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Pesquisadores extraem energia elétrica de plantas

13 de November de 2014 0

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Em parceria com a Universidade de Cambridge, a designer suíça Fabienne Felder criou um aparelho sonoro que utiliza plantas como fonte de energia. A técnica, batizada de Células Foto Microbianas Combustíveis, transformam os elétrons produzidos durante a fotossíntese em energia elétrica. É uma espécie de placa fotovoltaica natural.

A Musgo FM, resultado do trabalho, é composto por uma mesa construída com materiais recicláveis e 10 plantas conectadas com um aparelho que tem a capacidade de produzir 4,6mW por metro quadrado. Para funcionar um minuto e vinte segundos é preciso captar apenas 0,1% dos elétrons produzidos.

O objetivo, agora, é aumentar a capacidade de captura dos elétrons. Para os pesquisadores a tecnologia será viável comercialmente entre cinco e 10 anos. Está aí mais um motivo para encher sua casa com plantas.

Fonte: The Greenest Post

Chuveiro reaproveita água do banho e economiza R$ 3 mil

12 de November de 2014 0
Foto: eole/Creative Commons

Foto: eole/Creative Commons

A falta de água está pegando em São Paulo e a preocupação é geral. Estima-se que 50% da população já sentem na pele reflexos dos baixos níveis nos reservatórios que abastecem a cidade. A prefeitura abriu licitação para construir 32 poços artesianos. O governo busca pela segunda leva do volume morto. Os prédios dizem reutilizar água da chuva e as pessoas (pelo menos as mais sensatas) evitam o desperdício ao máximo.

A sorte é que não param de surgir novidades que ajudam a lidar com os impasses do mundo moderno. A Orbital System, empresa da Suécia, criou um chuveiro que purifica a água utilizada no banho, alcançando uma qualidade que pode até ser ingerida, e possibilita seu reuso.

Segundo a companhia, a tecnologia resulta em economia de 90% de água e 80% na conta de energia elétrica. O valor poupado para uma família que toma quatro banhos diários é de aproximadamente U$ 1.300, o equivalente a cerca de R$ 3.000.

A ideia é utilizar a mesma água durante o banho todo. Ela cai no ralo, é purificada e volta no chuveiro por meio de uma bomba. Todo o volume é descartado ao final do banho – que precisou de muito menos água do que o convencional.

Uma economia, tanto no bolso quanto na Cantareira, sempre vai bem.

Fonte: The Greenest Post

Brasileiro cria vaso sanitário que gasta apenas 2 litros por acionamento

11 de November de 2014 0

Brasileiro cria vaso sanitário que gasta apenas 2 litros por acionamento

As tecnologias que reduzem o desperdício de água em residências estão cada vez mais aprimoradas. Descargas com vasão dupla já são comuns, mas o empresário brasileiro Leonardo Lopes criou um modelo ainda mais eficiente. O vaso sanitário desenvolvido por ele utiliza apenas dois litros de água a cada acionamento.

O modelo é comercializado pela Acquamatic e permite a economia de até oito litros a cada acionamento, se comparado aos modelos tradicionais. Segundo o empresário, um dos segredos para a eficiência é a ausência de sifão. Assim, um basculante despeja os dejetos diretamente na prumada do esgoto. Ele ainda explica que tudo acontece pela própria dinâmica da água, sem a necessidade do uso de eletricidade.

Enquanto os sanitários tradicionais gastam um litro de água para evitar o mau cheiro, o modelo desenvolvido por Lopes usa apenas 200 ml. Tamanha eficiência rendeu o selo hídrico ao produto. Outro diferencial foi o uso do polímero ABS na fabricação, mais resistente do que a louça utilizada nos vasos comuns.

A matéria-prima reduz os níveis de poluição durante toda a fase de produção e descarte. O modelo também é altamente resistente, suportando até 1,5 toneladas, conforme informado pelo fabricante. O vaso sanitário está disponível para venda através do site da loja.
Fonte: CicloVivo

Amazônia perdeu mais de 2000 árvores por minuto nos últimos 40 anos

10 de November de 2014 0

Amazônia perdeu mais de 2000 árvores por minuto nos últimos 40 anos

Um relatório lançado na quinta-feira, 30, em São Paulo sintetiza, pela primeira vez, cerca de duzentos dos principais estudos e artigos científicos sobre o papel da floresta amazônica no sistema climático, na regulação das chuvas e na exportação de serviços ambientais para áreas produtivas, vizinhas e distantes da Amazônia. A avaliação conclui que reduzir a zero o desmatamento já não basta para garantir as funções climáticas do bioma.

Conduzido pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, a pedido da Articulación Regional Amazónica (ARA), o estudo “O Futuro Climático da Amazônia” afirma que é preciso recuperar o que foi destruído – somente no Brasil alcança uma área de 763 mil Km2, o que equivale a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol.

Entre os segredos que fazem da Amazônia um sistema único no planeta, está o fato de que a floresta mantém úmido o ar em movimento, o que leva chuvas para as regiões interiores do continente. Além disso, ela ajuda a formar chuvas em ar limpo, uma vez que as árvores emitem aromas a partir dos quais se formam sementes de condensação do vapor d’água, cuja eficiência na nucleação de nuvens resulta em chuvas fartas.

Outro segredo trazido à tona é que a floresta amazônica não mantém o ar úmido apenas para si mesmo. Ela exporta essa umidade por meio de rios aéreos de vapor, os chamados “rios voadores,” que irrigam áreas como o Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil e outras áreas como o Pantanal e o Chaco, além da Bolívia, Paraguai e Argentina. “Sem os serviços da floresta, essas produtivas regiões poderiam ter um clima inóspito, quase desértico”, diz o autor.

Gêisers de madeira – Segundo Nobre, essa competência de regular o clima se dá principalmente pela capacidade inata das árvores de transferir grandes volumes de água do solo para a atmosfera através da transpiração. São 20 bilhões de toneladas de água transpiradas ao dia, o equivalente a 20 trilhões de litros. Para se ter uma ideia, o volume despejado no oceano Atlântico pelo rio Amazonas é de pouco mais de 17 bilhões de toneladas diariamente. “As árvores funcionam como gêisers de madeira, jorrando esse imenso volume de água vaporosa na atmosfera”.

Mas o desmatamento pode colocar todos esses atributos da floresta em risco. Diversas previsões vêm sendo confirmadas por observações, entre elas estão à redução drástica da transpiração, a modificação na dinâmica de nuvens e chuvas e o prolongamento da estação seca nas zonas desmatadas.
Vários estudos sugerem que a floresta, na sua condição original, tem grande resistência a cataclismos climáticos. Mas quando é abatida ou debilitada por motosserras, tratores e fogo sua imunidade é quebrada. Nos cálculos de Nobre, a ocupação da Amazônia já destruiu no mínimo 42 bilhões de árvores, ou seja, mais de 2000 árvores por minuto – ininterruptamente -, nos últimos 40 anos. O dano de tal devastação já se faz sentir no clima próximo e distante da Amazônia, e os prognósticos indicam agravamento do quadro se o desmatamento continuar e a floresta não forem restaurados.

Entre as medidas mitigadoras, o estudo propõe “universalizar o acesso às descobertas científicas que podem reduzir a pressão da principal causa do desmatamento: a ignorância”. E é preciso agir, recomenda o documento, que fala em um “esforço de guerra” para reverter o quadro atual.

Para Sérgio Guimarães, coordenador da ARA Regional, O Futuro Climático da Amazônia é uma grande contribuição nesse sentido. “Nossa intenção ao promover essa publicação é justamente tornar esse conhecimento acessível a diversos setores da sociedade. Quando todos entenderem a importância das florestas para nossa economia e nossa vida, com certeza isso estará no centro dos nossos debates e das nossas políticas públicas”, diz Guimarães.

Desmatamento

Estendendo-se por 6.9 milhões de km2 em nove países – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Suriname, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa -, a Amazônia é uma das regiões naturais mais importantes do planeta e representa 40% das florestas tropicais remanescentes do mundo.
Para Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, combater o desmatamento na região já não é uma tarefa exclusiva das políticas nacionais, devido à crescente integração entre os países e as dinâmicas de mercado.

“Há frentes de desmatamento transfronteiriças, como por exemplo, entre o noroeste de Rondônia e o Nordeste da Bolívia, ou entre a tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia e a fronteira entre Equador e Colômbia, que são impulsionadas por ações descoordenadas entre os países. Além disso, a Amazônia tem complexo sistema de interação entre suas partes, sendo interdependente, pois o que se faz em uma parte prejudica outras. Sendo assim, é necessário ter políticas integradas e uma ação articulada que busque valorizar a floresta em pé em todo o bioma”, afirma.
Fonte: Ciclo Vivo

Cidade chinesa de Guiyu recicla lixo eletrônico do mundo todo

08 de November de 2014 0

Ao menos 80 mil moradores processam 1,6 milhão de toneladas ao ano.
Metais pesados contaminam ar e água e crianças têm chumbo no sangue.

Foto: AFP Photo/Johannes Eisele

Foto: AFP Photo/Johannes Eisele

A cidade chinesa de Guiyu, que recebe lixo eletrônico de todo o mundo para reciclá-lo, emprega dezenas de milhares de pessoas, com um custo ambiental extremamente alto.

A contaminação por metais pesados tornou tóxicos o ar e a água e as crianças têm altos níveis de chumbo no sangue, segundo estudo feito por cientistas da Universidade Médica de Shantou.

“Antes, mandavam para nós o lixo de outras partes do mundo para a China. Esta era a principal fonte (de resíduos) e o principal problema”, disse Ma Jun, diretor de uma das principais ONGs ambientalistas, o Instituto de Assuntos Públicos e Ambientais.

“Mas agora, a China se tornou uma potência consumidora por si só”, acrescentou.

“Penso que temos 1,1 bilhão de celulares usados e a vida destes aparelhos é cada vez mais curta”, afirmou. “Isto vai trazer um grande problema”, acrescentou.

Segundo cifras da ONU, a China gera seis milhões de toneladas de rejeitos eletrônicos por ano; os Estados Unidos, 7,2 milhões, e o mundo inteiro, 48,8 milhões.

Em Guiyu, a capital da reciclagem tecnológica da China, esta indústria emprega pelo menos 80 mil moradores desta cidade de 130 mil habitantes.

Em um depósito mal iluminado, montes de controles remotos cobrem o chão. Mulheres sentadas em tamboretes de plástico abrem os aparelhos eletrônicos como se fossem ostras, procurando placas de circuitos.

Em uma ruela, a centenas de metros dali, pai e filho, originários de uma província distante, lavam os microchips em recipientes de plástico, enquanto homens descarregam com uma pá telefones velhos e teclados de computador de um caminhão.

A cada ano, a cidade processa mais de 1,6 milhão de toneladas de lixo tecnológico, gerando ganhos no valor de US$ 600 milhões ao ano, o que atrai migrantes de várias partes da China.

Mas esta atividade é muito irregular e tem um alto custo ambiental. Os resíduos resultantes são lançados em um rio próximo e o ar fica saturado de fumaça da combustão de plásticos, circuitos e produtos químicos.

“As pessoas consideram que não se deve permitir que isto continue”, avaliou Leo Chen, funcionário do setor de finanças de 28 anos, que cresceu em Guiyu.

“Lembro que na frente da minha casa tinha um rio. Era verde e a água era clara e bonita”, relatou. “Agora, é preta”, lamentou.

Lai Yun, um pesquisador do grupo ambientalista Greenpeace, que visitou Guiyu em várias oportunidades, diz que o governo chinês reforçou a legislação para proteger o meio ambiente, mas as normas vigentes não são aplicadas com rigor.

Para o governo de Pequim, em hipótese alguma se pode atravancar o desenvolvimento.

“Do ponto de vista do governo, coletar os resíduos eletrônicos e processá-los é importante para a economia local”, declarou Lai.

“Segundo estudos, 80% dos lares participam da atividade. Por fim, se esta indústria não se desenvolver, estes habitantes precisarão de outro tipo de trabalho”, acrescentou.

Fonte: G1

Noruega paga moradores que se locomovem com bike

07 de November de 2014 0
Foto: Benjamin Linh VU/Creative Commons

Foto: Benjamin Linh VU/Creative Commons

Quem optou por deixar o carro em casa e passou pela principal avenida da cidade norueguesa Lillestrøm de bike ou a pé se deu bem. É que a prefeitura realizou ação para premiar financeiramente quem se locomove de forma mais sustentável pelas ruas do município.

Chamada de Pedágio Inverso, a intervenção aconteceu no início deste mês de outubro – e foi surpresa. Pedestres e ciclistas que passavam pela avenida principal de Lillestrøm foram abordados por policiais locais – e comemoraram ao descobrir que ganhariam uma quantia similar a R$ 35, simplesmente, por abrir mão do carro na hora de se locomover pela cidade.

A ação durou, apenas, algumas horas, mas o governo acredita que foi suficiente para fazer a população refletir sobre seus hábitos de mobilidade – e, claro, mudá-los (nem que seja só para esperar a próxima intervenção surpresa da prefeitura para remunerar pedestres e ciclistas). Você aprova a iniciativa?

Fonte: The Greenest Post

Benefícios e Vantagens da Energia Solar Fotovoltaica

06 de November de 2014 0

Finalidade: Prover necessidade de geração de Energia Elétrica sem ter que usar recursos naturais poluentes e não renováveis.

Benefícios e Vantagens da Energia Solar Fotovoltaica
Os sistemas solares fotovoltaicos, principalmente aqueles integrados as edificações urbanas e interligados ao sistema de distribuição, oferecem diversas vantagens para o sistema elétrico, muitas das quais relacionadas a custos evitados e que ainda não são consideradas ou quantificadas. Vejam abaixo algumas delas:

- Redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, já que a eletricidade é consumida onde é produzida;
- Redução de investimentos em linhas de transmissão e distribuição;
- Edifícios com tecnologia fotovoltaica integrada não exigem área física dedicada;
- Edifícios solares fotovoltaicos fornecem os maiores volumes de eletricidade nos momentos de maior demanda (Ex.: o uso de ar-condicionado é maior ao meio-dia no Brasil, quando há uma maior incidência solar);
- Quando distribuídos estrategicamente, os geradores fotovoltaicos oferecem mínima capacidade ociosa de geração: por sua grande modularidade e curtos prazos de instalação, podem ser considerados como um Just-in-time de adição de capacidade de geração.
- A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controle existentes atualmente.
- As centrais necessitam de manutenção mínima.
- Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo em que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.
- A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
- Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética sua utilização ajuda a diminuir a procura energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.
- Redução do impacto ambiental e redução da poluição do ar.
- Não emite dióxido de carbono para a atmosfera, por não exigir qualquer tipo de combustão, evitando assim o processo de aquecimento global resultante do efeito estufa, agora temos a maior concentração deste gás a partir dos últimos 160.000 anos atrás.
- Não contribui para a formação da chuva ácida.
- Não resulta na formação de óxidos de nitrogênio.
- Não necessita de sofisticadas medidas de segurança como, por exemplo, em relação à energia nuclear; exemplo “Acidente nuclear de Chernobil e Fukushima”.
- Não impacta bruscamente numa região como as hidrelétricas; exemplo “Usina Hidrelétrica de Belo Monte”.
- Não exige complexo tratamento de resíduos tóxicos;
- Contribui para o desenvolvimento econômico regional.
- Incentiva a criação de empregos, pois esta forma de geração de energia elétrica exige o trabalho de manipulação do homem e criação de indústrias para fabricação e manutenção dos equipamentos, bem como as empresas prestadoras de serviço no projeto, instalação e manutenção dos equipamentos.

Fontes:
http://www.americadosol.org/vantagens/

http://www.portal-energia.com/vantagens-e-desvantagens-da-energia-solar/

Simulador mostra os benefícios de suas pedaladas em números

05 de November de 2014 0

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Quais são os impactos positivos da sua pedalada? Para responder a esta pergunta a Universidade Federal do Paraná (UFPR) criou um simulador que indica quantos quilos de gases de efeito estufa não foram emitidos, quantos reais foram economizados e quantas calorias foram gastas. No site você também encontrará incentivo para a cultura da bike na mobilidade urbana.

Para realizar o cálculo é simples: basta inserir a quilometragem pedalada, quantidade de vezes por semana que o trajeto é realizado e o preço da gasolina/passagem de ônibus na sua cidade. Com isso você saberá os números referentes ao mês e ao ano, o que servirá de incentivo para a mudança de hábito.
O que você está esperando para tirar a bike do depósito e deixar o carro na garagem?
Confira o simulador: http://www.ciclovida.ufpr.br/?page_id=504

Fonte: The Greenest Post

Aquecimento global: se não houver ação imediata, será tarde demais

04 de November de 2014 0

Aquecimento-global-se-não-houver-ação-imediata-será-tarde-demais-Giselle-GarciaAgência-Brasil

A síntese do 5º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), divulgada em Copenhague, na Dinamarca, mostra que se não houver ação imediata das nações para frear o aquecimento global, em pouco tempo, não haverá muito que fazer. “Se as taxas de emissão de gases de efeito estufa continuarem aumentando, os meios de adaptação não serão suficientes”, aponta o documento.

“Temos uma janela de oportunidade, mas ela é muito curta. O relatório mostra isso. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”, enfatizou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a apresentação da síntese. Ele ressaltou que ainda há meios para frear as mudanças climáticas e construir um futuro mais próspero e sustentável, mas que a comunidade internacional precisa levar a questão a sério.

O relatório, elaborado com a participação de mais de 800 cientistas de 80 países, mostra que a emissão de gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, tem aumentado desde a era pré-industrial, como consequência do crescimento econômico e da população. De 2000 a 2010, indica o documento, as emissões foram as mais altas da história. “A acumulação de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera alcançaram níveis sem precedentes nos últimos 800 anos”.
Entre 2000 e 2010, a produção de energia por meio da queima de combustíveis fósseis foi responsável por 47% da emissão globais de gases de efeito estufa. A indústria respondeu por 30%, o transporte por 11% e as construções por 3%.

Pachauri enfatizou, ao longo da apresentação, que emissões continuadas têm levado a um aquecimento global contínuo, ao derretimento das geleiras e ao consequente aumento do nível do mar. Nas últimas três décadas foram registrados sucessivos aquecimentos na superfície da Terra, sem precedentes desde 1850. O período entre 1983 e 2012 foi o mais quente dos últimos 800 anos no Hemisfério Norte, de acordo com a síntese. O aquecimento médio global combinado da Terra e dos oceanos no período de 1880 a 2012 foi 0,85 graus Celsius (°C).

O derretimento das geleiras, em especial, na Groelândia e na Antártida, geraram o aumento do nível do mar em 19 centímetros de 1991 a 2010. O número é maior do que os registrados nos últimos dois milênios. O relatório alerta, também, para a acidificação dos oceanos em 26% por causa da apreensão de gás carbônico da atmosfera, o que pode ter impacto grave sobre os ecossistemas marítimos.
Ao fazer projeções para o futuro, os cientistas preveem impactos severos e irreversíveis para a humanidade e para os ecossistemas. “Se não frearmos as mudanças climáticas, elas ampliarão os riscos já existentes e criarão novos riscos. Meios de vida serão interrompidos por tempestades, por inundações decorrentes do aumento do nível do mar e por períodos de seca e extremo calor. Eventos climáticos extremos podem levar a desagregação das redes de infraestrutura e serviços. Há risco de insegurança alimentar, de falta de água, de perda de produção agrícola e de meios de renda, particularmente em populações mais pobres. Há também risco de perda da biodiversidade dos ecossistemas”.

De acordo com a síntese, mesmo se houver um esforço das nações para limitar o aquecimento da Terra a 2°C, ainda assim, os efeitos continuarão a ser sentidos por um longo tempo. “Ondas de calor vão ocorrer com mais frequência e durar mais, e precipitações extremas se tornarão mais intensas e frequentes, em mais regiões. Os oceanos vão continuar a se aquecer e acidificar e o nível do mar continuará a subir”.

O relatório enfatiza que, para frear as mudanças climáticas e gerenciar os seus riscos, é preciso que as nações promovam ações combinadas de mitigação e adaptação. “Reduções substanciais nas emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas podem diminuir os riscos das mudanças climáticas e melhorar a possibilidade de adaptação efetiva às condições existentes”. Os cientistas reconhecem, entretanto, que essas reduções demandarão mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e institucionais consideráveis.

Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou da apresentação do relatório, é preciso agir imediatamente. “O tempo não está a nosso favor. Vamos trabalhar juntos para construir um mundo mais sustentável. Vamos preservar o nosso planeta Terra e promover desenvolvimento de maneira sustentável”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Recicláveis podem ser trocados por comida em Curitiba

03 de November de 2014 0

Programa municipal troca quatro quilos de resíduos por um quilo de frutas e verduras

troca residuos por alimentos

Na capital do Paraná, separar o lixo orgânico do reciclável não faz bem, apenas, para o meio ambiente. Melhora, também, a dieta da população. É que, por lá, os moradores podem trocar resíduos recicláveis por frutas e verduras frescas, por meio de programa da prefeitura chamado Câmbio Verde. Funciona assim: os cidadãos separam o lixo reciclável que produzem em casa (como jornal, latas de alumínio, garrafas PET e potes de vidro) e, a cada 15 dias, podem levá-lo a um dos 100 postos de troca do Câmbio Verde, que estão espalhados pelos bairros de Curitiba. A cada 4 quilos de resíduos entregues ao programa, o “doador” tem o direito de levar para casa 1 quilo de frutas e verduras da época. Óleo de cozinha animal ou vegetal também pode ser trocado: 2 litros, depositados em garrafas PET, valem 1 quilo de alimentos frescos. A iniciativa é um sucesso na cidade! Beneficia mais de 7,5 mil pessoas por mês e coleta quase 350 toneladas de lixo reciclável a cada 30 dias – resíduos esses que, se não fosse o Câmbio Verde, poderiam acabar nos aterros do Paraná. E tem mais: além de ajudar a população a se alimentar melhor e reduzir o problema do lixo, o programa ajuda os pequenos e médios produtores rurais, que são os fornecedores das frutas e verduras frescas da prefeitura. Existe, ainda, uma versão infantil da iniciativa, o Câmbio Verde Especial nas Escolas, que periodicamente realiza ações nas instituições de ensino de Curitiba. As crianças levam recicláveis ao colégio e podem trocá-los, entre outros artigos, por cadernos, brinquedos e ingressos para atividades culturais. Assim, os pequenos aprendem desde cedo a arte da reciclagem. Para quem mora em Curitiba, vale consultar o calendário de atendimento do Câmbio Verde. Para quem não mora, fica a sugestão para pressionar o governo da sua cidade a implantar uma iniciativa semelhante. Já pensou se todos os brasileiros pudessem trocar lixo reciclável por alimentos de boa qualidade?
Fonte: The Greenest Post