Ficou com o melhor.
Num jogo de muita marcação, quase nenhuma inspiração, Inter e Juventude empataram sem gols, levaram a decisão para os pênaltis, quando o Colorado foi mais competente, faturou o título da Taça Farroupilha e, por antecedência, o tricampeonato do Gauchão.
Uma conquista sofrida, valorizada pelo fato de ter sido obtida sempre com atuações longe da sua casa, merecida pela melhor campanha do início ao fim e, acima de tudo, em razão de um grupo unido, consciente de que estava proibido de fracassar.
Comandante
Nada é por acaso.
Com um grupo até enfraquecido em relação ao ano passado, o grande responsável pela campanha, pelo caneco, é o técnico Dunga, que assumiu o comando, conseguiu a confiança dos boleiros e fez um churrasco sem fogo.
Verdade que o Inter não joga uma bola brilhante, de encher os olhos, mas quem assiste aos jogos nota que existe união, que todos puxam para o mesmo lado, que ninguém quer ficar fora nem da relação dos concentrados, uma prova inequívoca da capacidade do chefe em lidar com os seus parceiros.
Futuro
Chegou a hora dos ajustes.
Até as paredes sabem que um título é importante, que facilita a continuidade de um trabalho, mas vale lembrar que a partir dos próximos dias, com o prosseguimento da Copa do Brasil, o início do Brasileirão, as exigências do Inter serão muito maiores e necessitam de reforços para o grupo.
Com uma boa folga no calendário, o momento é de a direção vermelha botar o bloco da rua, buscar parceria com investidores, encontrar as peças que estão na pauta da comissão técnica. É o único jeito do tricampeão gaúcho dar uma boa resposta nas duas complicadas competições que seguem no sonho da nação colorada.
Berro
Pelo que se viu na tevê, o técnico Lisca, os dirigentes e a torcida do Juventude estão com a razão de botar a boca no trombone contra o árbitro Márcio Chagas da Silva pela anulação de um gol.
Enquanto não aparecer um outro ângulo, mais elucidativo, é fácil adivinhar que os homens que comandam o clube da Serra vão colocar na conta do apitador o fim do sonho de botar a mão no caneco do Gauchão.
Rotina
Semana que vem, quando decide a sua vida na Libertadores, contra o Santa Fe, mais uma vez o Grêmio terá que entrar em campo com uma escalação diferente do jogo da Arena.
Menos mal que Vanderlei Luxemburgo poderá contar, desde o início, com o quarteto Souza, Fernando, Elano e Zé Roberto no meio, o que não acontecia há tempos.
Perguntinha
Quando o Dunga terá os reforços que precisa?

