainda não foram divulgados.

A expectativa é que a juíza Sônia Moroso Terres, da 1ª Vara Criminal, decida até esta quarta-feira se recebe a denúncia. Nesse caso, o processo criminal passa oficialmente a correr.

A Operação Parada Obrigatória foi deflagrada pelo Gaeco no dia 14 de julho e levou quatro pessoas à prisão _ inclusive o vereador José Alvercino Ferreira (PP), que continua detido. O foco da investigação são crimes relacionados ao órgão de trânsito de Itajaí, a Codetran, e incluem corrupção passiva, peculato, concussão, advocacia administrativa e receptação qualificada.

::: Leia mais sobre a operação

Parada Obrigatória: Ausência de coordenador interrompe tramitação de recursos de multas em Itajaí

14 de agosto de 2015 0
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A presidência das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações de Itajaí ( Jari) oficializou ao prefeito Jandir Bellini ( PP) a ausência de Willian Gervasi nas últimas semanas. O consultor da Codetran, indiciado no inquérito da Operação Parada Obrigatória, é também o coordenador das duas Jaris e responsável pela distribuição dos processos – mas, desde que foi deflagrada a operação, no mês passado, o envio dos recursos de multas que chegam à Codetran está suspenso.

A interrupção só não fez pararem de vez os trabalhos das Jaris porque a demanda é tão grande que há ainda recursos à espera de apreciação. Mas, caso a situação não seja resolvida, é possível que nas próximas semanas ocorra a retenção de fluxo dos processos.

As opções, para a prefeitura, são a nomeação de um novo coordenador ou de um interino enquanto Willian não volta ao trabalho. Ele está afastado por motivos de saúde e deve se apresentar à prefeitura na segunda-feira. Extraoficialmente, porém, a informação é de que a secretária de Segurança, Susi Bellini ( PP), já teria um novo nome mapeado dentro da Codetran para assumir o posto.

Hoje os presidentes das Jaris são Manoel Rodrigues Conceição, que representa o gabinete do prefeito, e Nelson Abrão de Souza ( também indiciado na Operação Parada Obrigatória).

Tramitam nas duas Jaris de Itajaí nada menos que 700 processos por mês. O número de recursos aumentou bastante depois da polêmica com as multas emitidas por radar em sinaleiras sem temporizador, até hoje a principal demanda.

O resultado do excesso de recursos é que ainda estão sendo julgados processos de agosto de 2014, e há mais de quatro mil na fila. Há multas de motoristas de todo o Estado em tramitação.

Parada Obrigatória: Oposição apresenta pedido de CPI da Codetran na Câmara de Vereadores

13 de agosto de 2015 0

Os quatro parlamentares da oposição apresentaram um requerimento à Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Itajaí pedindo a abertura de uma CPI para apurar os fatos relatados no inquérito da Operação Parada Obrigatória que envolveriam agentes públicos, e calcular quais os danos causados aos cofres do município.

Anna Carolina (PRB), Thiago Morastoni (PT), José Acácio da Rocha (PSDB) e Giovane Félix (PT) assinam o requerimento, que deverá ser votado em plenário na próxima semana.

O pedido é de uma investigação na Secretaria de Segurança do município, com foco na Codetran.

Deram para trás

Antes de protocolar o requerimento os quatro vereadores reuniram-se com os demais parlamentares no Plenarinho para tentar angariar mais assinaturas _ com sete, ou seja, um terço do número de cadeiras, a abertura da CPI seria automática.

Os vereadores da base governista, porém, negaram-se a assinar a solicitação.

Agentes de trânsito de Itajaí se posicionam contra desrespeito após Operação Parada Obrigatória

08 de agosto de 2015 1

Os agentes de trânsito de Itajaí estão tendo trabalho com as denúncias de corrupção que envolvem o órgão. Cansados de sofrer desrespeito nas ruas, alguns deles têm feito postagens nas redes sociais afirmando que não compactuam com os supostos esquemas que tiveram a Codetran como pano de fundo.

Curioso é que os motoristas que estão achincalhando os agentes são os mesmos que descumprem as regras de trânsito.

Lei é lei, em qualquer situação.

Parada Obrigatória: O esquema que envolveria a imprensa de Itajaí

06 de agosto de 2015 7

O inquérito da Operação Parada Obrigatória 2 teve como um dos pontos de partida um suposto pagamento de vantagens a jornalistas e empresas de comunicação de Itajaí, em troca da veiculação de reportagens que deixassem a prefeitura “bem na foto”. Uma espécie de “cala-boca”, que teria como pivô uma agência de publicidade.

A história vazou esta semana e provocou falatório. De fato, a investigação envolveu  jornal impresso, editora e rádios. O Gaeco chegou a solicitar documentos sobre as empresas e a ouvir alguns dos envolvidos, mas não conseguiu comprovar o tal esquema. Essa parte da investigação acabou arquivada.