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Posts na categoria "Copa do Mundo 2014"

Será que o Inter está pronto para retomar o Brasileirão?

15 de julho de 2014 17

Só o campo vai responder. Até quinta-feira, antes do jogo contra o Corinthians, no Itaquerão, o torcedor vai conviver com a dúvida se o Inter está pronto, em condições de brigar pelo Brasileirão, após as atuações capengas nos jogos preparatórios, contra adversários mais fracos do que aqueles que terá pela frente a partir da agora.

Claro que os desafios são diferentes, que a motivação de um jogo valendo é muito diferente de um amistoso, mas até a bola rolar, neste reinício de Brasileirão, quem veste vermelho tem motivos de sobra para desconfiar de que, pelo que aconteceu na parada Copa, o tempo não foi bem preenchido.

Mudança
Está pintando novidade. Pelas últimas notícias, o Grêmio recomeça o Brasileirão, amanhã, na Arena, contra o Goiás, com um zagueiro, Saimon,  na função de lateral-esquerdo, como se viu em muitas seleções que disputaram a Copa e, na maioria dos casos, funcionou muito bem.

Apesar de usar preferencialmente o pé direito, o escolhido do técnico Enderson Moreira tem qualidade para desempenhar a função, facilitar a vida dos volantes, acrescentar estatura na bola aérea defensiva e causar menos desgaste na marcação para aqueles que precisam atacar.

Politicagem

AFP

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Discordar não é pecado. Verdade que Messi é o melhor jogador do planeta na atualidade, mas quem assistiu aos jogos da Copa, com toda a certeza, vai concordar que o gringo, apesar de ter feito a diferença da Argentina em alguns jogos, mostrou muito menos do que é capaz e não merecia ser eleito, como foi, o craque do Mundial.

Se a escolha tivesse sido mais técnica, menos política, o troféu deveria estar nas mãos do habilidoso Robben, que roubou a cena com gols, dribles, velocidade, ou até o colombiano James Rodríguez, outro que jogou uma bola redonda e acabou a competição muito valorizado.

Carta
Era pule de dez. Consciente de que o trabalho deixou a desejar, o técnico Luiz Felipe Scolari esfriou a cabeça após a goleada sofrida para a Holanda e fez aquilo que deveria fazer: entregou seu pedido de demissão.

Agora, enquanto José Maria Marin e sua turma correm atrás de um substituto, Felipão vai passar um tempo longe dos holofotes, pesando os prós, os contras, preparando-se para futuros desafios.

Qualidade
Devagar com o andor. Se alguém pensa que a simples troca de comando técnico vai deixar a Seleção mais forte, pronta para encarar as Eliminatórias e fazer bonito em 2018, está redondamente enganado.

Verdade que Luiz Felipe Scolari cometeu erros, contribuiu para o fracasso, mas a maior das verdades é que estamos cheio de jogadores comuns. Assim, ninguém chega a lugar algum.

Perguntinha
Quem foi o perna-de-pau da Copa?

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Venceu o time mais regular

14 de julho de 2014 8

Ficou em boas mãos. Numa decisão de muita marcação, chances de gols dos dois lados, Alemanha e Argentina empataram em 0 a 0 no tempo normal. Empurraram a decisão para a prorrogação. Após um primeiro tempo de superioridade, mas também sem gols, os alemães finalmente marcaram.

O autor da façanha foi um reserva, Götze, que tirou proveito do cansaço físico argentino, apareceu no lugar certo, na hora certa e acertou um chute que só parecia fácil. Verdade que o time do técnico Joachim Low não foi brilhante sempre, mas foi, de longe, o mais regular de todos que estiveram no Brasil, com um coletivo invejável, algumas individualidades que renderam muito e que proporcionaram um final merecido nesta Copa de 2014.

Dormindo no gelo

A sorte anda junto com os bons. Sem Khedira, que atirou a toalha após o aquecimento, o técnico Joachim Low optou por Kramer, que deu conta do recado, até precisar ser substituído, ainda no primeiro tempo, após um choque de jogo com um defensor argentino.

Mas o grande lance do comandante germânico veio depois. Acertou a mão ao escolher Götze para entrar no lugar de Klose, o maior goleador de Copas.

O menino marcou o gol da vitória, do título, saiu como herói e provou que chefe do vestiário, além de competente, tem muita estrela.

Água de salsicha

Acabou pior do que estava. Na despedida da Copa, a Seleção foi, mais uma vez, goleada. Levou 3 a 0 de uma Holanda desgastada - jogou duas prorrogações seguidas -, saiu vaiada e com a certeza de que vai precisar reinventar um jeito de voltar a ser respeitada.

Num jogo com cara de missa de 7º dia, o time do técnico Luiz Felipe Scolari sofreu o primeiro gol logo após cantar o hino, o segundo logo depois e o terceiro quase na hora do banho. Agora, é hora da faxina, que precisa começar na sala dos dirigentes e terminar no vestiário. Sem ela, vamos passar quatro anos correndo atrás da máquina, esperando o momento de participar e fracassar na Rússia em 2018.

Lógica

É questão de lógica. Até as paredes sabem que Luiz Felipe Scolari é dono de muitos títulos, de trabalhos qualificados, que não foi o único culpado por tudo o que aconteceu.

Mas o momento é de agradecer aos homens da CBF pela oportunidade, limpar o armário, acertar as contas e tirar da cabeça qualquer possibilidade de seguir no comando da Seleção. Agora é hora de dar um tempo, sair de campo, ficar longe dos holofotes. E escolher a dedo seu novo endereço de trabalho.

Melhores

É hora dos melhores. A Seleção da Copa ficou assim na visão da coluna: Neuer (Alemanha); Lahm (Alemanha), González (Costa Rica), Garay (Argentina) e Blind (Holanda); Mascherano (Argentina), Schweinsteiger (Alemanha), Valbuena (França) e Jámes Rodríguez (Colômbia); Robben (Holanda) e Messi (Argentina).

Entre todos, quem mais se destacou, fez a diferença, foi o holandês Robben, merecedor do título de craque da competição.

Padrão Fifa

AFP

AFP

Com a sua seleção alevantando o caneco no Maracanã, a torcedora alemã era o símbolo da alegria (e da saúde), ontem.

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Alemanha é favotira para levar o caneco

12 de julho de 2014 10

Final é jogo complicado. De um lado, a Alemanha, algoz brasileira, com um coletivo invejável. Do outro, a Argentina, esforçada, priorizando a parte defensiva, que tem o único diferenciado desta Copa.

Mas, como sempre acontece, tem favorita. Pela goleada e pelo belo futebol, os alemães entram com as melhores chances. Não significa que vão levar. Mas a lógica diz que é obrigação apontar o time do técnico Joachim Löw como o mais provável dono do caneco.

Fechadinha

Vai acontecer de novo. Quem viu a dramática vitória sobre a Holanda nos pênaltis, tem a certeza de que tudo será repetido. Mesmo que do lado alemão não exista um jogador que mereça marcação especial, homem a homem, é fácil de adivinhar que a Argentina será muito mais defesa do que ataque.

Matreiro e consciente, o técnico Alejandro Sabella vai fechar seu time, com muito esforço dos volantes e atenção redobrada dos zagueiros. Tudo para evitar o prejuízo de sair atrás e ter que abrir espaços ao adversário.

Evidentemente que os argentinos também vão tentar atacar. E, para isso, contam com Di Maria, aparentemente recuperado, e Messi, o mais talentoso de todos os que vão estar em campo neste fim de festa.

Grana

Quem ganhar no tempo normal, na prorrogação, ou nos pênaltis, recebe mais. Neste sábado, no Mané Garrincha, em Brasília, tem Brasil e Holanda, um jogo que, se dependesse da vontade dos jogadores das duas seleções, nem seria realizado. No papel, vale o terceiro lugar, prêmio que não serve para coisa alguma.

Mais abalado do que os holandeses, os brasileiros devem entrar em campo com um time diferente daquele que deixou o torcedor envergonhado, quando levou 7 a 1 dos alemães. É o penúltimo ato de uma Copa que deixa marcas positivas dentro e fora de campo. E um jogo com cara de missa de 7º dia para os torcedores amarelos e laranjas.

Aumento

Sorte que já estava assinado. Antes da Copa, o zagueiro David Luiz foi liberado pelo Chelsea, da Inglaterra, ao PSG, da França, por US$ 86 milhões (cerca de R$ 193 milhões). No novo clube, o brasileiro, que recebia R$ 440 mil mensais na Inglaterra, vai receber R$ 1,1 milhão a cada 30 dias. A conta bancária agradece…

Italiano

É tudo com o italiano. Após três jogos, todos com boa atuação, Nicola Rizzoli, 42 anos, foi o escolhido para apitar a grande final de domingo entre Alemanha e Argentina, no Maracanã. Se alguém não se lembra, o apitador esteve presente em dois jogos dos argentinos: contra a Bélgica, em Brasília, e contra a Nigéria, em Porto Alegre. E atuou na goleada da Holanda sobre a Espanha, em Salvador.

Além de tudo isso, Nicola Rizzoli é árbitro da Fifa desde 2007 e está em sua primeira Copa do Mundo. Ele dirigiu jogos da Eurocopa de 2012 e comandou a final da Liga dos Campeões do ano passado, entre Bayern e Borussia. Pelo currículo, o espetáculo está em muito boas mãos.

Clic

Reprodução Instagram

Reprodução Instagram

Não é só dentro de campo que a Costa Rica surpreendeu na Copa. A jornalista Jale Berahimi, 28 anos, esteve no Brasil para cobrir o Mundial. Vai deixar saudades em muitos repórteres, jogadores e técnicos ao voltar para o país da América Central.

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Mudanças

11 de julho de 2014 7

Tem pinta de pule de dez.
Após a bangornada sofrida contra a Alemanha, tudo indica, apesar de nada ter sido anunciado, que a Seleção vai enfrentar a Holanda, em Brasília, amanhã, com uma escalação bem alterada.

Por mais que tenha feito esforço em consolar os seus jogadores, como fez em duas entrevistas, a tendência é de que muitos dos que estiveram em campo sejam preservados.

Pelo abalo mental que um 7 a 1 representa.

Mas, acima de tudo, pela bola que não apresentaram.

 Vipcomm

Vipcomm

Arquibancada
Nunca aconteceu antes.

Pela primeira vez na vida, longe da maioria do seu povo, a Alemanha vai jogar com tanta torcida.
A enorme rivalidade entre brasileiros e argentinos deixa a certeza de o time alemão terá maioria no Maracanã.
Se vai fazer diferença, se vai dar certo, é outra questão.
Mas pelo medo de ver os argentinos comemorar o caneco na nossa casa, não é de duvidar que muitos brasileiros estejam, nas últimas horas, até apresentando o hino germânico.

Desprezo

Divulgação

Divulgação

Vale uma reflexão.
Abatido com o fim do sonho de chegar na final, como não poderia deixar de ser, o holandês Van Gaal, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, desprezou a disputa pelo terceiro lugar, amanhã, em Brasília, contra o Brasil.
E foi enfático.

- O pior de tudo é que você tem a chance de perder duas vezes em um torneio que você fez excelente campanha e acaba indo embora como perdedor. Nas etapas finais de um torneio, não deveria haver jogo pelo terceiro lugar, porque só há um prêmio, que é o de ser campeão.

No fundo, o técnico da Holanda tem inteira razão.

Toalha
É esperar e conferir.
Alguns poucos muito bem informados sobre os bastidores da Seleção garantem que o técnico Luiz Felipe Scolari não vai esperar pelo aviso que está demitido.

Juram que, semana que vem, ele mesmo vai se demitir, facilitando a vida daqueles que o colocaram no cargo.
Inteligente, consciente de que a pressão é enorme, Felipão vai evitar o cartão vermelho.

Despesa
Essa não estava no cardápio.

De acordo com o seu Programa de Proteção a Clubes, a Fifa vai ter que arcar com o salário base de Neymar após os 28 primeiros dias que ele ficar fora de campo.

Pelas informações que chegaram da Espanha, o brasileiro embolsa R$ 15,3 milhões anuais.
Isso significa dizer que a dona da Copa terá que pagar, ao Barcelona, nada menos do que R$ 42.116, por dia.

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Chegou o mais copeiro

10 de julho de 2014 14

Apesar de ter sido dominada na maior parte do tempo, de ter ficado sem pernas na prorrogação, a Argentina fez aquilo que qualquer um faria numa decisão em que se considerava inferior: defendeu-se com qualidade. Levou a decisão contra a Holanda para os pênaltis. E, nos tiros diretos, acabou sendo mais competente.

O goleiro Romero fez duas defesas, enquanto Cilessen, preterido pelo técnico holandês contra a Costa Rica, provou que não é seu forte a decisão da marca da cal. Agora, os barulhentos argentinos vão para a grande final. Mais uma vez como azarões, mas acreditando que o futebol não tem lógica.

Favorita

Verdade que não existe jogo jogado. Mas pelo que se viu nas semifinais, pela economia de fôlego – jogou só um tempo contra o Brasil -, a Alemanha chega na grande final, domingo, no Maracanã, com o rótulo de favorita. Está com o moral nas nuvens, muito mais inteira do que a Argentina e com um coletivo que funciona melhor do que a adversária.

Mesmo contra o talento de Messi, capaz de decidir num único lance, os alemães estão mais perto de agarrar o caneco mais cobiçado do planeta.

Braçadeira

AFP

AFP

Fez mal a braçadeira. Verdade que ninguém perde sozinho no futebol, mas um dos piores em campo, contra a Alemanha, foi o zagueiro David Luiz. Sempre fora do lugar, longe dos lances que acabaram nas redes de Julio Cesar, o capitão brasileiro cumpriu uma jornada de peladeiro.

Pelo que se viu, talvez esse comportamento tenha sido a causa de sua saída do Chelsea, com o aval do técnico José Mourinho.

Lamentável

Acredite quem quiser. Profundo conhecedor de vestiário, Cafu, capitão do Tetra, decidiu dar uma força aos abalados meninos da Seleção após o fracasso contra a Alemanha.

No meio da missão, foi convidado pelo chefe da segurança da CBF, que cumpria ordens do presidente José Maria Marin, a se retirar do local, sob a alegação de que era proibido a presença de estranhos. Mesmo autorizado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o ex-lateral acatou a lamentável ordem.

Perdemos motivados

Como não poderia deixar de ser, a ausência de Neymar transformou a concentração da Seleção. Todos os dias, a todo momento, aflorava a motivação. Era nos treinos, na hora das refeições, acima de tudo no aquecimento.

E o que se viu foi um grupo tenso, preocupado, atônito, incapaz de reagir. Quando o papo passa do limite, como foi o caso, o resultado, ao contrário de embalar, provoca efeito contrário. Justamente como se viu no atropelamento que sofremos diante da Alemanha.

Nem nas tragédias o brasileiro perde o humor

Após a pancada diante da Alemanha, encontrei o Djalma, escorado numa parede do prédio da RBS. E ele não perdeu tempo.

-Pelo menos desta vez não teve sofrimento! – avisou o amigo.

-Como assim? – questionei.

-Sofremos para ganhar da Croácia, sofremos para empatar com o México, sofremos para derrotar o Chile e a Colômbia! Agora foi sofrimento… – explicou.

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Derrota que ninguém mais vai esquecer

09 de julho de 2014 38

Foi uma humilhação. Contra um adversário de qualidade, a Seleção afundou como o Titanic. Levou um banho de bola, uma goleada por 7 a 1 e mandou o torcedor embora chorando de vergonha. Perdeu o rumo ainda no primeiro tempo, quando sofreu cinco gols em 18 minutos.

Uma derrota que nunca mais ninguém vai esquecer, que arranha o currículo de muita gente, e prova que precisamos nos reinventar naquilo que já fomos os melhores. Esse Mineiraço deixa cicatrizes profundas, mas serve para que se possa tirar lições e tentar salvar, com quatro anos de antecedência, a Copa de 2018.

Jóquei
Faltou Neymar, faltou Tiago Silva, mas o que mais faltou foi jóquei.

Após cinco atuações capengas, sem o melhor da defesa, sem o craque do time, a hora era de fechar o time. Mas o técnico Luiz Felipe Scolari esqueceu a cartilha. Optou por um time faceiro, com dois volantes, montou muito mal, viu a Alemanha passear em campo.  Verdade que o futebol é um esporte coletivo, que todos ganham, todos perdem, mas quando se pensa errado, como foi o caso, o fracasso é inevitável.

Favorita
Pouco importa o adversário. Afinada do goleiro ao último atacante, com opções das mais interessantes no banco, a Alemanha entra na final da Copa, domingo, no Maracanã, contra Argentina ou Holanda, na condição de favorita.

Não vai ser tão fácil como foi contra os brasileiros. Mas só uma grande surpresa pode tirar o caneco dos qualificados alemães.

Equilíbrio
Alguns jogos são diferentes. É o caso deste Argentina e Holanda, nesta quarta-feira, no Itaquerão, em São Paulo. De um lado, Messi, simplesmente o melhor do mundo, dono de um repertório inesgotável, craque de verdade.

Do outro, Robben, que faz uma Copa irreparável, com um fôlego de gato e uma habilidade acima da média. São os dois diferenciados, aqueles que podem decidir num único lance, que carregam as maiores esperanças de torcedores argentinos e holandeses. Tudo pode acontecer.

Certo mesmo é que apenas um deles vai estar no Maracanã, domingo, para tentar agarrar o caneco. E que a casa vai estar cheia, pintada de azul, de laranja, sob os olhares atentos dos cardiologistas.

Alguém precisava dizer
Visto por muitos como o vilão da eliminação da Itália, o técnico Cesare Prandelli não escapou da curiosidade dos jornalistas.

Todos queriam saber o que aconteceu, a opinião do comandante sobre jogadores, pormenores que raramente são noticiados durante a competição.

E o que mais chamou a atenção foi a franqueza sobre Mário Balotelli, o atacante da Azurra.

- Mario não é um campeão, é um jogador que tem fotos. Quando nos despedimos, eu disse que, se ele quer se tornar o que pensa, deve viver na realidade e não em um mundo paralelo.

Tem tudo para dar certo
Nas próximas horas, o Grêmio deve anunciar mais uma contratação: o atacante Fernandinho.

Liso, inteligente, atuante do meio para a frente, chega para ser titular.
E para aumentar a velocidade de um time que quase não marca gols de contra-ataque.

Padrão Fifa

Tasso Marcelo / AFP

Tasso Marcelo / AFP

No Itaqueirão, não sei se a Aregentina vai mandar bem. Mas, nas areias de Copacabana, pode ter certeza de que as hermanas estão batendo um bolão.

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Brasil precisará de um empurrão da arquibancada

08 de julho de 2014 9

Vamos precisar das arquibancadas. Sem Neymar, sem Tiago Silva, a Seleção decide nesta terça-feira, no Mineirão, se vai ao Maracanã, brigar pelo caneco, ou se vai para o Mané Garrincha disputar o terceiro lugar na Copa.

Até as paredes sabem que a Alemanha, adversária nesta semifinal, é caroço de abacate.
Tem um time de qualidade, entrosado, com jogadores acostumados com esse tipo de desafio. Mas vamos acreditar na camisa, nos jogadores que estarão em campo e, acima de tudo na força do torcedor.

É um jogo complicado, que vai exigir paciência, determinação, superação.
Daqueles que, com a força do empurrão, da garganta de um Mineirão lotado, pode nos colocar na final.

Acredita, Brasil!

AFP

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Diferenciados
Qualquer previsão é temerária. Essa decisão entre Argentina e Holanda, quarta-feira, no Itaquerão, tem dois diferenciados.  Um de cada lado.

No lado argentino, Messi, o dono do maior repertório do planeta bola, capaz de desequilibrar num único lance, mesmo que esteja jogando muito menos do que sabe e pode.

No lado holandês, Robben, que tem cara de velho, jeito de velho, mas fôlego de gato, uma habilidade incomum e uma velocidade que representa perigo ao adversário sempre que tem a bola aos seus pés.

Aliás, com o adeus prematuro de Neymar, o sobrevivente da batalha que vai apontar o finalista, fica próximo de faturar o título de craque do Mundial.

Decepção
Muita gente afundou. De todos que desfilaram na Copa, porém, ninguém está devendo mais do que o atacante Van Persie.

Apesar do golaço contra a Espanha, que merece concorrer ao mais bonito do Mundial.  Nos dois últimos jogos, o dono da camisa 9 parecia peixe fora d’água.

Se mexeu pouco, perdeu chances imperdíveis, andou muito abaixo do esperado.  Mas é muito bom jogador, qualificado, capaz de achar o furo da bala nesta reta final e ajudar a Laranja a botar a mão no título que nunca ganhou.

Melhores
Só para não passar batido. A coluna escolheu os melhores das oitavas e quartas-de-final.
Aí vai: Neuer (Alemanha); Lahw (Alemanha), González (Costa Rica), David Luiz (Brasil) e Vertonghen (Bélgica); Kuyt (Holanda), Schweinsteiger (Alemanha), Valbuena (França) e Jámes Rodriguez (Colômbia); Robben (Holanda) e Di Maria (Argentina).

Fraquinho
Deixou a desejar. Pelo que deu para ouvir, através do Luiz Henrique Benfica, que não tirou os olhos do gramado, o Grêmio andou muito abaixo do que se imaginava no amistoso contra o Londrina.

Teve dificuldades com os titulares, não achou o rumo com os reservas e mostrou que vai precisar de ajustes nos próximos dias para voltar com tudo no reinício do Brasileirão.

Dá para se afirmar, quase sem nenhuma margem de erro, que os dois testes no Paraná nada contribuíram.

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Felipão vai precisar da Nossa Senhora do Caravaggio

07 de julho de 2014 8

Ficou bem mais complicado. Com Neymar, nosso único diferenciado, a Seleção passou sufoco contra o Chile e Colômbia. Sem o camisa 10, mais a ausência do zagueirão Thiago Silva, vamos enfrentar a maior de todas as pedreiras: a Alemanha.

Poucos dias, que parecem uma eternidade para o técnico Luiz Felipe Scolari. Felipão precisa baixar a biblioteca, achar o jeito de montar um time que possa ser equilibrado, render mais e ultrapassar o penúltimo obstáculo para sonhar com a conquista do hexa.

Tarefa das mais complicadas para o comandante brasileiro. Com certeza, o gringo vai precisar, como nunca, da Nossa Senhora do Caravaggio.

Apertado
Já era esperado. Ainda sem brilho, a Argentina fez o que dela se esperava. Largou com o pé no acelerador, abriu o marcador e depois tratou de marcar forte com o seu exército de jogadores do meio para trás. Suportou a pressão da bola alta, despachou a badalada Bélgica e chegou onde não chegava faz muito tempo.

Agora o sapato vai apertar, contra a Holanda, que é mais qualificada do que todos os adversários dos argentinos. Se quiser bater o ponto no Maracanã, dia 13, Messi e sua turma terão de jogar mais, bem mais do que mostraram no sábado.

Decepção
Terminou nos pênaltis. No tempo normal, na prorrogação, a favorita Holanda foi bem superior. Criou as melhores chances, que não foram tantas assim, mas pecou pela incompetência ou parou no goleiro Navas, eleito com méritos o cara do jogo.

A decisão que servia para apontar o último semifinalista, contra a corajosa Costa Rica, terminou igual, sem gols. Antes dos pênaltis, o técnico holandês aprontou uma surpresa: sacou o goleiro titular Cillessen pelo reserva Krul. E o rapaz que passou quase o tempo todo na casamata pegou duas cobranças, ajudou a Laranja na conquista da vaga.

Agora é contra a Argentina, que também está devendo. Em outras palavras, um jogo imprevisível, aberto e que vai ficar nas mãos de quem errar menos.

Dorme no gelo…
Valeu o ingresso. Quem viu o bom jogo entre Holanda e Costa Rica certamente ficou feliz da vida com a atuação do goleiro Navas. Calmo, dono de uma estatura que não é a ideal para quem trabalha na posição, ele só não fez chover em Brasília. Pegou tudo, contou com a sorte, mostrou que é do ofício. Mais um nome certo para brigar por lugar na seleção da Copa.

Verdade
Pintou a hora da verdade. Criticado pela maioria da nação azul, o atacante Barcos agora não tem mais desculpas.

No recomeço do Brasileirão, quando ainda será escalado como titular, ele volta a ter a companhia de Luan, que não é pouco. E, em seguida, também ganha a companhia de Giuliano. Com dois jogadores que chegam fácil na frente, não deixam o homem mais adiantado desamparado, o gringo vai ter que começar a fazer gols. Se não aproveitar, dança…

Tomando água da salsicha…
Serviu para quase nada. No encerramento dos treinos em terras catarinenses, o Inter entrou em campo para encarar o Joinville.

Sem os brigões D’Alessandro e Willians, por decisão do técnico Abel Braga e, certamente, com o aval da direção. Sobrou esforço, correria, mas faltou futebol dos dois. Empate em 0 a 0, preocupante, para quem vai voltar ao Brasileirão na semana que vem, contra o Corinthians, em Itaquera.

Até prova em contrário, o tempo dedicado aos ajustes, tão necessários, não foi bem aproveitado.

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Com a lesão de Neymar, a chance do Brasil diminui 50% contra a Alemanha

05 de julho de 2014 16

Poderia ser menos sofrido.
Num jogo em que Neymar jogou muito pouco, a Seleção foi melhor do que vinha sendo, acima de tudo no primeiro tempo. E, se o craque do time andou longe do que sabe, a zagueirada fez as honras da casa.

Primeiro, com Tiago Silva, de joelho, após a cobrança de escanteio. Depois, com David Luiz, numa batida de falta.

Quando tudo parecia definido, veio o susto. A Colômbia diminuiu num pênalti, com Jámes Rodriguez, partiu com tudo, transformou os últimos minutos num pânico para o torcedor, para o técnico Luiz Felipe Scolari, que encheu o time de defensores. Mas passamos.

Agora, é contra a Alemanha. Pedreira pura, muito mais complicado do que foi contra chilenos e colombianos. Com a lesão de Neymar, a chance do Brasil diminui 50%. Fica pendurado no pincel, e vai para uma guerra com uma escova de dentes.

Gigante
Faltou pouco para ser perfeito.

Aparentemente aliviado, o zagueiro Tiago Silva fez uma atuação de luxo. Marcou um gol, ganhou a maioria das disputas com os homens mais adiantados da Colômbia, comandou com gritos, gestos e liderança os companheiros. Só não foi impecável pelo cartão amarelo que rendeu a suspensão contra a Alemanha.

Esforço
Ficou em boas mãos.

Sem dar espetáculo, como em quase todos os jogos anteriores, a Alemanha fez a sua parte.
Abriu o marcador no começo do jogo, recuou, administrou e quando foi ameaçada pela França, contou com outra atuação de luxo do goleiraço Neuer.

Uma vitória no limite, com esforço, suor, contra um adversário que lutou, não atirou a toalha em momento algum e que deixa a turma do bom técnico Joachim Löw ainda mais forte nesta reta final da Copa.

Corrido
Esse páreo está corrido.

Maior surpresa da Copa, adotada por muita gente, a Costa Rica, que desbancou Itália, Inglaterra e Uruguai na primeira fase, despachou a Grécia no mata, agora vai ter um desafio e tanto.

Desta vez, vai topar contra a Holanda, quatro vitórias – Espanha, Austrália, Chile e México -, bom futebol, vista como uma das mais cotadas, com jogadores que podem desequilibrar num único lance.

Verdade que não existe jogo jogado. Mas esse, seja nos acréscimos, nos pênaltis ou até na moeda, marca a despedida dos costa-riquenhos.

Favorita
Tem tudo para ser um jogão.

Apesar de ainda estarem em débito, Argentina e Bélgica prometem um baita espetáculo. É jogo para casa cheia no Mané Garrincha, em Brasília, que vai definir quem segue e quem fica pelo caminho na Copa.

Favoritismo dos argentinos, muito pelo Messi, o único diferenciado que estará em campo. Mesmo que esteja jogando menos do que normalmente acontece, o dono da camisa 10 do Alejandro Sabella é daqueles que pode desequilibrar. Aliás, como fez até agora.

Dormindo no Gelo
Nem poderia ser diferente.

Técnico, inteligente, o meia Giuliano, a contratação mais festejada do ano nas bandas do Humaitá, começou bem com a camisa do Grêmio.

Se mexeu por todos os lugares onde existia espaço, tratou bem da bola, acabou aprovado pelo técnico Enderson Moreira e pela imprensa que assistiu a vitória sobre o Maringá. Com mais entrosamento, melhor preparo, deve render ainda mais e melhor. Pelo jeito, é uma contratação que vai dar certo.

Padrão Fifa

AFP

AFP

Beleza atrai beleza. Se o poeta nunca disse isso, é porque não assistiu à Alemanha x França. Três belas alemãs não se importaram com a rivalidade do jogo e posaram junto com uma francesa.

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Decisão

04 de julho de 2014 16

Menos choro, mais bola.

É isso que o torcedor quer ver, nesta sexta-feira, da Seleção, que enfrenta a Colômbia, em mais uma decisão. Claro que é jogo cabeludo, parecido com o último, diante do Chile, quando precisamos dos pênaltis e do goleiro Julio Cesar.

Tomara que, desta vez, o herói não seja aquele que atua com o uniforme diferente dos outros dez. É agora, na hora de a onça beber água, que o time do técnico Luiz Felipe Scolari precisa embalar.

Se jogar mais do que tem jogado, a tarde vai terminar bem, com classificação entre os quatro. Mas se voltar a ser capenga, como foi até agora, corremos o risco de dar adeus ao sonho do Hexa.

Perigo
Todo o cuidado é pouco.

Habilidoso, rápido, inteligente, o meia Jámes Rodriguez carrega a esperança de quase todos os que torcem pelo Colômbia. Sempre bem colocado, o camisa 10 do time colombiano é daqueles que precisam ser vigiados, com os dois olhos muito abertos.

Se quiser passar da fase na Copa, seguir sonhando com o caneco, o técnico Luiz Felipe Scolari precisa botar alguém nas pegadas do jogador que anda desequilibrando quase sempre.

Previsão
Essa é para conferir.

De férias, cabeça fresca, o português José Mourinho está de olho na Copa. Viu tudo, ouviu tudo, firmou convicção depois dos jogos disputados até agora.

Procurado pela imprensa, um dos mais respeitados da área no planeta não deixou pedra sobre pedra. Apesar de revelar que gostaria de ver alguma novidade, cravou as semifinais entre Brasil e Alemanha, e Argentina e Holanda.

Em caso de acerto, certamente vai haver romaria na porta da casa do técnico do Chelsea em busca do palpite de quem leva o caneco para casa.

Equilíbrio
Tudo pode acontecer.

Pelo que se viu até agora, França e Alemanha fazem uma decisão muito equilibrada.

Na surdina, os franceses cumpriram atuações convincentes, chegaram por méritos e estão com moral em alta. Os alemães, muito mais badalados, também cumpriram com o papel, mas deixaram a desejar contra Gana, Estados Unidos e Argélia.

Se não acontecer nada de anormal, teremos um jogão. Mais uma vez com favoritismo dos germânicos.

Prestígio
O que passou é passado.

Apesar da punição, o uruguaio Suárez segue com o prestígio em alta no futebol europeu.

No início da semana, o Barcelona, que quer voltar a reinar no planeta bola, ofereceu nada mais, nada menos do que o equivalente a R$ 267 milhões ao Liverpool, pela liberação do jogador.

Os ingleses acharam pouco e, por enquanto, tudo está em compasso de espera. Com grana jorrando nos cofres, é certo que os espanhóis vão aumentar a oferta, e o atacante tem muita chance de mudar de endereço na próxima temporada europeia.

Tempo
É complicado entender.

Num amistoso que servia para azeitar o time, pensando no recomeço do Brasileirão, o técnico Abel Braga decidiu fazer uma grande surpresa.

Começou o enfrentamento contra o catarinense Metropolitano, em Blumenau, com os reservas, um time que não será escalado para encarar o Corinthians, no Itaquerão. Só no segundo tempo, quando perdia de 2 a 0, o comandante colocou em campo os titulares. Levou mais um, marcou dois, e perdeu tempo precioso de deixar o Inter mais perto do ideal.

Padrão Fifa

Marcelo Perrone/Dibvulgação

Marcelo Perrone/Dibvulgação

Eis a única representação colombiana que os brasileiros querem ver na final da Copa, daqui a nove dias, no Maracanã. Shakira é show.

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