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Dica de leitura: Jogador Nº 1

29 de março de 2014 0

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Chegou o dia em que o mundo virtual superou o mundo real. E uma grande rede social chamada OASIS virou o sinônimo de internet, juntando em um só lugar todos os jogos, salas de bate-papo e ambientes virtuais existentes. Toda a humanidade acessa, como uma forma de escapar de um futuro miserável, dominado por corporações e com escassez de recursos. Mas o programador do OASIS, o gênio James Halliday, morreu. Em seu testamento, ele deixou uma fortuna de mais de 25 bilhões de dólares e mais o controle total sobre o sistema que criou, com uma condição: irá ficar com tudo isso a pessoa que encontrar o Easter egg dentro da simulação. Toda a humanidade ficou com a esperança de ter uma nova vida com o prêmio, principalmente Wade Watts – ou mais conhecido como Parzival no mundo virtual.

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Este é o cenário principal do livro Jogador Nº 1 escrito por Ernest Cline (da Editora Leya, mesma responsável por trazer ao Brasil a Guerra dos Tronos). A história é uma homenagem e uma aventura com referências a videogames clássicos e a cultura pop dos anos 80, porque o criador do OASIS era um nerd hardcore fã de tudo isso e criou seu testamento/jogo com pistas baseadas nestes elementos. De uma forma bem direta, e ao estilo do próprio livro, é possível resumir tudo como: um Harry Potter, que entra conscientemente na Matrix, para encontrar o bilhete premiado da Fantástica Fábrica de Chocolate, para salvar a humanidade de uma corporação do mau, que quer o prêmio para dominar tudo como o Sauron do Senhor dos Anéis (se você entendeu isso, com certeza vai gostar do livro).

O mais legal do Jogador Nº 1 é que quem também é fã dessas coisas vai se identificar muito. Desde os clássicos do Atari 2600, passando por filmes como De Volta Para o Futuro, os jogos de Dungeons & Dragons e as músicas do Rush, tudo na história está recriado dentro do OASIS, onde as pessoas podem interagir e jogar com a sensação mais fiel de realidade. E todas as referências deixam a leitura do livro bem fluída, porque o autor não precisa ficar descrevendo muitos os objetos (quem não sabe como é um DeLorean?) e consegue assim desenvolver bem a ação.

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O livro também detalha muito bem os tipos de jogadores e situações comuns nos jogos, que agora estão em escala global (imagine toda a humanidade dentro de um MMO, usando o lugar para estudar ou disputar posições sociais com bolas de fogo, armas lazer e robôs gigantes). Além disso, a experiência de ler Jogador Nº 1 é muito parecida com jogar, pois quem conhece as referências começa a tentar desvendar os mistérios com Parzival, que o levam para as três chaves, que abrem as portas para o grande prêmio. É claro, sem os modernos equipamentos tecnológicos de imersão virtual da história, mas com a melhor plataforma que existe até hoje: nossa imaginação.

Confira abaixo o prólogo do livro Jogador Nº 1 se você ficou interessado em mais:

 

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