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Posts de setembro 2014

5 principais problemas dos novos iPhones (e algumas soluções) até agora

30 de setembro de 2014 1

 

A Apple lançou o iPhone 6 com dois modelos de tela, inúmeras inovações e anunciou ser uma das melhores versões feitas até agora do aparelho. Mas depois de muito entusiasmo do lançamento, como sempre, alguns usuários encontraram algumas “funções” um tanto desagradáveis.

1. #Bendgate: enquanto a LG lançou um modelo que vem curvo de fábrica, alguns usuários do novo iPhone começaram a perceber que seus modelos entortaram com o tempo. O caso foi chamado de #bendgate e virou piada com a repercussão (< aqui no link tem várias). A própria Apple foi obrigada a se pronunciar oficialmente e disse que os casos são “extremamente raros”, coisa que um teste comprovou que pode ser exagero do pessoal. Solução: as pessoas afetadas podem ir em uma loja oficial, onde o aparelho passará por uma inspeção e, se for o caso, trocado. Mesmo assim, a recomendação não é usar os modelos do novo iPhone, nem qualquer outro aparelho, no bolso da calça.

2. A tela racha com mais facilidade: uma coisa que muita gente já reclama das outras versões do iPhone é a tela frágil. Mas parece que isso está acontecendo com mais frequência no modelo 6, inclusive com o adicional da tela se soltar quando o aparelho entorta (como explicado antes). Solução: tomar cuidado com quedas e colocar capas protetoras.

3. As músicas da discórdia: de graça até injeção na testa? Não foi bem assim com o novo disco dos irlandeses do U2, disponibilizado nos iPhones e iPads. A empresa gastou US$ 100 milhões para distribuir gratuitamente o disco “Songs of Innocence”, mas os usuários começaram a reclamar nas redes sociais. Solução: para apagar o disco, basta selecioná-lo no dispositivo e deslizar cada uma das 12 músicas para a esquerda até aparecer o botão “apagar”. Para que o download não seja feito novamente, é necessário ir nas Configurações, iTunes e App Store, e desmarcar a opção de download automático para músicas.

4. A câmera traseira é muito “protuberante”: tem até gente reclamando que a proteção da lente destoa do design do aparelho e até atrapalha na hora de guardar. Solução? Até agoranão existe uma oficial, mas a que tem é um tanto radical, como fez um usuário e postou no Youtube (atenção: não tente isso em casa, porque isso vai danificar seu aparelho e deixar as coisas piores):

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=WKd6gT3Kz10]

 

5. Atualização do iOS 8 com bugs: junto com os dois modelos do iPhone 6 também foi lançada a nova versão do sistema operacional da Apple para dispositivos móveis. Só que também dois problemas vieram no pacote. O primeiro é que o aplicativo de mapas regrediu para uma versão antiga, cheia de problemas. Aí foi lançada a atualização 8.0.1, que causou o segundo problema, deixando a função Touch ID inoperante (de reconhecimento de impressões digitais) e bloqueando o sinal de celular – ou seja, o aparelho não fazia mais ligações, perdendo a principal função. Agora lançaram a atualização 8.0.2 que corrigiu os dois problemas. Mas agora há usuários relatando que alguns aplicativos travam, como Facebook e o Dropbox – talvez por eles não serem compatíveis com o novo iOS. A solução então é aguardar a atualização deles.

 

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Videogames: O Filme

18 de setembro de 2014 0

video-gamesNão, não é um filme como Detona Ralph. Mas é um documentário bem legal.

Era uma vez, um mundo onde videogames não existiam. Porém, mesmo com tantas coisas que as pessoas podiam fazer, nasceram os jogos eletrônicos em uma combinação de inovação e curiosidade. E alguns amadores fizeram pontos luminosos em pequenas telas virarem simples diversão, que mais tarde se transformaria em algo com vida própria. Dos esforços de artistas, designers e empresários, que eram no começo entreter, veio um novo mundo para desafiar e cativar milhões de pessoas ao redor do mundo.

As ideias acima são apenas o ponto de partida do documentário Video Games: The Movie (Videogames: O Filme, 2014, produzido e dirigido por Zach Braff), que apresenta a evolução do mercado de jogos eletrônicos, que hoje está diretamente presente em 49% das casas na América. E com números e depoimentos de pessoas influentes neste mundo, desde entusiastas como Wil Wheaton até lendas como Hideo Kojima, a produção apresenta muitos dados atuais para ajudar a entender como um simples Pong ajudou a construir uma revolução cultural.

Sean Astin (o Sam, de O Senhor dos Anéis) é quem narra os detalhes, desde como os videogames são feitos, comercializados e consumidos pelo público. Tudo com a preocupação de mostrar a história dos principais marcos dessa indústria, através do olhar de desenvolvedores, editores e até mesmo jogadores. O único ponto fraco é que o documentário é focado apenas nos consoles, deixando grande parte dos jogos nos computadores para trás. Mesmo assim, é bem atualizado (com detalhes da produção de Destiny, por exemplo), e uma forma de entender que não são apenas “joguinhos”.

Mais detalhes sobre a produção no site www.videogamesthemovie.com. E abaixo o documentário completo (em inglês, mas é possível ligar as legendas traduzidas do Youtube).

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ztLLFxTs_OY]

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Falha dos próprios usuários pode ter causado vazamento de senhas do Gmail

11 de setembro de 2014 1
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Depois do maior vazamento de fotos íntimas de atrizes por meio de uma falha nos serviços da Apple, agora foi a vez dos usuários do Google ficarem preocupados. Uma lista com aproximadamente 5 milhões de usuários e senhas do Gmail começou a circular e, em um primeiro momento, a culpa foi de uma falha do sistema. Mas depois que a lista começou a ser analisada, os dados nela eram senhas antigas ou obtidas de outras formas. Mais detalhes sobre o que aconteceu estão aqui.

Segundo nota do blog de Segurança do Google, menos de 2% das combinações de nome de usuário e senha pode ter funcionado. “É importante notar que, neste caso e em outros, os nomes de usuário e senhas vazaram não eram o resultado de uma violação de sistemas do Google. Muitas vezes, essas credenciais são obtidas através de uma combinação de outras fontes”, detalha ainda o texto.

Essas “outras fontes” são normalmente aplicativos que roubam senhas, o famoso fishing ou ainda vulnerabilidade de outros sites. Este último caso funciona assim: muita gente usa o mesmo usuário e senha do seu serviço de e-mail para acessar diversos sites. Mas estes outros sites podem não ter uma segurança tão boa do seu banco de dados. Aí os mal intencionados acham a vulnerabilidade ali e tem listas, que vão testando até achar uma que abra também o e-mail – fora também que estas listas de e-mails são distribuídas para fazer spam.

Vale lembrar também que neste ano também aconteceu o Heartbleed, que mostrou vulnerabilidades em diversos serviços. Mas segundo os responsáveis de cada plataforma, tudo já foi normalizado. Mesmo assim, sempre é válido tomar as próprias medidas de segurança.

Para evitar problemas:

1. Use sempre uma senha forte e única para cada serviço importante (uma para o e-mail, outra para o Facebook, uma terceira para os sites de compras e assim por diante). A Microsoft tem um serviço gratuito para testar a força das senhas aqui.

2. Use a verificação em duas etapas quando o serviço disponibiliza. Do Google é possível configurar aqui.

3. Atualize sempre as opções de recuperação de conta, com o seu telefone e outro e-mail. Caso alguém tente mudar a senha, terá mais dificuldades.

4. Crie a senha com no mínimo oito caracteres. Quanto mais longo for, melhor será. Senhas mais longas são mais difíceis de serem decifradas.

5. Tenha cuidado ao clicar em qualquer link que peça para fazer login, alterar senha ou fornecer informações pessoais, mesmo que pareça ser de um site legítimo. Isso pode ser um golpe de phishing, em que as informações inseridas vão para um hacker. Em caso de dúvida, faça login manualmente digitando o endereço desse site na janela do navegador.

 

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O que as fotos vazadas de Jennifer Lawrence e outras atrizes nuas nos mostram?

01 de setembro de 2014 2

De vez em quando “cai na internet” uma ou outra foto de alguma celebridade em uma situação íntima. Mas no dia 31 de agosto, um usuário do fórum 4chan foi o responsável pelo maior vazamento de fotos de pessoas famosas já registrado. Entre as afetadas estão a atriz  Jennifer Lawrence e a cantora Ariana Grande, além de outras dezenas de famosas. Um grande grupo de usuários da internet ficou agitado para ver as imagens. Porém, nesta época que a privacidade online é algo tão precioso e discutido, podemos ver algumas coisas a mais nisso.

Cuidado nunca é demais. Todos tem o direito de tirarem as fotos que quiserem de si mesmos e compartilhar com quem quiserem. O problema é a questão da confiança de quem recebe estas imagens ou daqueles que tem acesso aos locais de onde estão guardadas. Além disso, qualquer lugar de armazenamento é vulnerável às más intenções (de pessoas que estão nem aí para crimes, pois até têm como um desafio achar falhas de segurança e fazer esse tipo de coisa). No caso recente, foi uma falha do iCloud que colaborou para tudo vazar. Ou seja, é preciso ter consciência que esse tipo de material está sujeito a ataques constantemente, não importa onde esteja.  

“São apenas fotos de mulheres nuas”. Só que não.  Existem bilhares de fotos desse tipo na internet, mas de mulheres que querem e são pagas para esse tipo de exposição. O problema que, mesmo sendo atrizes acostumadas com os holofotes, a privacidade ferida é algo muito delicado – e de vítima elas acabam se tornando culpadas por “fazer esse tipo de coisa” (que todo mundo faz, mas nem todos são expostos). O depoimento de Mary Elizabeth Winstead, que foi uma das afetadas, resume bem isso: “Para aqueles que estão vendo fotos que tirei com meu marido anos atrás na privacidade de nossa casa, espero que você se sinta muito bem. Estou me sentindo mal por todas que foram hackeadas”.

A questão não é “tirar foto íntima ou não” ou “qual o lugar mais seguro para guardar“. O detalhe são as leis serem aplicadas neste tipo de situação. Aqui no Brasil foi criada recentemente a Lei Carolina Dieckman, que surgiu depois de um caso do mesmo tipo. Porém, mesmo com uma ordem judicial mandando tirar as fotos de sites de busca, a multiplicação do conteúdo na internet é algo em escala geométrica. O advogado Roberto Hostim aponta uma alternativa bem interessante nestes casos (a discussão completa você confere clicando aqui):

Acredito que uma das formas de evitar esse tipo de situação é responsabilizar solidariamente os sites pela divulgação indevida. Se você é dono de um site que aceita que usuários cadastrados publiquem arquivos de foto e vídeo, deve arcar com a responsabilidade do que publicam, afinal, o dono do site é quem deve filtrar o conteúdo para verificar se aquela publicação não irá ferir o direito de terceiros. Se cada site fosse condenado a pagar um valor de indenização, duvido que após uma condenação o dono do site iria continuar aceitando publicações sem qualquer aprovação prévia. Normalmente os donos desse tipo de site recebem $$$ em razão dos anúncios que ficam nas páginas, nada mais justo que eles pagarem pela indenização, haja vista que lucram com os acessos ao material indevidamente publicado. Com relação à norma vigente no Brasil, o crime é relacionado à invasão do dispositivo informático alheio, conectado ou não a internet, com o fim de obter, alterar ou destruir informação. A divulgação do material vai dar ensejo ao direito de reparação do dano que for causado, no caso dano moral, em valor a ser arbitrado pelo juiz. A pena é leve e o réu provavelmente não vai ficar nenhum dia preso (cumprirá em liberdade). Se não tiver dinheiro, pode até ser condenado a pagar uma indenização, mas não terá condições e ficará por isso mesmo. Um quadro como este não inibi ninguém de cometer o ato ilícito. Ou se agrava a reprimenda, utilizando ainda um procedimento judicial mais célere e eficaz, ou o problema se agravará. Solução paliativa: não tire fotos íntimas, salvo se alguma revista do gênero pagar um valor muito bom.

No mais, é preciso lembrar que o ambiente virtual é só uma extensão do “mundo real” e que tudo que é feito lá pode repercutir (de forma negativa) no mundo real.

E quem chegou até aqui na leitura, recomendo também o texto The Fappening: sobre as fotos que vazaram, da Rosana Hermann lá no Querido Leitor.

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