Nem dá para reclamar.
Mesmo dentro do Beira-Rio, o Inter jogou um péssimo primeiro tempo, foi envolvido pelo São Paulo, levou dois gols, melhorou na segunda etapa, mas não teve poder de fogo, ainda levou o terceiro gol e acumulou mais um fracasso, que afasta qualquer possibilidade de sonhar com o título do Brasileirão.
A partir de agora, muito atrasado na tabela, o Colorado precisa descobrir os motivos da falta de gols nos últimos três jogos, reencontrar um melhor futebol, recomeçar a somar pontos, voltar a subir na tabela, para começar a focar uma vaga na Libertadores, o que não é pouco pelo que tem feito nestas últimas atuações.
Incompetência
Quem não faz paga caro.
A Seleção jogou muito mais do que o Paraguai do início ao fim, criou um punhado de chances, mas não acertou uma conclusão sequer, empatou no tempo normal, na prorrogação e acabou tendo de decidir a sua vida na cobrança de pênaltis, onde mostrou uma incompetência inexplicável, que custou a eliminação da Copa América.
Menos mal que, apesar do fracasso, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garantiu que o técnico Mano Menezes não corre nenhum risco de perder o emprego, numa prova de que o péssimo resultado em terras argentinas não foi culpa do comandante, que escalou bem e não pode ser culpado por quatro penalidades desperdiçadas.
Ajustes
Veio em boa hora.
Ainda sem conhecer direito o grupo, atrás da escalação ideal, do melhor esquema, o técnico Julinho Camargo ganhou uma folga na tabela que não contava, ficou feliz da vida com o maior tempo de trabalho e tudo indica que o Grêmio vai para o complicado jogo contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli, bem ajustado.
A grande dificuldade que se apresenta é a ausência de Douglas, a cabeça pensante do meio-campo, que levou quatro jogos de gancho, provou que faz muita falta quando não está em campo e, aparentemente, não tem um substituto capaz de fazer o time seguir jogando na mesma batida.
Comovente
É de causar inveja.
Quem viu o clássico Argentina e Uruguai, certamente não vai esquecer a dedicação comovente dos uruguaios, que ficaram com um a menos desde o primeiro tempo e arrastaram a decisão para os pênaltis.
A sofrida, mas muito comemorada vaga na semifinal da Copa América, foi uma perfeita aula de dedicação, amor à camisa, ingredientes que passam longe de todos os outros candidatos ao caneco.
Pior
Ficou muito pior.
Longe de casa, com a urgente necessidade de três pontos, o Atlético-PR saiu na frente, mas deu duas bobeiras, levou a virada do Vasco e voltou para casa ainda mais atrapalhado do que já estava.
Pelo andar da carruagem, o técnico Renato Portaluppi, chamado para salvar o Furacão da desgraça, vai mesmo ter que tirar coelho da cartola, uma missão que já conseguiu no Olímpico, mas que nem sempre acontece.
Perguntinha
O Adilson Batista vai finalmente acertar a mão?



