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Posts com a tag "Guerra Total"

Uma vitória, mas capenga

23 de fevereiro de 2015 13

Num jogo em que tinha mais qualidade, o Inter se aproveitou dos erros do São Paulo, abriu 2 a 0, perdeu pênalti, deu a impressão de que havia liquidado a fatura, mas caiu de produção com as trocas, levou um gol, segurou o resultado, somou três pontos e voltou para casa cheio de interrogações.
Nos próximos três dias, antes da primeira decisão na Libertadores, com o Universidad, do Chile, o técnico Diego Aguirre vai ter que economizar no sono, tudo para escalar um time capaz de jogar muito mais do que tem feito, superar o obstáculo e, acima de tudo, deixar o seu povo mais esperançoso.

Serve para muita coisa

Logo mais, na Arena, o Grêmio, ainda sob a desconfiança de boa parta do seu povo, entra em campo para um novo desafio, agora contra o Juventude, motivado pelos três últimos resultados, num jogo que tem tudo para atrair bom público e vale muito mais do que apenas três pontos para a turma do Humaitá.
Na prática, o confronto significa mais uma boa chance para quem está correndo atrás de vaga no time titular, para o técnico Luiz Felipe Scolari ficar mais perto de firmar convicção sobre o melhor esquema, para observar Giuliano, que ainda não atuou na temporada e, claro, para evoluir na tabela.

Deu gosto de ver

Escolhido para carregar a braçadeira, quase sem a obrigação de marcar, com total liberdade para se mexer no gramado, o habilidoso Alex deu cartas, jogou de mão, marcou dois gols, deu passes açucarados, assumiu o papel de líder e foi, com sobras, o protagonista da vitória do Inter sobre o São Paulo.
Pelo que apresentou no Aldo Dapuzzo, em razão da grande importância do jogo da próxima quinta-feira, no Beira-Rio, não é de duvidar que o dono da camisa 12, ao contrário do que se imaginava, seja um dos nomes escolhidos pelo chefe do vestiário para começar diante dos chilenos.

Segue o baile

Outra vez liderado pelo talento do experiente Paulo Baier, o Ypiranga, jogando dentro do Colosso da Lagoa, não tomou conhecimento do assustado Avenida, goleou e provou que não está para brincadeira.
Pelo andar da carruagem, o time de Erechim vai mesmo garantir vaga entre os quatro primeiros, um prêmio justo, merecido para quem não está tomando conhecimento de nada e de ninguém.

Mudou do dia para a noite

Vaiado no meio da semana, durante a derrota para o Corinthians, o técnico Muricy Ramalho teve seu nome gritado, sábado, pelas arquibancadas, quando o São Paulo jogou bem e goleou o Audax.
Com o moral nas nuvens, sabedor do prestígio que desfruta no Morumbi, o chefe do vestiário aproveitou a coletiva, alfinetou alguns membros da direção e, com certeza, vai arrumar sarna para se coçar.

Perguntinha

Quem define o batedor de pênaltis no Inter?

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Preocupação tricolor

06 de fevereiro de 2015 11

Além do péssimo desempenho contra o Aimoré, o problema do Grêmio é a ausência de novos jogadores para serem usados nos próximos jogos. Contra o Avenida, domingo em Santa Cruz, Erazo será a novidade. Apenas ele, o que é muito pouco para acrescentar  qualidade.
Na próxima semana, Walace estará de volta. Em março, serão Geromel, Ramiro e Giuliano. Vai melhorar, mas ainda é insuficiente. Até agora, Júnior na lateral, e Éverton, no ataque, merecem mais chances.

Defesa inconsistente

O ano começa no Beira-Rio com o mesmo problema de 2014. Muito se falou em ajustar o sistema defensivo depois da saída de Abel Braga. Mas, até agora, em amistosos e jogos oficiais, continua tudo igual. Réver está liberado, mas só ele não resolve a situação.
Se Diego Aguirre quiser ter vida longa com os dirigentes, é bom tratar de tirar Sasha e colocar mais um jogador de marcação no meio-campo, liberando Aránguiz para chegar à frente. O escolhido deverá ser Anderson.

Queda livre

Pela qualidade técnica, o lateral André Santos poderia estar jogando tranquilamente ainda em grandes clubes. Mas, aos 31 anos, sua carreira está em declínio. Parece não ter mais condições físicas. Depois de se aventurar pela Índia, onde atuou nos últimos seis meses de 2014, jogará o Paulistão pelo Botafogo de Ribeirão Preto.
Pouco para quem já foi titular da seleção e atuou em equipes como Flamengo, Corinthians, Grêmio, Arsenal e Fenerbahce. Vale lembrar que, com Dunga, André Santos esteve muito perto de disputar a Copa, mas acabou cortado por alguns deslizes de comportamento.

Centroavante

Henrique, vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro do ano passado pelo Palmeiras, com 16 gols, está disponível. Acertou com o Tigres, do México, mesmo time de Rafael Sobis, mas não jogará lá porque a janela de transferências fechou antes da regularização da documentação.
Henrique tem proposta de um clube da China, mas prefere ficar no Brasil. Boa alternativa para quem precisa de centroavante.

Perguntinha

A dupla Gre-Nal vai decolar no Gauchão?

Por Eduardo Gabardo/Interino

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Maxi Rodríguez jogará Libertadores por time chileno

06 de janeiro de 2015 14

Bom para todos

Mais grana na conta.

Visto apenas com um a mais no grupo, com pouca chance de ganhar vaga entre os titulares, o uruguaio Maxi Rodríguez vai vender seu peixe com a camisa da Universidad de Chile, adversária do Inter na Libertadores.
Pelo menos num primeiro momento, parece que o negócio foi bom para todos: alegrou o tesoureiro do Humaitá, que segue correndo atrás da máquina para botar a casa em ordem, alegrou os chilenos, que estavam na busca de um meio-campista, e também ao gringo, que finalmente pode ter a chance de mostrar se é ou não é do ramo.

Desperdício

É duro de acreditar.

Verdade que o Inter está vasculhando o mercado, que vai contratar um atacante de velocidade, mas a solução passa longe de Rildo, o nome mais badalado no fim de semana e que não passa de um jogador comum.
Se é para gastar com um jogador que se dividiu entre a titularidade e a reserva no Santos, melhor é dar uma olhada na meninada da base e tentar achar um velocista. Será uma economia para os cofres com a mesma chance de dar certo.

 

Barrado

guerra

O amor virou ódio.

Titular na maioria dos jogos desde que foi contratado pelo Flamengo, o goleiro Felipe virou reserva no último Brasileirão entrou em rota de colisão com a direção e foi aconselhado a se apresentar bem depois dos seus companheiros no Ninho do Urubu.
Ainda com contrato em vigor, o ex-dono da camisa 1 já sentiu que não está nos planos para 2015 e começou a procurar novo emprego. Porém, só aceita limpar o armário mediante o pagamento de R$ 1,26 milhão referentes a nove meses de direitos de imagem e multas.

TÁ NA PANELA

Custou muito caro. Preocupado em punir Neymar e Messi pelo atraso na reapresentação, Luis Enrique, o técnico do Barcelona, viu o seu time perder para o Real Sociedad e foi bombardeado pela torcida e pela imprensa espanhola. Além de perder a chance de diminuir a desvantagem em relação ao Real Madrid, o chefe do vestiário arrumou bronca com o craque do time e começou a correr riscos de perder o emprego.

DORME NO GELO

Essa é para conferir. Quem está acompanhando a preparação dos candidatos ao Gauchão jura de pés juntos que o Veranópolis, mais uma vez, vai ser a pedra no sapato dos grandes, com muita chance de ser o campeão do Interior. Se alguém ainda não sabe, o time da Serra será comandado pelo técnico Julinho Camargo, que conhece o cego dormindo, o rengo sentado e sabe tirar leite de pedra.

PERGUNTINHA: O Brasileirão vai mudar a fórmula?

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Prazo do contrato complica contratação do novo treinador gremista

29 de julho de 2014 20

É um problemão.

Sem técnico, com pressa para resolver o assunto, a direção do Grêmio convive com um dilema que pode atrapalhar a negociação com o novo treinador: o prazo de contrato.

Mais do que nunca, os dirigentes terão que utilizar a habilidade se quiserem bater o martelo com um profissional de ponta, como exige a maior parte da torcida que veste azul, preto e branco. A única coisa certa é que a questão exige rapidez, para que o escolhido possa chegar, botar a mão na massa, estrear em Salvador e se preparar para encarar o desafio de um Gre-Nal.

Ambição
Não é pequena a diferença.

Verdade que acabou esse negócio de jogo jogado, mas mesmo com alguns desfalques, o Inter joga na obrigação, amanhã, de sair em vantagem contra o Ceará.

Dentro do Beira-Rio, pela ambição de título na Copa do Brasil, o time do técnico Abel Braga não pode dar chance ao azar, mesmo que o adversário esteja fazendo bonito na Segundona. É jogo para vencer, evitar levar gol e provar que tem bala na agulha para sonhar na competição.

Despedida

 AFP

AFP

Fim do casamento.

Visivelmente contrariado pela condição de reserva num jogo e titular no outro, o qualificado Ronaldinho passou o final de semana em Salvador, ao lado dos amigos, aproveitando a vida, enquanto o Atlético-MG comia o pão que o diabo amassou em Recife, contra o Sport.

Era sinal de que a união, depois de vitórias, títulos, muitas alegrias, poucas tristezas, estava chegando ao fim. A comunicação do divórcio veio do presidente do Galo, Alexandre Kalil. Agora é esperar para ver se o moleque vai seguir vendendo seu peixe no futebol brasileiro ou trabalhar em euros do outro lado do oceano?

Bombeiro
Pintou outro desafio.

Ano passado, com a água batendo no queixo, o técnico Argel Fucks assumiu o comando do Criciúma, motivou o grupo, somou pontos e salvou o Tigre da degola. Agora com mais tempo, assumiu o Figueirense, lanterna, bola de chorar. Vai precisar fazer milagres e mais milagres.

Derrapagem
Desse jeito não vai dar.

Jogando em casa, com a chance de assumir a ponta, o Juventude derrapou. Perdeu para o Madureira, que vinha caindo pelas tabelas, despencou e agora vai precisar tirar sangue das unhas dentro e fora de casa.
Com esse tombo imprevisto, inesperado, a coisa complicou e muito.

Perguntinha
O Grêmio vai melhor com novo comando?

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Inter tem obrigação de acabar com jejum fora de casa

25 de julho de 2014 10

Melhor seria com Aránguiz. Apesar da ausência do chileno, que vai passar uns dias na enfermaria, o Inter enfrenta o Bahia, amanhã, com a Fonte Nova fechada. Tem obrigação de acabar com o jejum fora de casa. E, para atingir esse objetivo, terá a volta de Alex, com melhor de fôlego e acostumado com a mecânica do time. É capacitado para dar conta do recado. Com a volta do camisa 12, o Inter fica quase com a escalação ideal e todas as condições de fazer o que se exige de quem sonha com o título.

Cobrança

É a última chance. Contra o Coritiba, domingo, na Arena, o atacante Barcos, marcado na paleta pela maioria da torcida, está proibido de fracassar. Substituído nos dois últimos jogos, sem a mesma confiança que tinha junto ao técnico Enderson Moreira, o Pirata sabe que precisa colocar a bola na rede. Se isso não acontecer, vai sair de campo mais cedo, outra vez, e muito provavelmente do time para os próximos jogos do Brasileirão.

Despedida

Pintou a fumaça. Quem se acostumou a ver Ronaldinho Gaúcho com o sorriso, alegria estampada no rosto, certamente sentiu que as coisas não estão caminhando bem com o jogador. Dias atrás, amargou a reserva. Na quarta-feira, contra o Lanús, na decisão da Recopa, foi sacado do time antes do final. É uma clara demonstração de que deixou de ser protagonista no Atlético-MG.

Inteligente, ainda disposto a seguir dentro do campo, tudo indica que o R10, nos próximos dias, var limpar o seu armário e mudar o endereço de trabalho.

Castigo

Faltou pouco. Como manda a cartilha, o Novo Hamburgo correu, marcou, mas acabou vitimado por um pênalti nos acréscimos. Perdeu para o ABC, em Natal, e ficou em desvantagem na briga para seguir na Copa do Brasil. Após este castigo, só resta uma saída para a turma do técnico Itamar Schülle: botar na cabeça que o bicho não é tão feio, que é possível fazer do limão uma limonada.

Pancada

Nem a altitude vai ajudar. Fora de casa, o Bolívar não viu a cor da bola, levou um sonoro 5 a 0 do San Lorenzo e deu adeus ao sonho de alcançar a façanha de chegar na final da Libertadores. Semana que vem, na montanha, onde costumava liquidar com os rivais, o time boliviano vai só cumprir tabela. Disputa um amistoso, sem nenhuma chance de surpreender.

Perguntinha

Argel Fucks vai salvar o Figueirense?

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Jogos cabeludos: começa a fase eliminatória da Copa do Mundo

28 de junho de 2014 5

É proibido para cardíacos.

Neste sábado, no Mineirão, começa a fase eliminatória da Copa. De um lado, o Brasil, melhor do Grupo, duas vitórias, um empate, que ainda está atrás do seu melhor futebol. Do outro, o Chile, duas vitórias, um derrota, cheio de bons jogadores do meio para a frente, que quer acabar com o rótulo de velho freguês. Jogo cabeludo, perigoso, com favoritismo do time brasileiro, mas muito longe de ser visto como favas contadas.

Desta vez, se quiser evitar o pior, a turma do técnico Luiz Felipe Scolari vai, finalmente, precisar jogar com 11, o que não aconteceu na primeira parte da competição.

E, evidentemente, também vai necessitar das arquibancadas.

 Imperdível
Vale muito a pena assistir.

Também neste sábado, no fim da tarde, o Maracanã será palco de Colômbia e Uruguai. Um jogão, merecedor de casa cheia, de olhares atentos das arquibancadas e de resultado imprevisível.

Claro que o time colombiano chega em melhor momento, que exibiu, talvez, o melhor futebol de todos os que se viu até agora, mas é bom lembrar que os uruguaios, mesmo abatidos com a punição imposta para Suárez, nunca entregam os pontos antes da hora.

Pelos ingredientes, é fácil adivinhar que o ibope será enorme. Até porque o ganhador pode ser o próximo na vida do Brasil.

 Desigual
Parece que ninguém discorda.

Neste domingo, em Fortaleza, a Holanda, três vitórias, entra em campo para enfrentar o México, duas vitórias, um empate. Campanhas parecidas, é verdade, mas futebol bem diferente.

Na primeira etapa da Copa, os holandeses jogaram muito mais, golearam a Espanha, ganharam com um pé nas costas de Austrália e confirmaram contra o Chile. E sempre jogaram muita bola. Em condições normais, a Laranja segue e os mexicanos pegam o rumo do aeroporto.

 Imprevisível
Só com bola de cristal.

Ainda no domingo, em Recife, teremos um daqueles jogos em que a melhor opção é o triplo.

Verdade que a Costa Rica conseguiu suas proezas, mas não é menos verdade que a capenga Grécia pode, sim, provocar um estrago que poucos acreditam. Certo mesmo é que, dos quatro primeiros confrontos desta segunda fase, todos eliminatórios, esse é aquele que desperta menos interesse, que certamente não terá nenhum dos dois participantes entre os quatro melhores da competição.

Dormindo no Gelo

AFP

AFP

Não é fácil a escolha.

Depois de 48 jogos, alguns de tirar o fôlego, outros que nem são lembrados, começou a se discutir qual foi o gol mais bonito. Muita gente se candidatou, mas até agora, parece que os principais candidatos são os holandês Van Persie e o australiano Cahill.

O primeiro fez uma acrobacia contra a Espanha, com um peixinho de fora da área. O segundo pegou um canhotaço, contra a própria Holanda, no Beira-Rio, que também merece vinheta.

 Água de salsicha
Estourou no bolso.

Apesar do contracheque de fazer inveja a qualquer mortal, de estar perto de trocar o Liverpool pelo Barcelona, o uruguaio Suárez perdeu uma grana extra com a severa punição que recebeu da Fifa.

O atacante teve contratos rompidos. Tudo por uma atitude que não é nova e que já lhe custou muitas suspensões na sua vida profissional.

Padrão Fifa

Guerra_Total

Na segunda-feira teremos Alemanha x Argélia, no Beira-Rio. O jogo tem tudo para ser um espetáculo no campo e nas arquibancadas.

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Jogou bonito: Argentina convence na vitória sobre a Nigéria

26 de junho de 2014 4

Finalmente aconteceu.

Na vitória sobre a Nigéria, a Argentina deu o ar da graça. Ao contrário das duas primeiras atuações vitoriosas, desta vez o time argentino convenceu. Fez um primeiro tempo de luxo, saiu vencendo por 2 a 1 e, pela superioridade, merecia placar maior.

Mais uma vez, o Beira-Rio, que teve o maior público nos jogos da Copa, assistiu a um belo espetáculo, dentro e fora de campo, com cinco gols. E uma torcida maluca, entusiasmada, certamente muito mais confiante no título pelo que viu do time do técnico Alejandro Sabella.

 Turma
O gringo está fora de turma.

Dono da braçadeira, respeitado pelos companheiros, muito mais pelos adversário, o talentoso Messi roubou a cena na vitória da Argentina sobre a Nigéria. Marcou o primeiro gol em jogada de quem conhece os caminhos da área, o segundo numa cobrança de falta de muita qualidade. Deu dribles desconcertantes, passes na vertical, roubou a cena enquanto esteve dentro de campo.

Quem teve o privilégio de assistir ao dono da camisa 10 ao vivo saiu do estádio rindo sozinho. E convicto de que viu um jogador raro nos dias atuais do futebol em todo o planeta.

Clamor

VANDERLEI ALMEIDA/ AFP

VANDERLEI ALMEIDA/ AFP

É quase pule de dez.

Até as paredes sabem que o volante Paulinho é do ramo, que merecia a convocação e a titularidade. Mas a grande verdade é que o ex-corintiano, nestes três primeiros jogos, deixou muito a desejar.

E pelo que se viu no segundo tempo contra Camarões, quando a Seleção construiu a goleada e jogou mais do que vinha jogando, tudo indica que o técnico Luiz Felipe Scolari vai atender o clamor popular.

Mesmo que o comandante ainda não tenha confirmado, Fernandinho, pelo que fez, está em alta, virou presença obrigatória no meio-campo na decisão contra o Chile.

Berro
Quem apanha nunca esquece.

Mesmo eliminada, a Bósnia encarou com seriedade a despedida, derrotou o Irã por 3 a 1 e fechou de forma digna a sua participação na Copa.

Mas, como já se esperava, o técnico Safet Suzic lembrou, na coletiva, que poderia, juntamente com os seus jogadores, estar comemorando muito mais. Ele se referia ao gol mal anulado na segunda rodada, contra a Nigéria. E que será lembrado pelo resto da vida…

 Dormindo no gelo
Pintou mais um.

Além do argentino Messi, do português Cristiano Ronaldo, do brasileiro Neymar, do holandês Robben, do uruguaio Suárez, a lista de diferenciados merece ser acrescida por um outro nome: o colombiano James Rodriguez. Canhoto e veloz, ele trabalha com um verdadeiro camisa 10.

Pisa na bola quando se faz necessário, imprime velocidade na hora certa, lança com precisão e marca gols de alta qualidade técnica, como se viu contra o Japão. Joga fácil, como só os qualificados fazem. É candidato certo a embolar na briga pelo título de craque da Copa.

Água de salsicha
Nem tudo funciona bem.

Bem antes da Copa, a imprensa argentina detectou que o grande problema do time está na cozinha. E, pelo que se viu contra a Nigéria, o diagnóstico é perfeito, acima de tudo no que se refere aos seus zagueiros, Fernandez e Garay.

Após um primeiro tempo tranquilo, muito mais pela pouca ambição nigeriana, a dupla de defensores deixou a desejar na etapa final. Mesmo protegidos por Gago e Mascherano, que quase não arriscam saídas do próprio campo, o setor está longe de ser confiável e pode colocar tudo a perder em jogos mais complicados.

Padrão Fifa

Mateus Bruxel / Agência RBS

Mateus Bruxel / Agência RBS

A inglesa Lyanda Kaikai, que torce pela Nigéria, veio a Porto Alegre para assistir à partida da seleção africana. Foi clicada pelo fotógrafo Mateus Bruxel no Caminho do Gol.

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Adeus, Capitão!

07 de junho de 2014 19

Pela primeira vez nestes 58 anos fui acordado com um murro na cara.

Nas primeiras horas deste sábado, 7 de junho de 2014, o telefone tocou.

E quando isso acontece, quase sempre as notícias não são boas.

E, infelizmente, não era.

Ricardo Duarte / Agência RBS

Ricardo Duarte / Agência RBS

- Podes dar um depoimento sobre a morte do Fernandão? – perguntou a produtora do Super Sábado, da Gaúcha.

- Você só pode estar de brincadeira! Me ligar essa hora, com um papo desses, é sacanagem! – respondi.

E a menina insistiu.

- Foi um acidente de helicóptero! – relatou.

Parei, pensei e pedi trégua.

- Você pode me ligar em 10 minutos? – questionei.

- Claro! Voltamos a falar! – avisou a produtora.

Atônito, corri no computador e me deparei, de casa, com a tragédia.

E aí lembrei.

Nestes últimos 60 dias, estive duas vezes com o Capitão do Mundo.

A primeira nos ensaios da festa de reinauguração do Beira-Rio, a última, no Estádio Centenário, dias atrás, quando ele estreava na profissão de comentarista do Sportv.

Estava feliz, risonho, atencioso com tudo e com todos.

Tirou fotos, concedeu autógrafos, viveu horas e horas de proganista, como sempre foi com a camisa do Inter e na maioria das suas andanças pelo mundo do futebol.

Uma perda terrível.

Se foi um menino, 36 anos, pai de dois filhos, gente da melhor qualidade, cheio de amigos, respeitado, venerado pelos rapazes do mundo da bola.

Azar de todos nós.

Sorte do Homem lá da cima, que ganhou um baita jogador, um líder e, com certeza, de um respeitado Capitão!

Até breve, Fernandão!

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Jogo para ganhar moral para a estreia

06 de junho de 2014 2

Vai ser melhor do que foi. Nesta-sexta-feira, no último teste antes de a bola rolar para valer, a Seleção enfrenta a Sérvia, dona de pouca qualidade, que exagera nas faltas e serve para testar muito mais a parte ofensiva do que defensiva do time brasileiro, num amistoso que o importante é aumentar o moral para a Copa.

Com mais titulares do que teve contra o Panamá, com conversas olho no olho na concentração, é fácil adivinhar que o Brasil vai jogar mais acelerado, mais agrupado, mais preocupado em dar a certeza do torcedor brasileiro que está chegando no ponto ideal para brigar pelo caneco.

Devedor

Passou longe do normal. Quem viu a goleada sobre o Panamá, certamente ficou bem preocupado com a fraca atuação do movediço Oscar, um dos jogadores mais importantes do time brasileiro, responsável pela velocidade, pela criatividade, que tomou conta da camisa titular pelas belas atuações com a camisa amarela.

Para quem estava cada vez mais perto de estrear na Copa, que precisa muito da bola do meia do Chelsea, fica a torcida de que tudo tenha sido acontecido pelo desinteresse da maioria que esteve em campo e que tudo vai ser muito diferente a partir do enfrentamento contra a Croácia.

Azarão

A chance é quase nula. Diferentemente de 1950, quando calou o Maracanã, desta vez o Uruguai entra na Copa com baixa cotação, tudo por um futebol que não empolga, como se viu na vitória sobre a Eslovênia, quarta-feira, quando jogou no limite, com o que tem de melhor e apenas chegou ao resultado pela ruindade do desafiante.

Num Grupo que tem Inglaterra, Itália e Costa Rica, a Celeste vai precisar tirar sangue das unhas, apresentar uma bola que quase não se viu nas Eliminatórias, que segue sumida nesta reta final de preparação, para tentar passar de fase e não virar apenas assistente da maior competição do mundo bem antes do seu final.

Galope

Nada de anormal. Em casa, a Argentina, em ritmo de treino, não tomou conhecimento da fraca Trinidad e Tobago, goleou  e quem roubou a cena foi Palácios, aquele mesmo que fez sucesso com a camisa do Boca.

Num jogo em que Messi e Di Maria apenas bateram o ponto, o técnico Alejandro Sabella saiu contente, cheio de esperanças de que seu time consiga, em campo, provar que é um dos favoritos ao caneco.

Candidato

Muda ou despenca. Fora de casa, num jogo em que terminou com dois a menos, o Bahia perdeu para o Sport, continuou com os oito pontos, mão na maçaneta da porta do Z4 e deixou seu torcedor com os cabelos em pé.

A verdade é uma só: ou a direção do clube baiano se mexe, arruma um jeito de qualificar o elenco, ou vai fechar o Brasileirão entre os quatro piores, matriculado na indesejável Segundona.

Perguntinha

Quem pode assustar os favoritos na Copa?

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Jogo da Seleção valeu o ingresso

04 de junho de 2014 3

Não deu para sujar a farda.

Como já se esperava, a Seleção, mesmo sem muito esforço, mostrou ampla superioridade sobre o Panamá, goleou por 4 a 0, sobrou em campo do início ao fim, começou bem do jeito que o técnico Luiz Felipe Scolari queria e com a aprovação da torcida que apareceu no Estádio Serra Dourada.

Agora, mais um amistoso pela frente, na sexta-feira, o último antes de o bicho pegar para valer, contra a Sérvia, em São Paulo, quando alguns ausentes vão estar em campo, a marcação vai aumentar a o time brasileiro, talvez, tenha que fazer um pouquinho mais de força para mostrar que está pronto para a Copa.

Arma
Temos uma grande arma.
Numa competição em que os adversários vão correr muito, marcar forte, que temos a obrigação de fazer bonito, a Seleção conta com um fator importante, muitas vezes decisivo, e que pode fazer a diferença naqueles jogos duros, de ataque contra defesa: a bola parada.
E quem tem essa incumbência nos lances perto da área do rival é o diferenciado Neymar, que abriu o marcador no amistoso de ontem, com uma cobrança cirúrgica, por cima da barreira, um dom que já tinha nos seus tempos de Santos e que, pelo visto, foi aperfeiçoado no Barcelona.

Diferenciado
Valeu o ingresso.

Após um início de jogo sem sal, parecido com sopa de hospital, o talentoso Neymar, assumiu a responsabilidade, pegou a bola, ditou o ritmo, encheu a turma da marcação do Panamá de dribles, levou algumas cacetadas, não se escondeu e provou que a Seleção depende e muito do seu desempenho na Copa.

O dono da camisa 10, muito mais maduro do que na Copa das Confederações, consciente de que é a referência técnica do time brasileiro, marcou gol, deu passe de calcanhar para outro, roubou a cena, ganhou aplausos das arquibancadas e, cm toda a certeza, deixou os adversários bem mais preocupados.

Opção
É carta na manga.

Ainda reserva, o meia Willian entrou muito bem, se mexeu com qualidade o tempo inteiro, marcou um gol e virou uma bela opção para resolver encrencas na Copa.

Claro que o Felipão tem seus titulares, mas não é de duvidar que o jogador do Chelsea, pelo que tem mostrado, pode acabar a competição roubando o lugar de alguém pelas muitas qualidades que possuí.

Susto
Foi só um susto.

Terceiro melhor do mundo, bola cheia, o atacante Ribéry , que ficou fora do amistoso contra a Noruega, no final de semana, está na lista do técnico Didier Deschamps dos 23 jogadores que vão defender a França na Copa.

Uma bela notícia para os franceses, que ficam mais fortes para a briga, para o público que aprecia bons jogadores e para o espetáculo que ganha um artista capaz de fazer a diferença em campo.

Perguntinha
A Seleção está pronta para a Copa?

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