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Posts na categoria "meio ambiente"

Associações organizam novo abraço ao Canto do Morcego, em Itajaí

24 de abril de 2016 0
Foto: Marcos Porto/Arquivo

Foto: Marcos Porto/Arquivo

O Canto do Morcego receberá um novo abraço no dia 1º de maio, próximo domingo. A ação é em protesto à decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) que abre espaço para novas construções no local, santuário do surfe em Itajaí. A ação começa às 10h e é organizada pelas associações Unibrava, Sea Shepherd, SocioAmbientar, Associação de Surf Praias de Itajaí e Associação de Bodyboard.

Ministério Público investiga espuma que apareceu no Rio Camboriú, em Balneário Camboriú

26 de fevereiro de 2016 1
Foto: Divulgação / 5ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú

Foto: Divulgação / 5ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú

O Ministério Público de Santa Catarina abriu um procedimento para investigar a espuma que apareceu no Rio Camboriú na última semana. O promotor André Otávio Vieira de Mello, da 5ª Promotoria de Justiça, informou que tudo indica que a espuma tem origem na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Emasa, em Balneário Camboriú. Um perito credenciado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) já esteve no local para fazer coletas e verificar até que ponto a substância é prejudicial ao meio ambiente.

Na semana passada, moradores denunciaram o aparecimento da espuma no rio, próximo a BR-101 e à Rua 4.000. Conforme Mello, a situação pode ter ocorrido em função da ausência de antiespumas usadas no tratamento do esgoto. Exames laboratoriais solicitados pelo MP também irão analisar se a espuma é tóxica ou não.

— A promotoria instaurou procedimento e está apurando com muita responsabilidade e celeridade os fatos. Um perito competente já realizou a coleta em dois pontos de entrada e saída da ETE Nova Esperança — afirma Mello.

O promotor também esteve na estação da Emasa para inspecionar a situação. De acordo com ele, a espuma está por toda parte na lagoa principal da ETE e o sistema trabalha com algumas irregularidades pontuais, que serão apuradas por uma perícia.

— Segundo informações de um funcionário da autarquia, os antiespumantes, em razão das festas de final de ano e Carnaval, não foram suficientes. Uma falha da administração — explica.

Mello relatou que já encaminhou ofício em regime de urgência para que a Emasa informe alguns parâmetros, como pH, fósforo total, nitrogênio amoniacal, óleos e graxas, coliformes fecais, entre outros. O promotor observa ainda que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente enviou alguns peixes encontrados mortos para análise, mas por enquanto não é possível dizer se há relação com a espuma.

Contraponto

O diretor geral da Emasa, Marcelo Achutti, informou que a autarquia havia detectou que os antiespumantes não estavam agindo com tanta eficiência e notificou a empresa que fornece o produto. Achutti diz ainda que estão sendo feitos monitoramentos frequentes da saída da estação e que os peixes encontrados mortos na Praia Central não tem relação com o ocorrido.

— Operamos com mais de 95% de eficiência no tratamento do esgoto. E essa espuma também vem junto com o esgoto não tratado de Camboriú — afirma.

Efeito da poluição: briozoários começam a aparecer na orla da Praia Central de Balneário Camboriú

10 de fevereiro de 2016 8
Foto: Luiz Carlos Souza

Foto: Luiz Carlos Souza

Todos os dias equipes de limpeza da Emasa têm retirado montes de briozoários que chegam à orla da Praia Central em Balneário Camboriú. Esses organismos marinhos aparecem especialmente no verão e causam mau cheiro quando expostos ao sol. Em um dia, a autarquia chegou a retirar 20 caminhões da praia – na terça-feira foram mais 10 caçambas cheias.

Os organismos começaram a aparecer há cerca de 10 dias próximo à Praça Almirante Tamandaré, no Centro. Acredita-se que os briozoários se concentrem perto da Ilha das Cabras, de onde acabam se soltando e chegando à praia.

O oceanógrafo e professor da Univali, Márcio da Silva Tamanaha, afirma que há três principais hipóteses para explicar o aparecimento dos briozoários: o crescimento da quantidade de matéria orgânica nos rios devido ao aumento populacional, a ondulação mais forte que leva os organismos para a areia e a reprodução dos briozoários no período.

– Isso é uma resposta ambiental ao problema crônico do saneamento básico – aponta o especialista.

Para ele, o esgoto que é despejado nos rios sem tratamento tem influência direta no surgimento desses organismos na areia. O diretor da Emasa, Marcelo Achutti, também confirma a relação. De acordo com ele, o principal problema está no rio Camboriú, que recebe esgoto não tratado de outras cidades.

– Pretendo me reunir com o pessoal do Meio Ambiente para verificar o que podemos fazer para minimizar esse problema – explica.

Os briozoários são organismos que vivem em colônias e costumam ser confundidos com algas. A princípio não trazem nenhum tipo de problema aos banhistas, mas é aconselhável não entrar na água nestes locais, já que eles podem vir acompanhados de microalgas e outras espécimes da flora marinha que podem provocar doenças.

Monitoramento inédito de animais marinhos começa nesta segunda-feira em SC

23 de agosto de 2015 1
Enrique Litman/Divulgação

Enrique Litman/Divulgação

 

Começa hoje a primeira fase do maior projeto de estudo ambiental da fauna marinha já feito no Brasil, financiado pela Petrobras e capitaneado pela Univali. As atividades iniciam com o monitoramento de 1.100 quilômetros de praias entre Laguna, no Sul do Estado, e Ubatuba (SP).

A ideia é coletar dados sobre o aparecimento e morte de animais na costa _ em especial os tetrápodes marinhos (aves, tartarugas e mamíferos) _ e identificar se a produção e exploração de petróleo e gás tem algum reflexo sobre as espécies.

::: Leia mais sobre o projeto

O projeto foi exigência do Ibama, condição para o licenciamento ambiental de uma nova operação no pré-sal da Bacia de Santos, que deve compor 23 Unidades Estacionárias de Produção até o final de 2022 _ o equivalente a mais 1,7 milhão de barris de petróleo por dia. O investimento da Petrobras no monitoramento é de R$ 140 milhões.

 

Fotos: Marcos Porto

Fotos: Marcos Porto

Neste primeiro momento, além de patrulhamento das praias serão construídos centros de Triagem e Reabilitação de Animaise e também de Estabilização de animais nas regiões Sul e Sudeste. Em SC, Penha e Florianópolis serão contempladas.

Redes ilegais promovem massacre da vida selvagem no Litoral

24 de junho de 2015 6
Fotos: Edenice Rosa

Fotos: Edenice Rosa

 

As capturas de animais em redes fixas ilegais chegaram a um nível alarmante na região. As denúncias e as fotos dos animais, que chegam às praias já mortos, nas redes sociais, são quase que diárias. O episódio mais recente ocorreu esta semana em Porto Belo: pescadores artesanais recolheram 10 pinguins que haviam se enroscado em uma rede-feiticeira. Levados à praia, os bichinhos foram colocados um ao lado do outro sobre a areia.

É um massacre da vida selvagem que tem ficado impune por falta de estrutura de fiscalização. O Ibama Itajaí, responsável pela costa da região, não tem barco nem espaço para colocar o material apreendido. Os órgãos de meio ambiente municipais também parecem alheios à problemática: Porto Belo, por exemplo, também não tem barco. Bombinhas conseguiu fazer uma fiscalização preliminar na semana passada e recolheu uma rede, mas o barco da prefeitura é pequeno e não pode sair quando as condições do mar são ruins, como nesta semana.

 

pinguins 2

Há duas semanas, um leitor filmou um resgate de um pinguim também em Porto Belo. Outros quatro morreram, presos numa rede ilegal.

Além dos pinguins, tartarugas também estão entre as vítimas contumazes das redes fixas. Uma vergonha. Preservar a vida no mar também é garantir os estoques no oceano. Uma situação como essa, além de criminosa, é uma enorme falta de bom senso.

Mergulhador entra na boca de filhote de baleia para salvá-lo em Penha

18 de junho de 2015 6
Foto: Gilberto Manzoni, Divulgação Univali

Foto: Gilberto Manzoni, Divulgação Univali

 

O resgate do filhote de baleia que ficou preso na área de cultivo de mariscos em Penha, esta semana, teve um personagem essencial: o mergulhador uruguaio Alejandro Melo, conhecido como Gringo. Ao ver o bebê preso na marisqueira pelo segundo dia consecutivo, ele deixou de lado o frio, entrou na água e retirou a rede em que o animal havia se enroscado e que o prendia às cordas do cultivo.

Para conseguir desenroscar a rede, que chegava a garganta da baleia e podia matá-la, Alejandro fez uma opção arriscada _ muito embora o animal fosse dócil: entrou dentro da boca do filhote.

 

 

 

Veja a entrevista:

Como foi o resgate?

Eu cheguei perto, vi que ela ficou quietinha e pensei _ ela vai deixar. Ela ficou na beira da água, abriu a boca, eu entrei e sentei. Fui tirando a rede, que estava até na garganta. É um bicho sossegado.

 

Acha que ela sabia que você estava tentando ajudar?

Acho que sabia, tanto que ficou quietinha.

 

De que tamanho é a boca dela aberta?

É grande, tem mais ou menos um metro de largura e, aberta, mais um metro de altura. Deu para entrar.

 

Foi a primeira vez que você ficou tão perto de uma baleia?

Não, já tinha chegado perto e tocado numa baleia. Mas assim, presa em rede, foi a primeira vez.

 

E como foi depois que você retirou a rede?

Ela saiu nadando rápido, como faz um filhote.

 

 

É uma jubarte, diz especialista

De acordo com o pesquisador Gilberto Manzoni, professor da Univali, a baleia era da espécie jubarte e tinha cerca de seis metros de comprimento. Não é comum que a espécie esteja por aqui nesta época do ano _ geralmente, elas vão à costa do Nordeste no inverno.

Na segunda-feira pescadores artesanais já haviam soltado a baleia, que havia se prendido na marisqueira, e na terça um cerco foi feito para tentar evitar que ela voltasse, mas sem sucesso.

Depois que ela teve as redes removidas pelo mergulhador, pesquisadores da Univali a guiaram para alto-mar com o auxílio de embarcações, como mostra o vídeo.

A expectativa é que o filhote tenha encontrado a mãe. Segundo Manzoni, há relatos de pescadores que avistaram duas baleias longe da costa nesta quarta e quinta-feira _ sinal de que os dois podem, de fato, estar enfim juntos e a salvo.

A rede na qual a baleia se enroscou era do tipo feiticeira, que havia sido instalada muito perto da marisqueira. Esse tipo de captura é proibido por lei.

 

Bombeiros fazem cerco para tentar afastar filhote de baleia de área de cultivo de mariscos

16 de junho de 2015 0

Bombeiros de toda a região estão empenhados em tentar evitar que um filhote de baleia entre na área de cultivo de mariscos na Praia da Armação, em Penha, e se enrosque nas estruturas. Os bombeiros estão a bordo de embarcações, afastados da praia.

Na segunda-feira o filhote, que já estava no local, ficou preso nas cordas que sustentam as boias da marisqueira e pescadores artesanais tiveram muito trabalho para soltá-lo. Anderson, pescador e maricultor da região, gravou parte do resgate da baleia.

 

 

::: Leia mais sobre o resgate da baleia

 

Atenção à mãe

De acordo com o oceanógrafo André Barreto, professor e pesquisador da Univali, a atenção dos bombeiros é correta e pode evitar outro problema: que a mãe se aproxime do filhote e acabe, também, enroscando na marisqueira _ o que poderia ser um problema muito maior. Especialistas da Univali também estão acompanhando a movimentação no local.

É comum entre as baleias que as mães fiquem perto dos filhotes. O mais provável é que ele tenha se afastado pela presença de um predador, como uma orca, ou mesmo pela passagem do navio. Também não se descarta a possibilidade de a mãe ter morrido.

Segundo Barreto, a baleia não é um cachalote, como desconfiaram os pescadores quando a resgataram, mas um tipo de baleia filtradora _ aquelas que se alimentam de plâncton. Como as imagens não são nítidas, não é possível precisar de que espécie se trata. A categoria das filtradoras inclui a baleia-franca, a mink, a jubarte e a baleia-azul, entre outras.

O professor descarta a hipótese de se tratar de uma baleia-franca porque o animal não tem os calombos característicos. Outras espécies de filtradoras ainda têm os locais de reprodução na costa do Sul e Sudeste do Brasil pouco conhecidos, mas é provável que isso aconteça bem distante da costa. Para Barreto, o motivo da aproximação da marisqueira deve ter sido algo comum entre os filhotes: curiosidade, já que nos primeiros meses de vida as baleias se alimentam apenas do leite da mãe.

Pescadores resgatam baleia na Praia da Armação, em Penha

15 de junho de 2015 1

Pescadores artesanais conseguiram salvar uma baleia que havia se enroscado em uma cultura de mariscos na Praia da Armação, em Penha, nesta segunda-feira. Segundo o relato dos pescadores era um filhote de cachalote, que provavelmente se enroscou nas cordas das boias quando procurava por alimentos junto à costa.

 

 

As imagens foram feitas por Anderson, pescador e maricultor da região, e mostram o momento em que os pescadores avisam a baleia e quando, já muito próximos do animal, trabalham para desenroscá-la.

A manobra é arriscada, porque a força da baleia pode inclusive virar a embarcação.

 

 

Os bombeiros foram chamados, mas quando chegaram ao local a baleia já estava a salvo, livre das cordas e de volta a alto-mar.

Pinguim e tartaruga ficam presos em rede ilegal em Bombinhas

14 de junho de 2015 2
Fotos: Leitor

Fotos: Leitor

 

Um leitor que preferiu não se identificar com medo de represálias enviou essas fotos. A tartaruga e o pinguim ele tentou resgatar de redes de pesca ilegais no Costão de Canto Grande. A tartaruga conseguiu escapar, mas o pinguim não conseguiu romper o labirinto de redes: livrava-se de uma para cair em outra, e provavelmente acabou morrendo.

 

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A denúncia foi feita ao Ibama Itajaí, mas o órgão federal sequer tem barco para chegar ao local. A prefeitura de Bombinhas, que cobra Taxa de Preservação Ambiental (TPA), também parece não enxergar o que está acontecendo na Baía de Zimbros.

Na semana passada outros quatro pinguins foram encontrados presos em uma rede no Caixa D`Aço, em Porto Belo. André Luiz Brandão Sala, de Blumenau, passava de lancha pelo local e conseguiu salvar um pinguim que se debatia para tentar sobreviver.

Ele salvou o resgate em vídeo.

Esse tipo de rede é proibido porque não distingue: prende animais que não são objeto de captura e inclusive estão ameaçados de extinção. É um absurdo que se vale da omissão dos órgãos públicos.

Ministério do Meio Ambiente volta atrás e prorroga prazo para proibir pesca de peixes ameaçados

09 de junho de 2015 0

Foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União prorrogação de prazo para parte das espécies de peixes que integram a lista de animais ameaçados de extinção do Ministério do Meio Ambiente. Atendendo à pressão do setor pesqueiro e do Ministério da Pesca e Aquicultura, o documento estende para daqui a um ano a proibição de captura das espécies que integravam a lista e são de interesse comercial. A portaria havia sido publicada em dezembro e a proibição deveria começar a valer no dia 16 de junho.

O texto, assinado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirma ainda que durante esse prazo serão “analisadas e recomendadas medidas de prevenção, mitigação de ameaças e monitoramento” para as espécies.

Integram a lista da prorrogação o atum azul, o marlim azul, quatro espécies de cação, quatro de tubarão e oito espécies de raia.

Mais tempo

A decisão do Ministério do Meio Ambiente dá tempo ao setor pesqueiro para realizar os tão necessários levantamentos sobre a relação estoque-captura, que poderá indicar se a necessidade de proteção identificada por especialistas do setor ambiental se mantém.

O fato é que, com déficit em pesquisas e monitoramento, a pesca apresentava basicamente os reflexos econômicos da proibição, contra os argumentos do Ministério Meio Ambiente, que defende a preservação das espécies. O próprio ministro da Pesca, Helder Barbalho, admitiu em visita a Itajaí, que o setor pesqueiro manteve desde a publicação da portaria, no ano passado, postura “passional”, embasada na necessidade de garantir empregos.

 

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A demora do Ministério do Meio Ambiente em atender à solicitação da pesca vinha causando apreensão, inclusive, em outros setores da economia catarinense. Em janeiro, indústrias pesqueiras e trabalhadores da pesca fecharam o canal de acesso aos terminais portuários de Itajaí e Navegantes em um protesto que durou dois dias. Um transatlântico chegou a ser trancado por mais de 30 horas, o que provocou uma enxurrada de processos contra a Pullmantur, operadora do cruzeiro, e o Porto de Itajaí.

O temor de um novo protesto era tanto, que a  Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Advocacia Geral da União (AGU) conseguiram, durante a Volvo Ocean Race, em abril, uma liminar judicial que proibiu o fechamento do canal, sob pena de multas de R$ 500 mil.