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Sobre a permanência do que se aprende por experiência

18 de outubro de 2015 2

Em 1991, quando tive minha primeira experiência profissional vinculada a uma instituição de ensino, fui solicitado a providenciar uma carteira do trabalho. Ao ir buscá-la, fui recebido por um senhor que me entregou o documento e pediu que eu conferisse minha foto e meus dados pessoais. Tão logo acenei com a cabeça indicando que havia terminado a conferência, ele abriu o documento na página da foto e, apontando com o indicador, arbitrou:

“Escreva seu nome por extenso na linha pontilhada.”

Procurei a linha em questão com o olhar e percebi que, logo abaixo dela, estava escrito “assinatura”. Não pensei duas vezes: assinei.

Ele tomou a carteira de volta e, cuidadosamente, removeu minha foto. Em seguida, em um movimento tão rápido quanto minha surpresa, rasgou o documento.

“Menor não tem assinatura!”, vociferou.

Em seguida, tirou de dentro de uma gaveta uma carteira sobressalente e passou a preencher novamente meus dados – à época, eram todos preenchidos à mão – bem devagar, como quem fazia da demora uma oportunidade de me ensinar uma pequena lição.

Sou leigo em relação às questões jurídicas relacionadas ao tema e, portanto, não posso afirmar se ele estava certo ou não (fiquem à vontade para esclarecer!). Porém, a convicção de que assinaturas de menores de idade não têm valor jamais me abandonou – e eu tinha 16 anos de idade.

O que se aprende por experiência tem muito mais permanência do que aquilo a que somos expostos na condição de aprendizes passivos.


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Sou professor e faz-tudo no Mathematica Et Cetera, no Clube do Enem e na Unisinos. Palestrante (2012) e apresentador (2013/14) do TEDxUnisinos. Educação : Tecnologia : Design : Inovação

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Comentários (2)

  • Mílton Marques de Oliveira diz: 30 de agosto de 2016

    Caro Mestre Gustavo,
    fiquei muito surpreso com a qualidade de suas explicações e desdobramentos de um mesmo tema. Gostaria, no entanto, que sua equipe zele pelo pequenos erros de portu-
    guês. Tais como “pegar ela”, “somar ele” … Lógicamente sei que sabe melhor do que eu que deveria ser pegá-la, somá-lo etc.
    Vi também o carinho entre pai e filho, parabéns. Seu pai deve ser muito feliz por ter um filho igual a você.
    A maneira que eu vi para mostrar a minha satisfação com as suas apresentações foi alertá-LO (grifo proposital) quanto aos pequenos deslizes gramaticais que todos NÓIZ temos.
    Parabéns mais uma vez e felicidades,
    Mílton Maques de Oliveira
    P.S.: por favor, desconsidere felicidades vindas de resultados de qualquer GRENAL.

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