Ficou bom demais.
Num jogo em que estava proibido de fracassar, longe de casa, contra um rival direto, o Inter esbanjou inteligência, jogou bom futebol, derrotou o Botafogo, por 2 a 1, chegou aos 57 pontos e, depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente conseguiu abrir a porta do sonhado G5.
Claro que nada está garantido, que faltam duas pedreiras, mas para quem passou boa parte do tempo longe da turma dos melhores, perdeu chances e mais chances de até poder brigar pelo título, o avanço é um detalhe muito importante e deixa a esperança de prêmio que parecia impossível até dias atrás.
Decepção
Não foi nenhuma surpresa.
Desmotivado, com a cabeça nas férias, o Grêmio jogou coisa nenhuma, levou 3 a 1 do desesperado Ceará dentro do Olímpico, saiu de campo vaiado, criticado, sem saber explicar ao seu torcedor os motivos de mais um fracasso, mas deixou a direção com uma certeza: muita coisa precisa mudar para a próxima temporada.
Apesar de ainda ter dois jogos pela frente, um deles contra o maior rival, a semana promete ser agitada na Azenha, com o possível anúncio oficial da contratação de Kleber e, acima de tudo, sobre o futuro de Celso Roth, que pelos comentários tem mais chances de receber um muito obrigado do que ser chamado para renovar o contrato.
Gorducho
O mundo dá muitas voltas.
Contratado sem o aval do técnico Tite, o atacante Adriano, que apronta poucas e boas fora do campo, entrou na hora mais complicada, recebeu a bola do jogo, não desperdiçou a chance e deu a vitória ao Corinthians sobre o Atlético-MG, que deixou o caneco mais perto do Parque São Jorge.
Pelo poder de decisão, pela experiência, pelo momento que não permite tropeços, é fácil adivinhar que o Imperador, desde ontem, deixou de ser um a mais, apenas uma opção para o momento em que a gravata aperta no pescoço e passa a ser o diferencial a favor do Timão nesta reta de chegada.
Queda
Era questão de tempo.
Com um grupo minguado, um time bem limitado, uma direção que perdeu o rumo quando tinha tempo para arrumar a casa, o Avaí levou 2 a 0 do qualificado Vasco, fechou a rodada com míseros 30 pontos e sem chance de milagre.
Um merecido castigo para quem errou na maioria das contratações de jogadores, apostou no técnico Toninho Cecílio numa hora tão delicada e achou que sairia da encrenca pela sorte ou pela ruindade de outros candidatos.
Título
Vale mais do que parece.
Fora de casa, com o rótulo de azarão, o Juventude jogou menos do que o Lajeadense, mas foi mais competente na hora em que as chances apareceram, venceu por 2 a 1 e levou para casa o título da Taça Laci Ughini.
Além do caneco, que sempre faz muito bem, o clube da Serra garantiu vaga na Série D de 2012, um prêmio que vai proporcionar nova chance para quem já conviveu entre os maiores e precisa voltar a ser mais do que tem sido.
Perguntinha
Cruzeiro ou Ceará, quem vai cair?



