O páreo está corrido.
É verdade que a zebra aparece mais do que devia, que o mata-mata é uma competição traiçoeira, mas nem o mais fanático torcedor do Fortaleza, pelo que se viu no Presidente Vargas, é capaz de acreditar que o seu time possa engrossar o caldo, amanhã, contra o Grêmio, no Olímpico.
Na prática, o jogo serve para o técnico Vanderlei Luxemburgo testar uma nova dupla de zagueiros, ver com os próprios olhos o desempenho do Dener e, acima de tudo, tentar ajustar a parte ofensiva, para definir de uma vez por todas se precisa ou não de reforços para encarar o complicado Brasileirão.
Encorpado
Aumentou a chance.
Ninguém discute que o Fluminense tem a vantagem de jogar ao lado da maioria do seu torcedor, mas vale lembrar que o Inter, quinta-feira, no Engenhão, será mais encorpado na sua escalação do que foi nos primeiros 90 minutos, no Beira-Rio.
A presença de Oscar, que fez um belo segundo tempo na Serra, deixa o time do técnico Dorival Júnior com mais qualidade no meio-campo, com mais poder de fogo, em condições de fazer a cirurgia num adversário que joga por um único resultado e vai ser vulnerável no decorrer da disputa.
Valorização
Aconteceu mais uma vez.
Quem viu o início da decisão do Gauchão, domingo passado, no Centenário, certamente vai concordar que o lateral-esquerdo Fabinho merece estar na briga pelo título de melhor da posição e que tem bola de sobra para trabalhar em algum clube da Série A do futebol brasileiro.
Mais apoiador do que defensor, o dono da camisa 6 do Caxias, mesmo descontado pela lesão que quase impediu sua escalação, deu conta do recado, foi decisivo na jogada do gol de Mateus e saiu de campo ainda mais valorizado do que já estava.
Decepção
Ainda não deu para entender.
Além do empate, que deixou o Caxias mais longe do título, a direção também ficou decepcionada com a ausência da sua torcida, que passou longe do estádio na hora em que o clube mais precisava.
Um jogo como aquele, decisivo, temperatura agradável, mesmo com preço salgado, televisionamento direto para a praça, merecia casa cheia e maior participação da nação grená.
Ralo
Não tem mais volta.
Justamente na hora de confirmar a melhor campanha, o Figueirense levou 3 a 0 do rival Avaí, atirou no ralo a condição de favorito e viu o título do catarinense pegar o rumo da Ressacada.
Falta o jogo da volta, no Orlando Scarpelli, mas pelo andar da carruagem o assunto está liquidado e vai fazer a Federação Catarinense de Futebol reexaminar o regulamento da sua maior competição.
Perguntinha
Quantas mudanças o Inter terá no Engenhão?

