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Posts com a tag "Porto de Itajaí"

Linha asiática que deixou o Porto de Itajaí em 2015 decide manter operações me Navegantes

16 de setembro de 2016 0
Foto: Marcos Porto, Arquivo

Foto: Marcos Porto, Arquivo

 

Um dos principais serviços de navegação para a Ásia, o consórcio SEAS2, que integra sete armadores, anunciou ontem a decisão de manter suas operações na Portonave, em Navegantes. Anteriormente chamado de ASAS, o serviço era disputado por outros portos – inclusive o Porto de Itajaí, onde o consórcio operou até agosto de 2015.

O serviço era o principal cliente de Itajaí e a decisão de mudar as atracações para Navegantes, no ano passado, fez cair pela metade a movimentação no espaço operado pela APM Terminals, arrendatária do porto.

O terminal de Itajaí fechou 2015 com prejuízo de R$ 20 milhões e, de julho do ano passado em diante, a movimentação caiu de 22 mil para 8 mil contêineres por mês. A queda repentina provocou rodadas de demissões e reduziu em quase 50% aarrecadação de ISS ( imposto sobre serviços) no município.

Em maio, antes de reiniciar as negociações com os armadores, A APM Terminals reduziu 25% de seus custos, acordou com os trabalhadores portuários avulsos a redução no preço cobrado por contêiner e melhorou a competitividade, numa tentativa de atrair novas linhas. O principal alvo era o serviço SEAS2.

Com apenas dois guindastes de contêineres disponíveis, porém, a estratégia esbarrou na produtividade oferecida pela Portonave, que possui mais equipamentos e vem batendo seguidos recordes na movimentação de navios.

A APM Terminals ainda não se manifestou sobre a negociação. O principal foco da empresa, hoje, está na autorização para estender o contrato de arrendamento, que termina em 2022 e trava novos investimentos.

Cadê o recurso?

17 de agosto de 2016 0

A promessa feita pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, em reunião com uma comitiva de Itajaí, de que o governo federal enviaria na semana passada R$ 4 milhões para garantir a retomada das obras dos berços 3 e 4 do porto, não foi cumprida. A superintendência aguarda a liberação da verba para os próximos dias.

Antaq vai avaliar reequilíbrio econômico da APM Terminals em Itajaí

10 de julho de 2016 0
Foto: Lucas Correia, Arquivo

Foto: Lucas Correia, Arquivo

 

A Secretaria Especial de Portos ( SEP) entrega na próxima semana à Agência Nacional de Transportes Aquaviários ( Antaq) um relatório dos custos que impactaram o contrato de arrendamento da APM Terminals no Porto de Itajaí. O parecer da Antaq é necessário para dar sequência ao processo movido pela empresa, que pede ao governo federal a extensão do prazo de operação sob a justificativa de reequilíbrio econômico.

O documento cruza dados da própria arrendatária e também da autoridade portuária. Entram na lista investimentos que o terminal recebeu – como o conserto do berço 1, pago pelo governo federal após a enchente de 2008 – e outros com que arcou, e que não faziam parte do acordo inicial. O relatório também cita o investimento de R$ 300 milhões que a arrendatária pretende trazer à cidade caso a proposta seja aceita.

A resposta da Antaq será um passo importante para os dois pleitos da APM: estender o contrato de arrendamento, que termina em 2022, e aumentar a área arrendada, incorporando também os berços 3 e 4, que estão em obras.

Esta semana o diretor do Departamento de Outorgas Portuárias da SEP, Eduardo Bezerra, visitou o Porto de Itajaí e comparou a movimentação com a de 2012, quando ele conheceu o terminal. E reconheceu que as limitações de área e o prazo curto para novos investimentos prejudica a competitividade.

Bezera ressaltou que a SEP está em busca de “ uma solução para o Porto de Itajaí” e que o foco é tornar o terminal competitivo no mercado – isso significa que a avaliação levará em conta o que for melhor para a cidade.

Segundo ele, o fato de a empresa ter planos de investimento e querendo a expansão é uma “ condição favorável”: do ponto de vista técnico, afirma, a proposta da APM é “ factível e importante para garantir um cenário de competitividade razoável”.
A expectativa é que o processo seja concluído nos próximos meses.

Porto de Itajaí quer movimentar exportações da BMW

06 de julho de 2016 0
Foto: Lucas Correia, Arquivo

Foto: Lucas Correia, Arquivo

 

O Porto de Itajaí quer voltar a figurar na rota das exportações de veículos. A superintendência tem se reunido com executivos da BMW no Brasil para tentar transferir para a cidade as operações da fábrica, que hoje utiliza o Porto de Paranaguá, no Paraná.

Havia uma preocupação da empresa em relação aos estragos causados pelas enchentes em Itajaí e a possibilidade de inviabilizarem operações. O porto entregou recentemente à indústria um dossiê sobre a estrutura e os resultados que os investimentos em dragagem trouxeram na enchente de 2011, quando, apesar do grande volume de chuvas, os alagamentos ficaram abaixo da média. A expectativa é que os dados oficiais ajudem na negociação.

Se firmado, o acordo pode trazer um novo fôlego ao porto, que perdeu metade das linhas _ e das atracações _ no segundo semestre do ano passado.
A operação com veículos é conhecida como RoRo (roll on, roll off), quando a carga entra no navio sem o auxílio de outros equipamentos. Os carros são guiados para dentro da embarcação. Uma operação considerada “limpa”, por não demandar o transporte com caminhões-contêineres.

Itajaí já operou esse tipo de carga há 15 anos, quando o porto era usado para importação de veículos da Citröen para o Brasil. Mas os carros deram lugar aos contêineres.

A APM Terminals, arrendatária que opera o terminal, informou apenas que já apresentou a janela de atracações para a indústria alemã.
As certificações de segurança da empresa, que faz parte da gigante Maersk, são ponto positivo na disputa pela carga. O fato de Itajaí não ter operação de grãos também, já em portos graneleiros o carro suja com mais facilidade.
Com Paranaguá, o acordo é de envio de 10 mil veículos ao ano para o exterior.

Em obras

O cais ideal para operar veículos em Itajaí seria o berço 3, adaptado para cargas não conteinerizadas, mas que está com as obras paralisadas por falta de recursos do governo federal. Até que o atracadouro fique pronto, os embarques da BMW _ caso o negócio seja concretizado _ terão que ser feitos nos berços 1 e 2, em horários escalas especiais que não interfiram no transporte de contêineres.

O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior, recebeu na última semana a confirmação do envio de R$ 4,8 milhões a Itajaí para a obra _ praticamente metade do que o governo federal deve à empresa Serveng, responsável pelos trabalhos.
Com o dinheiro a caminho, Santos Junior negocia com a direção da empresa a retomada das obras.

Prioridade

A prioridade dos portos catarinenses para as operações de comércio exterior fizeram parte das tratativas da vinda da BMW para o Estado.
Paulinho Bornhausen, que respondia pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável na época, diz que sempre houve interesse mútuo de viabilizar o uso dos portos locais, mas uma série de entraves impediu que isso ocorresse no primeiro momento _ inclusive a lotação dos terminais conteineiros.

Porto de Itajaí recorre ao TCU para estender contrato de arrendamento

13 de junho de 2016 0
Foto: Lucas Correia, Arquivo

Foto: Lucas Correia, Arquivo

 

O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior, foi ao Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, para interceder pela extensão de contrato de arrendamento da APM Terminals.

Em abril o Tribunal respondeu a uma consulta “em tese” dizendo que a extensão para reequilíbrio econômico (como pede a empresa) é ilegal, exceto em casos excepcionais. A dúvida é se o caso da APM, que enfrentou duas enchentes consecutivas com destruição dos cais de atracação, em 2008 e 2009, se encaixaria nesse conceito.

A resposta do TCU foi de que a decisão cabe à Secretaria Especial de Portos (SEP), agora vinculada ao Ministério dos Transportes. O problema é que, até agora, a Secretaria segue sem um titular.

Reforma dos berços de atracação do Porto de Itajaí para por falta de dinheiro

11 de junho de 2016 0
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto, Arquivo

 

As obras dos berços de atracação 3 e 4 do Porto de Itajaí pararam de vez por falta de pagamento. A empreitada é responsabilidade do governo federal e o último repasse à construtora ocorreu em abril, quando foram pagos os valores referentes às medições de julho a setembro do ano passado.

A construtora Serveng, que venceu a licitação para os trabalhos, ainda tem R$ 8 milhões a receber. Nos últimos meses, a empresa demitiu mais da metade dos funcionários em Itajaí e o trabalho até agora seguia a conta-gotas.

A obra vai fazer com que, ao invés de quatro berços separados, Itajaí tenha um grande cais de atracação com mais de mil metros de extensão _ espaço suficiente para receber os maiores navios cargueiros que atuam na costa brasileira. A empreitada começou em janeiro e tinha prazo de 18 meses para conclusão.

O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior, tem tentado convencer Brasília a liberar pelo menos o suficiente para a conclusão do berço 3, que depende apenas da instalação de defensas para ficar pronto.

No berço 4 a situação é mais complicada. No decorrer da obra, descobriu-se uma laje no fundo do rio que impede a passagem das estacas. A estrutura foi parar lá quando houve uma queda da estrutura do cais, em 1984. Como o obstáculo não estava previsto no projeto, será necessária alteração contratual.

Os berços 3 e 4 fazem parte do pacote de arrendamentos do governo federal, que não tem data para ocorrer. Os portos tentam convencer o Ministério dos Transportes a liberar licitações descentralizadas, o que agilizaria os processos. O problema é que, desde que Michel Temer (PMDB) assumiu interinamente a presidência e relocou a SEP para dentro do Ministério dos Transportes, ainda não há um nome oficializado para tratar dos portos no país.

Obras da bacia de evolução deverão iniciar esta semana

30 de maio de 2016 1
Foto: Marcos Porto, Arquivo

Foto: Marcos Porto, Arquivo

 

A empresa Prosul, de Florianópolis, venceu a licitação aberta pela Secretaria de Estado da Infraestrutura para contratar uma empresa de fiscalização, para as obras da nova bacia de evolução dos portos de Itajaí e Navegantes. A definição era o que faltava para dar início aos trabalhos da primeira etapa. A expectativa é de que o contrato seja assinado ainda esta semana pelo governo do Estado.

O preço oferecido pela Prosul foi de R$ 4 milhões. A contratação de uma fiscalizadora externa foi uma exigência da Fatma, quando a obra estava em fase final de licenciamento.

No fim de março o governador Raimundo Colombo (PSD) autorizou a Triunfo, empresa que ganhou a licitação para executar a empreitada, a mobilizar o canteiro de obras. Desde então o Molhe Norte, em Navegantes, foi fechado para carros e pedestres e parte do maquinário foi transferido para o local, por onde a obra vai iniciar.

O projeto começará pela retirada dos molhes transversais e pela redução na extensão do Molhe Norte, que depois terá a angulação levemente alterada. Todo o trabalho será feito sem interromper a movimentação portuária – um desafio de logística.

A nova bacia de evolução é ansiosamente aguardada pelo trade portuário local. A primeira fase da obra é custeada pelo governo do Estado, que vai investir R$ 103 milhões. Vai abrir espaço para manobrar navios de até 335 metros de comprimento – hoje, o limite é de 306 metros –, uma vantagem estratégica para manter a competitividade dos terminais portuários de Itajaí e Navegantes.

Segunda fase

A mobilização do trade e do governo do Estado será agora pelo envio de R$ 200 milhões do governo federal para a segunda fase da bacia de evolução, que elevará a capacidade de manobras para navios de até 366 metros de comprimento. A verba havia sido garantida em orçamento pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT), apesar dos cortes.

Pavan cobra agilidade para obras no Porto de Itajaí

27 de maio de 2016 0

O deputado estadual Leonel Pavan (PSDB) cobrou em plenário esta semana mais agilidade do governo federal para liberação de recursos para as obras de reforço e realinhamento dos berços 3 e 4, no Porto de Itajaí. Os atrasos já resultaram na demissão de metade dos 110 funcionários da empreiteira Serveng, que atuavam na obra. Com isto, não há data para conclusão dos trabalhos.

Pavan também lembrou que a área poderia ter sido incluída no pacote de concessões feito no ano passado, o que agilizaria o uso da área após o término das obras. Os berços 3 e 4 fazem parte do 4º bloco de concessões do governo federal, ainda sem data para ser lançado.

Arrendatária do Porto de Itajaí negocia com trabalhadores para estancar prejuízos

26 de maio de 2016 0
Foto: Lucas Correia, Arquivo

Foto: Lucas Correia, Arquivo

 

A APM Terminals, arrendatária do Porto de Itajaí, chamou ontem os trabalhadores portuários avulsos ( TPAs) para traçar uma alternativa de reação à crise que assola o terminal desde o ano passado, quando perdeu mais da metade das linhas. A empresa sugeriu uma redução no valor cobrado por contêiner para novas operações, numa tentativa de melhorar a competitividade.

Nem todos os trabalhadores reagiram bem à proposta, alegando que já abriram mão dos ganhos em outros momentos e não tiveram o retorno esperado.
Mas os sindicatos concordaram em levar a ideia para discussão. A primeira deve ocorrer entre os estivadores.

Ricardo Arten, diretor-superintendente da APM Terminals em Itajaí, não economizou nas justificativas e trouxe à mesa de discussão números que representam o tamanho do problema. O terminal fechou 2015 com prejuízo de R$ 20 milhões e, de julho do ano passado em diante, a movimentação caiu de 22 mil para 8 mil contêineres por mês – todos operados pela Maersk, gigante mundial à qual pertence a APM. O que significa que não há operadores “ de fora” atuando no Porto de Itajaí.

Reduzir preços e melhorar a competitividade é a tábua de salvação para o porto, que já foi o segundo maior movimentador de contêineres do país e hoje ocupa a 11 ª posição. Passou de 374 mil contêineres, em 2007, para 179 mil no ano passado. De lá para cá, os custos fixos subiram mais do que a inflação e a concorrência aumentou, com a entrada dos terminais privados no mercado, que têm regulamentação diferente.

O pedido de auxílio aos trabalhadores foi providencial: como Itajaí é um porto público, emprega obrigatoriamente trabalhadores avulsos ( sem vínculo empregatício) ligados ao Órgão Gestor de Mão de Obra ( Ogmo). É como se fossem profissionais autônomos, que recebem por produção.
A negociação de valores, portanto, depende da aceitação de cada categoria individualmente.

Renegociação de taxas

Além da negociação com os trabalhadores, a APM também negocia redução de gastos e das tarifas pagas à superintendência do Porto de Itajaí. O contrato obriga a multinacional a desembolsar uma taxa que corresponde à movimentação de 225 mil contêineres ao ano – mesmo que não consiga chegar a esse patamar, como ocorreu no ano passado.

O superintendente, Antônio Ayres dos Santos Junior, disse que já recebeu a proposta de alteração e que ela será avaliada. Mas adiantou que a autoridade portuária tem contas a pagar, e isso será levado em consideração.

Ficou feio

Em meio às discussões sobre a sobrevivência do Porto de Itajaí, trabalhadores trouxeram à tona o fato de o prefeito Jandir Bellini ( PP) ter recebido uma generosa doação de campanha da Triunfo, empresa que faz parte do grupo da Portonave, em Navegantes.

Diante da crise, pegou muito mal para a administração municipal.

Empreiteira responsável por obra no Porto de Itajaí demite metade dos funcionários

24 de maio de 2016 0

Os atrasos consecutivos nas obras de reforço e realinhamento dos berços 3 e 4 do Porto de Itajaí levaram à demissão de metade dos 110 trabalhadores que atuavam na empreitada, que é de responsabilidade da Construtora Serveng. A empresa não quis comentar o caso.

Com os recursos chegando a conta-gotas, a obra, que deveria ter sido concluída no ano passado, ainda não tem prazo para terminar.