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Posts com a tag "segurança"

Bairro de Cabeçudas em Itajaí terá monitoramento pago por empresários

25 de julho de 2016 0
Foto: Alfabile Santana, Especial

Foto: Alfabile Santana, Especial

 

A Associação de Moradores de Cabeçudas, em Itajaí, inaugura esta semana um projeto de monitoramento de segurança privado inédito em um bairro aberto. Pela primeira vez na região, empresas privadas vão pagar pela implantação como forma de compensar a comunidade por transtornos, em uma parceria que não teve interferência do poder público.

Duas casas noturnas e de condomínio de luxo que ficam no Canto Norte da Praia Brava, e têm Cabeçudas como único acesso, vão arcar com a instalação de 31 câmeras de alta definição que vão cobrir toda a área do bairro, com monitoramento privado e link para a central da Polícia Militar.

O acordo foi uma espécie de ressarcimento para a comunidade pelo barulho causado pelos motoristas que seguem para as festas na Brava e pelo vaivém de caminhões para a obra. As primeiras ações em parceria começaram no ano passado, quando, após reclamações dos moradores, Warung e o grupo Green Valley, do beach club Belvedere, passaram a pagar monitores de trânsito para reduzir a perturbação aos moradores no caminho para as baladas.

A proposta de monitoramento já vinha sendo discutida no bairro desde 2014, quando houve um boom de violência por ali, com registros de sequestros e assaltos violentos. Na época a comunidade de Cabeçudas foi a primeira na região a criar um grupo de Whatsapp para um monitoramento entre vizinhos, o que, segundo a presidente da Associação de Moradores, Mayra Dolzan, ajudou a reduzir a criminalidade.

A expectativa é que, com as câmeras, a segurança seja reforçada ainda mais. O projeto de instalação foi feito por um engenheiro especializado, de forma que todas as ruas estejam na mira do sistema de monitoramento. Nos três primeiros anos, as duas empresas de entretenimento e a PB Internacional, responsável pela obra do condomínio Bravíssima, vão pagar pelo controle privado das câmeras. Até lá, não haverá custo para os moradores.

Beleza histórica

A Praia de Cabeçudas foi a primeira em Santa Catarina a receber turistas para banho de mar, nos anos 1930. Na época, os mergulhos começavam a ser recomendados pelos médicos por serem terapêuticos. Ainda bucólica, com seus casarões antigos, a praia está entre as mais charmosas da região. A foto acima é do fotógrafo Alfabile Santana, captou todo o esplendor da praia ao nascer do sol _ imagem que chamou de “Limpando o Paraíso”.

Segurança e saúde preocupam ACII

18 de julho de 2016 0

Os resultados de saúde e segurança da Amfri, na pesquisa do Índice de Competitividade Regional (ICR) divulgado pelo governo do Estado, preocuparam a Associação Empresarial de Itajaí (ACII). Eclésio da Silva, presidente da entidade, lembrou que os dados ajudarão, por exemplo, na escolha de cidades-sede para empresas que se instalarem no Estado.

O pior resultado em segurança pública entre as regiões do Estado não surpreendeu: embora tenhamos uma população que cresce exponencialmente (o maior índice de crescimento demográfico de SC), o número de policiais diminuiu. Sem representatividade política, não conseguimos até agora resposta do Estado à altura do problema. A expectativa é por uma distribuição de policiais que obedeça aos índices de criminalidade.

Assassinatos caem 70% em Balneário

20 de junho de 2016 0

Balneário Camboriú registrou neste fim de semana o segundo assassinato do ano – houve ainda um encontro de cadáver, em maio, mas sem local de morte determinado. Mesmo que se confirmem três mortes na cidade, o número é 70% menor do que a quantidade de homicídios no ano passado, no mesmo período, quando se registraram 10 mortes.

Para o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Evaldo Hoffmann, a redução se deve à intensificação das barreiras policiais, – são em média três por dia, 10 durante a temporada de verão. Nos cinco primeiros meses do ano, a PM recolheu 11 armas em Balneário.

Verba para a segurança

15 de março de 2016 0

Vítima de uma histórica falta de policiais e de uma criminalidade crescente, Penha tem sido exemplo de mobilização comunitária para tentar resolver os problemas de segurança.

Agora é a prefeitura que tenta fazer a sua parte: licitou uma viatura e anunciou um repasse mensal de R$ 8 mil para compra de equipamentos.

Só falto o Estado reforçar o efetivo.

Moradores de Penha sofrem com insegurança

01 de março de 2016 0

Depois dos moradores da Praia Grande, em Penha, terem reclamado do grande número de arrombamentos nas casas do bairro, agora é o pessoal da região central que enfrenta o mesmo problema. Desde o fim do ano passado, 16 casas, uma perto da outra, já foram vítimas de bandidos.

O problema é a falta de efetivo policial. Recentemente foi reativado pelo Conselho Comunitário de Segurança de Penha o programa Vizinho em Alerta, que mantém contato direto com a PM – uma tentativa de agilizar o atendimento de ocorrências.

Falta de segurança faz Codetran proibir estacionamento noturno na Praia Brava Norte

15 de fevereiro de 2016 3
Foto: Divulgação / Prefeitura de Itajaí

Foto: Divulgação / Prefeitura de Itajaí

Estacionar no Canto Norte da Praia Brava, em Itajaí, durante à noite não será mais permitido a partir de hoje. A Coordenadoria de Trânsito de Itajaí (Codetran) informou que a proibição foi motivada pela falta de segurança no local. Conforme estudos feitos pelo órgão, diversas ocorrências de perturbação de sossego são registradas em função da possibilidade de estacionamento. Outro crime frequente na região são os furtos a veículos.

O coordenador da Codetran, Ewerson Luís Gama, explica que a mudança é uma resposta à uma demanda da comunidade. De acordo com ele, a medida deve diminuir a possibilidade de acidentes e dar mais segurança para os pedestres e moradores do bairro.

– Sabemos que alguns usuários se reúnem para beber entre amigos ou utilizam o local para usar entorpecentes. Isso também acaba gerando ocorrências de perturbação e som alto, principalmente em Cabeçudas – observa.

A proibição vale das 22h às 6h no trecho da Avenida José Medeiros Vieira. Nos primeiros dias, agentes de trânsito irão orientar e fiscalizar os motoristas. Quem desrespeitar a regra pode levar multa de R$ 127,69 e ter o veículo guinchado. Os veículos de carga e descarga e táxis terão áreas regulamentadas.

Homicídios em Itajaí

10 de fevereiro de 2016 2

Nove é o número de homicídios registrados em Itajaí em 2016. No ano passado, a cidade teve 39 mortes — 7% a menos que 2014, quando 42 pessoas morreram assassinadas. A maioria das vítimas tinha passagem criminal, segundo a Polícia Militar.

Interditado, Casep de Itajaí está dez meses à espera de reforma

08 de fevereiro de 2016 0
Foto: Marcos Porto / Arquivo

Foto: Marcos Porto / Arquivo

A reforma do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Itajaí está longe de começar. Agora, a licitação para contratar uma empresa para tocar as obras parou no grupo gestor do governo do Estado, que precisa autorizar o lançamento do edital.

O Casep de Itajaí foi interditado pela Justiça em abril de 2015. Os motivos eram as péssimas condições da unidade, como rachaduras, infiltrações, entupimentos nos banheiros, chuveiros estragados, entre outros problemas. O Departamento de Administração Socioeducativa (Dease) prometeu a licitação para outubro do ano passado e a conclusão dos trabalhos em maio deste ano — o que não deve ocorrer.

De acordo com o atual diretor do Dease, Sady Beck Junior, era necessário fazer um projeto para o início da obra, porém o número restrito de profissionais para elaborar a proposta na Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania acabou atrasando a licitação. A previsão, segundo Beck, é lançar o edital após o Carnaval e iniciar a reforma em 45 dias. A expectativa do departamento é que ela fique pronta ainda no primeiro semestre.

Enquanto isso, as delegacias de polícia do litoral sofrem para conseguir encaminhar adolescentes infratores para internação. O diretor do Dease diz que a situação é difícil e que casos mais graves, quando o menor tem participação em homicídios ou latrocínios, recebem prioridade. Geralmente, os adolescentes do litoral são enviados para os Caseps de Joinville e Blumenau.

— Há vários casos de adolescentes da região que não puderam ser internados. Quando são crimes graves a gente busca vagas até no Oeste do Estado, se for o caso — observa.

O resultado é que cada vez mais adolescentes apreendidos voltam para à criminalidade e sequer temos unidades adequadas para ressocializá-los. Pelo jeito, o problema só cresce e piora.

Entrevista: coronel Claudio Roberto Koglin fala sobre os desafios do comando da 3ª região da PM

04 de fevereiro de 2016 3
Foto: Divulgação / Polícia Militar de Balneário Camboriú

Foto: Denício Rosa / Divulgação Polícia Militar de Balneário Camboriú

A 3ª Região da Polícia Militar tem novo comandante desde ontem: o coronel Cláudio Roberto Koglin. Ele substitui o coronel Amarildo de Assis Alves, promovido comandante da 5ª região da PM, em Joinville. Com 53 anos e 32 de profissão, Koglin é natural de Blumenau e anteriormente era subcomandante da 3ª Região. Também já passou pelo comando do 12º Batalhão da PM em Balneário Camboriú, entre 2010 e 2012, e foi comandante do 10º BPM em Blumenau até 2015.

O coronel terá a responsabilidade de comandar três batalhões com abrangência de 25 cidades do litoral. Em entrevista nesta quinta-feira, Koglin falou sobre os desafios e prioridades à frente da 3ª RPM. Também abordou o esquema de segurança para o Carnaval e destacou a preocupação da PM com o Navegay. Confira:

 

- O senhor já conhece bem o 12º BPM, do qual foi comandante. Isso contribui no desafio de assumir a 3ª RPM?

Contribui bastante. Tive a oportunidade de comandar durante dois anos o 12º BPM, além da proximidade que a gente tem com Itajaí, onde trabalhei no início da carreira, e com a região de Penha e Piçarras, onde veraneio. A experiência me dá uma segurança maior para assumir o desafio. Além disso, desde julho do ano passado eu já ocupava o subcomando da 3ªRPM.

- Como comandante da região já elencou suas prioridades e desafios?

Eu sou uma pessoa extremamente prática na questão de policiamento, me considero um policial de rua e tenho foco voltado para a atividade operacional. A população espera uma pronta resposta da PM nas dificuldades de segurança que vem enfrentando. Vamos vocacionar todos os esforços, que estão bastante esgaçados, e dar um novo enfoque à questão operacional para que continuemos a reduzir os índices de homicídios, que vêm diminuindo desde ano passado em Navegantes, Itajaí e Camboriú, por exemplo. Temos uma incidência bastante alta desses crimes e a região, junto com Joinville, é a que mais preocupa o comando geral.

Acho que o primeiro grande desafio será atender as expectativas da comunidade em relação à segurança e obter um melhor equilíbrio entre o número de policiais por habitantes. Mas enquanto esse número não se torna mais equilibrado temos que fazer melhor com a mão de obra existente. Acho que esse é um desafio muito grande para qualquer comandante.

Além disso, precisamos construir uma consciência coletiva de segurança pública. Haja visto que pequenos delitos são frequentemente cometidos, como dirigir embriagado ou estacionar em vagas para deficientes. Isso acaba trazendo uma negligência com a segurança. Não podemos creditar tudo aos órgãos públicos.

- Há previsão de reforço para a região?

Em junho ou julho o Estado deve incluir 1,2 mil funcionários na área de segurança pública, sendo 680 para a Polícia Militar. A expectativa é que a região seja contemplada, já que temos reforçado constantemente essa carência com o comando. Porém, não me conformo em apenas fazer essa reivindicação, preciso trabalhar com os policiais que temos, mantê-los motivados e dispostos a cada vez mais contribuir com a segurança.

- Para o Carnaval, como funcionará o esquema de segurança na região? Haverá reforço?

Todo esse trabalho já foi planejado pelos comandantes de área. O efetivo disponível para reforço foi alocado para os locais em que existe programação carnavalesca, não só aqui como no Oeste de SC também. O que nos preocupa na região é o carnaval de rua em Navegantes, o Navegay. Para isso, estamos concentrando todos os esforços possíveis de policiamento, pois a expectativa é que entre 200 mil e 250 mil pessoas possam circular nesse dia pela cidade — no ano passado, 48 mil pessoas passaram pelo ferry boat.

Teremos apoio da cavalaria, batalhão aéreo durante o dia, canil, batalhão de choque e batalhão de operações especiais, além de outras unidades. No momento mais crítico da festa, que é das 20h até 3h ou 4h, teremos 120 policiais atuando. Antes disso já vai ter policiamento reforçado e após vamos prevenir o retorno pelo ferry boat e em Itajaí. Esperamos que o que ocorreu no ano passado não se repita, seremos tolerantes com as festas de Carnaval, mas existem limites que serão repreendidos com rigor.

Para dar conta de todos esses eventos, a atividade administrativa está suspensa a partir de sexta-feira e será retomada na quinta, porque todo efetivo estará centrado nas atividades carnavalescas.

- Tem alguma cidade na 3ª RPM que enfrenta mais problemas com segurança?

Temos comportamentos parecidos no quesito criminalidade aqui na região e alguns bolsões específicos em periferias e bairros onde o crime se instalou por muitos anos. Observando a relação policial militar por habitante, hoje os pontos mais sensíveis são as cidades de Navegantes, Penha e Piçarras, seguidas por Itajaí e alguns municípios do 12º BPM.

- Qual tipo de crime o senhor considera que mais atinge nossa região?

Acredito que uma coisa puxa a outra. Tráfico e consumo de entorpecentes acabam puxando o índice de homicídios e também os índices de furtos e roubos na região. Se nós conseguirmos diminuir a questão do tráfico e do consumo de drogas teremos reflexo imediato nesses crimes. Não é possível pensar segurança pública sem atender todas as suas nuances.

- Está nos planos trazer o helicóptero Águia para o litoral?
Estamos trabalhando com a possibilidade de criar-se aqui na região uma base permanente para o Águia. Temos planos para isso e o sinal verde do secretário de Segurança e do Comando geral. A intenção é fazer uma parceria, como já ocorreu em Lages, para viabilizar a parte financeira da aeronave.

Reforço da Polícia Civil chegará a Balneário às vésperas do Réveillon

21 de dezembro de 2015 0

O Estado pode ter reforçado o efetivo da PM para a Operação Veraneio em Balneário Camboriú, mas na Polícia Civil a situação é preocupante. Para a movimentada delegacia da cidade virão este ano apenas oito temporários, entre agentes, escrivães e delegados.

A quantidade é insuficiente para colocar em pé o setor de investigações, que está parado há meses por falta de efetivo.

Pior: o reforço só chega a partir do dia 28 de dezembro, às vésperas do Réveillon. É a chegada mais tardia dos últimos anos.