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Ryse: Son of Rome é legal, mas...

08 de janeiro de 2014 0
Imagem: Microsoft Studios / Divulgação

Imagem: Microsoft Studios / Divulgação

A nova geração de videogames está aí, trazendo novos desafios com engines poderosas e gráficos mais próximos da realidade. E o jogo Ryse: Son of Rome (exclusivo de Xbox One / Microsoft Studios / 2013 / totalmente em português) pode ser considerado o primeiro marco do novo console da Microsoft. Mas os desenvolvedores precisam lembrar que os efeitos especiais só ficam bons se acompanhados de uma boa história e, principalmente, experiência de imersão no jogo.

Na história, o jogador acompanha a jornada do general Marius Tito (ou só Mário na dublagem…). Ele lidera as tropas da Roma antiga, que logo no começo do jogo devem defender a cidade de um ataque de bárbaros. Acontece que a família de Marius acaba sendo morta na sequência e, no desenrolar da trama, é descoberto que os acontecimentos na vida do general não são tão ao acaso como ele pensava. Os desenvolvedores descrevem tudo como um “um conto épico de vingança abrangendo toda uma vida” – porém, quem conhece o filme Gladiador pode encontrar muitos clichês no roteiro, inclusive com Marius tendo que lutar em arenas.

Imagem: Microsoft Studios / Divulgação

Imagem: Microsoft Studios / Divulgação

O jogo é baseado na ação, no clássico estilo hack and slash, com muita violência explícita e membros decepados (ou seja, dar espadadas em qualquer coisa que se mexer). Os comandos são simples e apresentados ao jogador na medida que progride na história. Há ainda os chamados quick time events, que são sequencias rápidas onde se deve apertar os botões em uma ordem correta. E é nesta parte que o jogo apresenta seu primeiro ponto fraco: mesmo se o jogador não apertar os botões certos, ou mesmo não fazer nada durante a cena, a ação é concluída automaticamente. A diferença entre apertar os botões de forma correta ou não são apenas alguns pontos de experiência, que podem ser trocados em novas habilidades.

Os gráficos e os detalhes das expressões faciais dos personagens são o ponto alto do jogo, provando o potencial da nova geração de consoles. O cenário também é bem trabalhado, apesar de ser linear e com caminhos bem demarcados para seguir. Porém, há uma repetição excessiva de inimigos (você vai enfrentar uma centena de vezes o mesmo “gordo do escudo”). Já a tradução dos textos em português e a dublagem ajudam bastante para entender a história, mas as falas são muito mecânicas e sem emoção – e traduções de jogos anteriores provam que não precisava ser assim.

Imagem: Microsoft Studios / Divulgação

Imagem: Microsoft Studios / Divulgação

Ryse: Son of Rome é um jogo com uma bela estética, que oferece uma história interessante para quem assiste. Mas quem está no controle pode ter a impressão de pouca participação e o sentimento de “estar faltando algo”. Parece que o foco do jogo são os gráficos, enquanto que a experiência de jogar foi deixada simples demais, talvez para agradar novos jogadores – mas o que é um ponto muito negativo para quem procura mais desafios.

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Quem estiver em Balneário Camboriú ou região pode experimentar pessoalmente Ryse: Son of Rome e outros jogos do Xbox One na Clans BR.

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