Mais um fracasso. Com a bolinha de sempre, preocupado apenas em se defender, o Grêmio resistiu até a metade do segundo tempo, quando ficou sem gás, levou sufoco, sofreu um gol, perdeu para o Santa Fe, deu adeus ao sonho do tri e acumulou a segunda decepção na temporada.
Agora, mais do que nunca, o Tricolor vai ter que fazer uma minuciosa avaliação para descobrir as causas do futebol que sumiu, tudo para tentar salvar o ano no sempre complicado Brasileirão.
Acelerador
Ficou mais do que provado.
Quem viu a atuação do Inter na vitória sobre o Santa Cruz, quarta-feira, na Serra, certamente concluiu que Dunga está fazendo churrasco sem carne e que chegou a hora da direção definir os nomes e bater o martelo nas contratações.
Com o time atual, que tem dificuldades para superar adversários bem menos qualificados, além do fato de ter que atuar sempre como visitante, o Colorado está muito longe de ser visto como candidato a um título que não ganha desde 1979.
Assalto
A banca paga e recebe.
Muito mais ajudado do que prejudicado nos últimos anos, o Corinthians sentiu na pele, na frente do seu povo, a dor de ser assaltado pela arbitragem, que anulou um gol legítimo, deixou de assinalar um pênalti, proibiu o Timão de derrotar o Boca e custou a eliminação da Libertadores.
A desastrada atuação de Carlos Amarilla, de seus auxiliares, como não poderia deixar de ser, provocou berros dos dirigentes, do técnico Tite, da maioria dos jogadores, da torcida, que desta vez, ao contrário dos muitos benefícios que já teve, pediu a cabeça do paraguaio numa bandeja para os homens da Conmebol.
Virada
Em casa, com a maioria da torcida, melhor retrospecto, vantagem do empate, o Vélez cochilou, perdeu para o Newell's e aumentou a lista de surpresas na Libertadores.
Agora, o sobrevivente do duelo argentino no meio da semana vai encarar outro clássico, contra o Boca, quando mais uma vez entra em campo como azarão, mas com moral batendo nas nuvens.
Maestro
Ainda comemorando o paranaense, o Coritiba, acostumado a fazer bonito na Copa do Brasil, foi até Manaus, levou um sonoro 4 a 1 do Nacional e vai ter que tirar sangue das unhas para reverter.
A esperança para que tudo se modifique chama-se Alex, o maestro do time, que ficou de fora e deixou a turma do técnico Marquinhos Santos mais perdida do que cachorro em tiroteio.
Perguntinha: Até quando o Boca vai derrubar brasileiros?

