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Pergunta para o Guerrinha: "Grêmio pode derrubar Celso Roth"

22 de julho de 2014 4

Guerrinha comenta com Amanda Munhoz como deverá ser a atuação de Dunga como treinador da Seleção Brasileira novamente e fala sobre as últimas da Dupla. Imperdível!

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Queda de Luan é assustadora

22 de julho de 2014 18

 

Foto Rodrigo Fatturi/Grêmio/Divulgação

Foto Rodrigo Fatturi/Grêmio/Divulgação

Algo está acontecendo. De uma hora para outra, o menino Luan, veloz, habilidoso, que surgiu como um furacão, sumiu do mapa. Nos dois últimos jogos – Goiás e Figueirense -, o jogador mais valorizado do grupo gremista saiu de campo antes do final, com atuações que não passaram nem perto do que já mostrou com a camisa tricolor.

Alguém, lá pelas bandas do Humaitá, precisa descobrir com urgência o que se passa com o jogador. Talvez uma conversa carinhosa, olho no olho, seja o remédio para que tudo volte ao normal.

Desafio
Aumentou o desafio. Empolgado com a goleada sobre o Flamengo, com a mão na maçaneta da porta de entrada do G4, o Inter agora vai precisar superar um obstáculo que está atrapalhando a campanha: vencer longe do Beira-Rio.

Contra o Bahia, sábado, sem público no estádio, ambiente favorável, o time do técnico Abel Braga, sem o chileno Aránguiz, não pode deixar o cavalo passar encilhado.
A hora de arrancar é agora, contra um adversário que está atrapalhado e longe de ser temível.

Cerimônia
É o dia da confirmação. Logo mais, no Rio, o gaúcho Dunga será apresentado, pela segunda vez, como o novo técnico da Seleção.  Terá muito trabalho pela frente, o maior deles de garimpar qualidade técnica, de formar um grupo, de fazer um time competitivo, capaz de resgatar o respeito dos adversário, que não existe mais.

Além do novo comandante, a CBF também deve anunciar os outros integrantes da comissão técnica. Certo mesmo é que os novos responsáveis terão que descascar um enorme abacaxi, sem chance de erros, tudo para que o torcedor possa ter esperança de ver em campo um time capaz de dar esperanças de vitórias e títulos.

Largada
Melhor é impossível. Longe de casa, contra o campeão paulista, o Brasil-PE, nosso representante na Série D, fez estreia de luxo. Derrotou o Ituano por 1 a 0 somou os primeiros três pontos e, além de tudo isso, fez uma atuação de muito boa qualidade, acima de tudo do meio para trás.

Com o moral em alta, o Xavante volta a campo no domingo, no Vieirão – o Bento Freitas está proibido de receber jogos no momento – e tem tudo para fazer outro resultado, encaminhar o primeiro objetivo, que é o de passar de fase.

Tumulto
Era pule de dez. Após tudo o que aconteceu no Beira-Rio, com protestos, agressão contra o lateral André Santos, era fácil imaginar que a delegação do Flamengo chegaria em casa debaixo do mau tempo.

Assim que colocaram os pés no saguão de desembarque, os integrantes da delegação do Mengão foram xingados, cobrados, ameaçados pela rapaziada das organizadas do clube. Sorte que a polícia carioca trabalhou bem, cuidou do assunto e protegeu o pessoal do Ninho do Urubu.

Perguntinha
Quem vai parar o Cruzeiro?

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Inter não tomou conhecimento do Flamengo

21 de julho de 2014 7

Teve atropelamento. Sem muito esforço, em ritmo de treino no segundo tempo, quando teve um a mais em campo, o Inter não tomou conhecimento do assustado Flamengo. Abriu o marcador com Rafael Moura, em jogada ensaiada de bola parada, marcou o segundo no final do primeiro tempo, de pênalti, com D’Ale, e foi para o vestiário com o resultado assegurado.
Na segunda parte do jogo, marcou mais duas vezes, com Fabrício, em belo chute de primeira e, fechou a conta, com Alex, que entrou para ganhar ritmo.

Fim de seca gremista

Acabou. Verdade que a bola ainda está longe de animar o torcedor e deixá-lo confiante de que pode resultar em título. Mas não é menos verdade que o Grêmio conseguiu, sábado, no Scarpelli, do que mais precisava: vencer.

Não teve gol de Barcos, nem boa atuação de Luan. Mas teve gol de Giuliano, que apareceu no lugar certo. Como meiaatacante, fez o Tricolor colocar mais três pontos na conta. Agora, com a semana inteira só para trabalhar, o Enderson Moreira tem obrigação de dar ajeitada do meio para a frente. Só assim terá menos dificuldades para derrotar o Coritiba.

Zebra no Morumbi

Ninguém é de ninguém. Quem viu a bela vitória sobre o Bahia, no meio da semana, em Salvador, só poderia imaginar que o São Paulo não teria nenhuma dificuldade de fazer o serviço na Chapecoense. Mas a teoria foi para o ralo. Diante de público numeroso, o time de Muricy Ramalho perdeu por 1×0 e foi dormir tentando descobrir as causas do fracasso. Certo mesmo é que o líder Cruzeiro gostou, e muito, do que aconteceu no Morumbi.

Tomando água de salsicha

Tudo continua como estava. Mais uma vez, o Coritiba perdeu, seguiu atolado na zona da desgraça e deixou o seu povo ainda mais assustado com a chance de voltar a jogar a desprezível Segundona. Dono de sete pontos em 33 disputados, o Coxa segue jogando pouco. A direção, ao contrário do que se imaginava, segue convicta de que a salvação se chama Celso Roth.

Dorme no gelo, acorda suando

Deu tudo certo. Fora de casa, o Caxias derrotou o Madureira, chegou aos 14 pontos e provou que o técnico Beto Campos estava com inteira razão quando disse que seu time voltaria com tudo após a parada da Copa. Se vai atingir o objetivo, só saberemos mais adiante. Porém, a hora é de reconhecer que o clube grená está muito no páreo da Terceirona.

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Adroaldo Guerra Filho: Dunga é o treinador da Seleção

20 de julho de 2014 0

A Seleção já tem técnico. Na terça-feira, no Rio de Janeiro, Dunga será anunciado como o novo chefe do vestiário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Está tudo acertado, desde a semana passada, entre o presidente José Maria Marin, o futuro presidente Marco Polo Del Nero e o coordenador Gilmar Rinaldi.

Neste retorno ao comando do time brasileiro, Dunga vai precisar trabalhar bem mais do que fez da última vez.

Vai ter que fazer do limão uma limonada, achar material humano mais qualificado do que vimos na Copa, fazer o time brasileiro recuperar o respeito que não tem mais dos seus adversários.

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Encruzilhada

19 de julho de 2014 5
Fernando Gomes/Agência RBS

Fernando Gomes/Agência RBS

Vale mais do que parece.

Sem marcar gols nos últimos quatro jogos, com resultados preocupantes, atuações capengas, o Grêmio enfrenta, neste sábado, uma parada que só parece fácil.

Vai ao Orlando Scarpelli, encarar o Figueirense, um dos piores na tabela, motivado pela vitória contra o Coritiba e que, com certeza, promete fazer do jogo uma final de Copa.

Na prática, o confronto diante dos catarinenses significa uma encruzilhada para o Tricolor, que não pode mais desperdiçar pontos, para o atacante Barcos, em rota de colisão com as arquibancadas e, acima de tudo, para o técnico Enderson Moreira, cujo trabalho começa a ser muito questionado.

A ligação…

No meio da tarde, com uma folguinha no escritório, o Marcão pegou o telefone e ligou para casa.

- Oi minha rainha! Como está o teu dia? – perguntou.

- Tudo ótimo! – respondeu a macia voz feminina do outro lado da linha.

- Que bom! E as crianças estão bem? – questionou.

- Brincando sem parar, não se preocupe!

- Ótimo, perfeito! Elas já almoçaram? Se alimentaram bem? – insistiu.

- Sim! Comeram muito bem! Já fizeram a lição de casa e agora estão brincando!

- Que bom! E me conta, minha linda, o que vai ter no jantar hoje? – interpelou.

- O teu prato preferido! E já coloquei a cerveja na geladeira…

- Uau! Bife à milanesa e cerveja! Por isso é que eu te adoro tanto!

- Bom, então está tudo tranquilo em casa?

- Fique tranquilo que está tudo bem!

- Ah, só mais uma coisinha: você promete que, hoje à noite, vai colocar aquele baby-doll preto para mim?

- Claro! Faço tudo para te agradar! E não vou esquecer o perfume que você mais gosta!

- Mesmo, minha paixão? É por isso que te amo tanto…

- Sei, sei…

- Daqui a pouco te vejo, tá meu anjinho? – Vou te esperar ansiosa!

- Que bom! Agora me chama a patroa, tá?

Necessidade

Só parece que é mole.

Atrapalhado, como se viu nos amistosos durante a parada da Copa, na derrota para o Corinthians, o Inter volta a jogar no Beira-Rio neste domingo.

Vai encarar o Flamengo, lanterna da competição, que desandou nas mãos do técnico Nei Franco, beijou a lona no recomeço do Brasileirão e ficou na obrigação de reagir com a máxima urgência.

Um jogo que promete, que o time do técnico Abel Braga terá a volta de Aranguíz, talvez o acréscimo de Alex, e a necessidade de fazer os três pontos, se não quiser começar a virar participante na competição mais importante do nosso futebol.

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Derrota do Inter não foi nenhuma surpresa

18 de julho de 2014 17

Sem Aranguíz, sem Alex, o Inter foi o mesmo das capengas atuações nos amistosos na parada da Copa, perdeu para o Corinthians no reinício do Brasileirão e posições na tabela.

Desta vez, conseguiu a proeza de sofrer dois gols em menos de dez minutos, detalhe inaceitável para quem teve 30 dias de trabalho, de ajustes, tudo o que não se viu no Itaquerão.

Uma derrota preocupante, com várias atuações individuais desastradas, como foi o caso do estreante Wellington Silva, lugar por onde o Timão deitou e rolou.

Agora, mais atrasado do que estava, com a quase certa volta do chileno, o time do técnico Abel Braga vai encarar o lanterna Flamengo, domingo, no Beira-Rio. E sem o direito de dar sopa ao azar.

Preservação
É questão de bom senso. Marcado na paleta pela torcida, Barcos foi vaiado no anúncio da escalação e mais ainda quando saiu substituído no 0 a 0 com o Goiás.

Mas segue prestigiado por Enderson Moreira, muito questionado sobre o capitão na coletiva. Pelo andar da carruagem, o Pirata começa contra o Figueirense, amanhã, no Orlando Scarpelli. Mas, se continuar sem fazer gol, a chapa esquentará ainda mais. Para Barcos e para Enderson.

Brasileiro
Nada de estrangeiros. Apresentado como o novo coordenador-geral da Seleção, o gaúcho, ex-goleiro Gilmar Rinaldi, que jura por todos os santos ter abandonado a profissão empresário do futebol, promete botar a mão na massa.

Antes de ser anunciado, quem apareceu em público foi o ainda presidente José Maria Marin. Anunciou que, provavelmente, na terça-feira, espera acabar com o suspense sobre o novo técnico.

Mesmo sem dar pistas, o dirigente deixou escapar um detalhe que reduz as especulações: será um brasileiro. Diante disso, parece que a bola está entre Tite e Muricy Ramalho.

Ninguém poderia imaginar 
Com um esquema novo, de três zagueiros, o Flamengo se atrapalhou todo, saiu atrás, empatou, levou o segundo, perdeu para o Atlético-PR e fechou a rodada na lanterna.

Se a coisa já estava ruim nas bandas do Ninho do Urubu antes da parada da Copa, agora ficou ainda pior. A situação é tão tensa boa parte da torcida já pede a cabeça do técnico Ney Franco.

Merece virar vinheta 
Em jogo com cara de 0 a 0, o centroavante Neto Baiano decidiu arriscar quase do meio-campo. Acertou um chute maravilhoso, com a contribuição, é verdade, do goleiro Andrey, do Botafogo, adiantado e que ficou sem chance de trabalhar. Um golaço, uma obra de arte, que valeu três pontos para o Sport e muitos elogios ao autor.

Perguntinha
Quando o Grêmio vai começar a fazer gols?

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Inter vai encarar um caroço de abacate

17 de julho de 2014 6

Vai ser um bom vestibular. Logo mais, no Itaquerão, será a vez do Inter, 16 pontos, retomar o Brasileirão. Contra o Corinthians, que também somou 16 pontos na primeira fase da competição, que se reforçou na parada da Copa e que está ansioso pela primeira vitória na sua nova casa.

Na prática, a turma do técnico Abel Braga, sem Aránguiz. sem Alex, ainda sem vitória como visitante, vai encarar um caroço de abacate, daqueles que espalham otimismo, em caso de bom resultado, ou provocam uma preocupante queda na tabela. Em resumo, o Colorado entra em campo para somar ponto, jogar bom futebol e provar que está no páreo do caneco do Brasileirão.

Queda

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians, Divulgação

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians/Divulgação

A fila anda. Contratação por uma caminhão de dinheiro pelo Corinthians, o atacante Alexandre Pato ficou devendo, caiu em desgraça com a torcida e acabou sendo incluído numa troca com o São Paulo. No Morumbi, escalado uma pouco mais atrás, também deixou a desejar. Caiu tanto de produção que, no momento, virou reserva do time do técnico Muricy Ramalho.

E com a chegada de Kaká, tudo indica que o espaço, atualmente bem pequeno, ficará ainda menor. Uma pena que isso tenha acontecido com um jogador que pintou muito bem, com todas as credencias para fazer parte da Seleção e que, ainda muito jovem, está mais perto do time dos veteranos do que de um lugar na vitrine.

Pauleira
Fica difícil entender. O amistoso entre Pelotas e Cerâmica, segunda-feira, na Boca do Lobo, acabou em pancadaria generalizada. Após um desentendimento entre os jogadores, dentro de campo, coisa normal no futebol, um grupo de torcedores que adora se meter em encrencas invadiu o gramado e o pau cantou geral. Fato lamentável, que merece uma atitude séria, com urgência, da direção do Lobão e da federação.

Sobrando
É grande a diferença. Quem viu a goleada do Vasco sobre o Santa Cruz, na estreia de Kleber, certamente vai concordar que o clube carioca tem mais qualidade do que todos os outros participantes da Segundona.

Além do Gladiador, autor de um gol de pênalti, mas com atuação fraca, o Vascão conta no seu grupo com jogadores conhecidos, como o goleiro Martín Silva, reserva da seleção uruguaia na Copa, Diego Renan, Guiñazu, Fabrício, Pedro Ken e Douglas, todos com passagens em clubes de ponta. Aconteça o que acontecer, o time do técnico Adílson Batista está sobrando na turma.

Perguntinha
Os brasileiros aceitariam um argentino no comando da Seleção?

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Grêmio tem obrigação de somar três pontos contra o Goiás

16 de julho de 2014 5

Acabou a espera. Logo mais, depois de quase dois meses, o Grêmio – 6º colocado com 15 pontos – entra em campo para recomeçar a corrida atrás do caneco do Brasileirão.

Neste reencontro com o seu povo, na Arena, o Tricolor vai encarar o Goiás, sétimo na tabela, também com 15 pontos, e terá a estreia de Giuliano, a contratação mais festejada no Humaitá. Jogo importante, obrigatório para o time do técnico Enderson Moreira somar três pontos, mostrar que evoluiu na parada da Copa e que tem bala para encarar a dureza da competição.

Paciência

Bruno Alencastro/Agência RBS

Bruno Alencastro/Agência RBS

A receita é simples. Sem Aránguiz, sem Alex, o Inter tem uma parada bem complicada amanhã no Itaquerão. Vai enfrentar o Corinthians, que fez o mesmo número de pontos na primeira etapa do Brasileirão, que ainda não venceu dentro da sua nova casa e que sabe que é jogo de seis pontos.

Esse é daqueles jogos em que o importante é somar ponto. É hora de paciência, muita paciência, uma arma que pode desequilibrar o Timão e ajudar o time do técnico Abel Braga a seguir perto dos primeiros da tabela.

Pesquisa
Até o vendedor de pipocas tem chance. Mais perdidos do que cachorro em caminhão de mudança, os homens que mandam e desmandam na CBF, que não sabem nada sobre futebol, correm atrás de um técnico para a Seleção.

Pelas últimas notícias que chegam da sede da Barra da Tijuca, José Maria Marim e seus companheiros pesquisaram e sondaram alguns nomes nas últimas horas. Na lista, até o argentino Alejandro Sabella, numa prova de que não existe convicção nenhuma entre os dirigentes. Pelo jeito, o escolhido vai ser aquele que primeiro passar na frente da sede da entidade.

Guilhotina
Tem cara de guilhotina. Esse emprego de técnico da Seleção, cobiçado por qualquer profissional, é uma faca de dois gumes. O cargo rende belo salário, muita mídia, mas neste momento, com muita coisa pela frente, dá para se dizer, quase com certeza, que o escolhido não dura na função até a Copa de 2018, na Rússia.

Com os amistosos, as Eliminatórias, longo tempo pela frente, além de uma safra nada animadora de jogadores, o futuro chefe do vestiário brasileiro vai só esquentar o lugar para alguém.

Vitrine
Negócio quase fechado. Veloz, inteligente, jovem, o colombiano James Rodrígues fez cinco jogos de luxo na Copa. Marcou belos gols, desequilibrou, se candidatou a craque da competição e virou sonho de consumo dos grandes clubes europeus.

Quem chegou na frente foi o Real Madrid, que vai depositar R$ 211,5 milhões na conta do Mônaco, entregar o brasileiro Casemiro aos franceses e ficar com mais um diferenciado no elenco.

Perguntinha
Quem volta melhor no Brasileirão?

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Será que o Inter está pronto para retomar o Brasileirão?

15 de julho de 2014 17

Só o campo vai responder. Até quinta-feira, antes do jogo contra o Corinthians, no Itaquerão, o torcedor vai conviver com a dúvida se o Inter está pronto, em condições de brigar pelo Brasileirão, após as atuações capengas nos jogos preparatórios, contra adversários mais fracos do que aqueles que terá pela frente a partir da agora.

Claro que os desafios são diferentes, que a motivação de um jogo valendo é muito diferente de um amistoso, mas até a bola rolar, neste reinício de Brasileirão, quem veste vermelho tem motivos de sobra para desconfiar de que, pelo que aconteceu na parada Copa, o tempo não foi bem preenchido.

Mudança
Está pintando novidade. Pelas últimas notícias, o Grêmio recomeça o Brasileirão, amanhã, na Arena, contra o Goiás, com um zagueiro, Saimon,  na função de lateral-esquerdo, como se viu em muitas seleções que disputaram a Copa e, na maioria dos casos, funcionou muito bem.

Apesar de usar preferencialmente o pé direito, o escolhido do técnico Enderson Moreira tem qualidade para desempenhar a função, facilitar a vida dos volantes, acrescentar estatura na bola aérea defensiva e causar menos desgaste na marcação para aqueles que precisam atacar.

Politicagem

AFP

AFP

Discordar não é pecado. Verdade que Messi é o melhor jogador do planeta na atualidade, mas quem assistiu aos jogos da Copa, com toda a certeza, vai concordar que o gringo, apesar de ter feito a diferença da Argentina em alguns jogos, mostrou muito menos do que é capaz e não merecia ser eleito, como foi, o craque do Mundial.

Se a escolha tivesse sido mais técnica, menos política, o troféu deveria estar nas mãos do habilidoso Robben, que roubou a cena com gols, dribles, velocidade, ou até o colombiano James Rodríguez, outro que jogou uma bola redonda e acabou a competição muito valorizado.

Carta
Era pule de dez. Consciente de que o trabalho deixou a desejar, o técnico Luiz Felipe Scolari esfriou a cabeça após a goleada sofrida para a Holanda e fez aquilo que deveria fazer: entregou seu pedido de demissão.

Agora, enquanto José Maria Marin e sua turma correm atrás de um substituto, Felipão vai passar um tempo longe dos holofotes, pesando os prós, os contras, preparando-se para futuros desafios.

Qualidade
Devagar com o andor. Se alguém pensa que a simples troca de comando técnico vai deixar a Seleção mais forte, pronta para encarar as Eliminatórias e fazer bonito em 2018, está redondamente enganado.

Verdade que Luiz Felipe Scolari cometeu erros, contribuiu para o fracasso, mas a maior das verdades é que estamos cheio de jogadores comuns. Assim, ninguém chega a lugar algum.

Perguntinha
Quem foi o perna-de-pau da Copa?

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Venceu o time mais regular

14 de julho de 2014 8

Ficou em boas mãos. Numa decisão de muita marcação, chances de gols dos dois lados, Alemanha e Argentina empataram em 0 a 0 no tempo normal. Empurraram a decisão para a prorrogação. Após um primeiro tempo de superioridade, mas também sem gols, os alemães finalmente marcaram.

O autor da façanha foi um reserva, Götze, que tirou proveito do cansaço físico argentino, apareceu no lugar certo, na hora certa e acertou um chute que só parecia fácil. Verdade que o time do técnico Joachim Low não foi brilhante sempre, mas foi, de longe, o mais regular de todos que estiveram no Brasil, com um coletivo invejável, algumas individualidades que renderam muito e que proporcionaram um final merecido nesta Copa de 2014.

Dormindo no gelo

A sorte anda junto com os bons. Sem Khedira, que atirou a toalha após o aquecimento, o técnico Joachim Low optou por Kramer, que deu conta do recado, até precisar ser substituído, ainda no primeiro tempo, após um choque de jogo com um defensor argentino.

Mas o grande lance do comandante germânico veio depois. Acertou a mão ao escolher Götze para entrar no lugar de Klose, o maior goleador de Copas.

O menino marcou o gol da vitória, do título, saiu como herói e provou que chefe do vestiário, além de competente, tem muita estrela.

Água de salsicha

Acabou pior do que estava. Na despedida da Copa, a Seleção foi, mais uma vez, goleada. Levou 3 a 0 de uma Holanda desgastada - jogou duas prorrogações seguidas -, saiu vaiada e com a certeza de que vai precisar reinventar um jeito de voltar a ser respeitada.

Num jogo com cara de missa de 7º dia, o time do técnico Luiz Felipe Scolari sofreu o primeiro gol logo após cantar o hino, o segundo logo depois e o terceiro quase na hora do banho. Agora, é hora da faxina, que precisa começar na sala dos dirigentes e terminar no vestiário. Sem ela, vamos passar quatro anos correndo atrás da máquina, esperando o momento de participar e fracassar na Rússia em 2018.

Lógica

É questão de lógica. Até as paredes sabem que Luiz Felipe Scolari é dono de muitos títulos, de trabalhos qualificados, que não foi o único culpado por tudo o que aconteceu.

Mas o momento é de agradecer aos homens da CBF pela oportunidade, limpar o armário, acertar as contas e tirar da cabeça qualquer possibilidade de seguir no comando da Seleção. Agora é hora de dar um tempo, sair de campo, ficar longe dos holofotes. E escolher a dedo seu novo endereço de trabalho.

Melhores

É hora dos melhores. A Seleção da Copa ficou assim na visão da coluna: Neuer (Alemanha); Lahm (Alemanha), González (Costa Rica), Garay (Argentina) e Blind (Holanda); Mascherano (Argentina), Schweinsteiger (Alemanha), Valbuena (França) e Jámes Rodríguez (Colômbia); Robben (Holanda) e Messi (Argentina).

Entre todos, quem mais se destacou, fez a diferença, foi o holandês Robben, merecedor do título de craque da competição.

Padrão Fifa

AFP

AFP

Com a sua seleção alevantando o caneco no Maracanã, a torcedora alemã era o símbolo da alegria (e da saúde), ontem.

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