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Posts com a tag "PC"

Era uma vez Child of Light, um belo conto de fadas jogável...

14 de maio de 2014 0

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Child of Light (2014 / disponível para PC, PS 3, PS 4, Xbox 360, Xbox One e WiiU) é uma das provas mais concretas que jogos de videogame são arte. E a Ubisoft Montreal conseguiu apresentar três das coisas mais importantes: gráficos bem trabalhados, uma jogabilidadade fluente e, principalmente, uma trama envolvente. Além disso, a combinação do estilo plataforma (onde o personagem percorre um cenário em duas dimensões) com o JRPG (RPG Japonês, em que os combates são por turno, alternando as ações dos participantes, os personagens ganham experiência por combate e podem evoluir com novas habilidades) cria uma experiência muito fluída ao longo da aventura.

A história de Child of Light começa com a pequena princesa Aurora (não a Bela Adormecida) acordando de um sono profundo em um lugar desconhecido. Sozinha e assustada, lá descobre estar presa em um mundo dominado pelas sombras. E no início dessa jornada, ela encontra uma luz de esperança em um pequeno vaga-lume mágico, que promete levar a princesa para sua casa, em troca de ajuda (contar mais do que isso estragaria a bela experiência de descobertas ao longo da história).

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O jogo merece destaque por todos seus detalhes que contribuem na hora de envolver o jogador: os gráficos são trabalhados como desenhos artísticos, enquanto a música com um piano marcante é leve e delicada – combinando com a ideia da personagem Aurora, que é uma princesa e tem, entre suas habilidades, o poder de voar.  Já os diálogos são poéticos e rimados, no estilo dos contos de fadas. E a dublagem para o português merece destaque: as falas são localizadas, com entonação e ritmo envolvente.

Há o modo cooperativo, para duas pessoas jogarem na mesma tela. Mas outro ponto interessante do jogo é o esquema de controlar dois personagens ao mesmo tempo. Aurora e o vaga-lume mágico combinam suas habilidades para resolver quebra-cabeças criativos e enfrentar inimigos (o vaga-lume tem o poder de “atrasar” os inimigos em combate). Ainda ao longo da história, outros personagens entram na jornada, também ajudando a princesa – que de certa forma acaba ajudando todos também.

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Com todos os elementos na medida certa e uma protagonista cativante, Child of Light é uma surpresa positiva entre os lançamentos de 2014. E sua bela experiência pode ser resumida um conto de fadas jogável, que vai agradar crianças e adultos, enquanto são envolvidos na jornada da princesa Aurora para recuperar a sua luz.

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Papo sobre videogames: #GothamConnection - Episódio Piloto

18 de março de 2014 9

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Meu amigo Bruno Stolf resolveu transformar seu trabalho de conclusão de curso da faculdade em um programa online sobre games. Nisso recebi um convite, junto com meu outro amigo, Carlos Pieri: e eis que nasceu o projeto Gotham Connection. A ideia inicial é conversar semanalmente sobre novidades e lançamentos nas plataformas Xbox, Playstation e PC.

O episódio piloto (ou beta, como são chamados os jogos em fase de desenvolvimento) você confere abaixo. Os temas são o anúncio de Batman Arkham Knight, o lançamento de Titanfall e o desenvolvimento de jogos em crowdfunding.

Sugestões e correções são muito importantes para os novos episódios. Comente o que você achou :)

O Cavaleiro das Trevas é a caça e o caçador em Batman: Arkham Origins

26 de outubro de 2013 0

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O começo nunca é fácil para um herói, ainda mais quando se tem um bando de assassinos caçando a sua cabeça por dinheiro. E agora Batman: Arkham Origins (Playstation 3, Xbox 360 e PC / Warner Bros. Games Montreal / 2013 / legendas e dublagem em português) mostra o início da luta do Cavaleiro das Trevas contra o crime de Gothan, quando enfrenta pela primeira vez seus piores inimigos unidos em um único objetivo: matar o Batman.

Este é o terceiro jogo da série Arkham, que já explorou o famoso Asilo Arkham dominado pelo Coringa e a Cidade Prisão controlada por Hugo Strange. E desta vez é o vilão conhecido como Máscara Negra que reuniu um grupo para acabar com o homem morcego.

Batman: Arkham Origins repete tudo o que deu certo nos jogos anteriores, como um controle bem fluído do personagem, o clima sombrio, uma história envolvente e os famosos equipamentos (gancho, bomba de fumaça, gel explosivo e o, estranhamente renomeado, “batarangue”).

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Os combates também são novamente destaque, onde é possível socar muitos inimigos de forma fácil e com uma bela coreografia, sem perder a sensação de desafio. Também cada combate vencido gera pontos de experiência, para serem gastos em melhorias de habilidades físicas ou tecnológicas – também há pequenos segredos escondidos pelos cenários, que se descobertos pelas habilidades de detetive do Batman geram recompensas.

A primeira novidade apresentada durante o jogo é que agora o herói pode acessar a Batcaverna. No refúgio é possível investigar melhor os casos e montar equipamentos novos com a tecnologia de seus inimigos – como as luvas de choque. Já o novo modo multijogador coloca dois times de vilões, como o Coringa e Bane, para caçar Batman e Robin (em um esquema 3 contra 3 contra 2 jogadores).

A parte gráfica parece não ter evoluído do jogo anterior Arkham City, que já era muito boa. Mas alguns efeitos novos como o movimento da capa e o efeito de neve deixam o jogo bem mais bonito. A dublagem também merece destaque na parte técnica, que mostra o investimento do mercado dos jogos no Brasil (apesar dos preços abusivos aos consumidores… mas isso é outra história).

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No geral, Batman: Arkham Origins dá o conforto dos controles e técnicas já jogadas em uma interessante história dos primeiros passos do Cavaleiro das Trevas. Quem ainda não jogou nada da série vai ficar impressionado em vestir o manto negro pela primeira vez. Já quem está cansado de prender o Coringa vai se divertir explorando todas as referências que fecham a trilogia de jogos.

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Confira também meu primeiro gameplay para o blog, da primeira meia hora de Batman: Arkham Origins (versão para PC / Steam).

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Ajude Lara Croft a sobreviver no novo Tomb Raider

10 de março de 2013 0

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

Sobreviver em um ambiente hostil com poucos recursos. Não é mais um episódio de À Prova de Tudo, apesar de Lara Croft parecer a filha de Bear Grylls no novo Tomb Raider (para PC, Xbox 360, PlayStation 3 / Crystal Dynamics e Square Enix / 2013 / versão com legendas em português). O décimo jogo da série, que ficou famosa inclusive no cinema, chega para recomeçar do zero a jornada da arqueóloga britânica que explora tumbas.

A história começa com o naufrágio do navio Endurance, contratado para uma expedição arqueológica. Cenas rápidas e fortes de uma tempestade no mar. Lara, que era uma das tripulantes, sobrevive ao naufrágio e acaba em uma ilha misteriosa (qualquer semelhança com Lost não é coincidência, com coisas estranhas acontecendo). Mas quando está na praia acaba raptada por uma figura estranha, antes mesmo de encontrar com outros tripulantes.  A partir disso, ela começa um caminho bem tortuoso (e sofrido) pela sobrevivência.

A imagem acima foi registrada direto da televisão, por isso está em baixa qualidade. Registrei o início do jogo, onde Lara aparece suja, machucada e assustada dentro de uma tumba.

O roteiro completo é revelado ao longo do jogo por flashbacks, que ajudam a contextualizar o motivo da expedição e o que diabos uma adolescente está fazendo no meio de um lugar chamado Mar do Diabo (onde a ilha está localizada). Esta forma encontrada para contar a história é bem criativa, com uma pequena filmadora, diários dos tripulantes e outros objetos de registro – quanto mais você explora o cenário e encontra coisas, mais história você ganha.

Aliás, uma herança dos antigos jogos da série são os artefatos escondidos. Eles também ajudam a contar mais sobre o que está acontecendo na ilha, além de combinar com o interesse arqueológico de Lara – é legal notar o fascínio dela por máscaras cerimoniais ou pinturas nas paredes. A novidade são equipamentos encontrados em caixas, peças e outros “entulhos” que podem ser usados para melhorar armas e equipamentos (ao melhor estilo MacGyver).

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

O sistema de evolução da personagem também ficou muito bom. Em cada cena de ação concluída, animal caçado ou desafio vencido ganha-se experiência, usada para adquirir novas habilidades. Com o tempo é possível conseguir carregar mais coisas, encontrar melhores recompensas, ficar com a pontaria mais precisa ou melhorar seu Instinto de Sobrevivência.

O Instinto de Sobrevivência é outra novidade de Tomb Raider. É uma visão mais aguçada do cenário, como a visão detetive do Batman. Serve para ajudar a resolver os famosos quebra-cabeças dos cenários, além de dar pistas de objetos importantes ou trilhas de caças. (Não sei se já sou acostumado estilo, mas usar esta habilidade deixa o jogo fácil demais).

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

Esqueça as famosas pistolas duplas de Lara Croft. A principal e melhor arma é um arco (e parece que as flechas brotam em árvores, de tanto que aparece para coletar). Mas no arsenal ainda estão pistolas simples, metralhadoras e rifles. As situações de combate fluem bem, a mira é precisa (até demais para quem nunca tinha usado uma arma antes como ela) e há um sistema de cobertura bem prático (é só ficar próximo de um muro, que é automático).

O jogo é bem linear (segue um caminho e pronto). Mas para quebrar isso há pequenas áreas livres ao redor dos acampamentos, onde é possível caçar e explorar ruínas pelos detalhes extras. Acampamentos são áreas importantes, que servem para salvar o jogo, fazer melhorias em equipamentos ou habilidades – depois de explorados, pode-se viajar automático entre eles.

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

Gráficos, trilha sonora e outros detalhes técnicos estão impecáveis. E tudo ajuda a ressaltar o sofrimento da personagem – aliás, tome cuidado: Lara geme bastante de dor e alguém que estiver ouvindo de outro cômodo pode pensar que você está vendo pornografia.

Outro detalhe que chama a atenção é o novo visual de Lara, que em sua nova versão é bem mais jovem e aparenta ser mais frágil. Não muda em nada a jogabilidade e fica até estranho seu porte realizando certas proezas físicas. Mas de forma geral o jogo é muito bom, principalmente pelos mistérios que só são resolvidos com exploração – muito justo, afinal Lara, assim como Natan Drake, são inspirados em Indiana Jones.

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LEGO Senhor dos Anéis: um jogo para a todos conquistar

03 de dezembro de 2012 0

Quem quiser relembrar o clima da Terra Média antes da estreia de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada já é possível se aventurar em LEGO O Senhor dos Anéis (para PC, Xbox 360, PlayStation 3, PS Vita, Wii, Nintendo 3DS e Nintendo DS / publicado pela Warner Brothers/ infelizmente sem versão dublada ou legendada em português). O jogo foi lançamento no final de novembro é o primeiro de uma nova série, que vai levar jogadores ao mundo de J.R.R. Tolkien recriado em peças coloridas de montar.

Para quem ainda não conhece, várias séries famosas do cinema foram adaptadas em jogos de videogame LEGO, desde Harry Potter, passando por Indiana Jones e até Star Wars (muito famosas na cultura pop/nerd e que recomendo muito também). A ideia é levar os jogadores para aventuras em uma versão mais colorida e com mais humor. Apesar de parecer infantil, o sucesso desses jogos está na diversão simples e as ótimas referências de clássicos.

Em LEGO O Senhor dos Anéis o objetivo é acompanhar Frodo e a Sociedade do Anel (você pode trocar de personagens durante o jogo) até Mordor, resolvendo quebra-cabeças e enfrentando orcs e outros inimigos (além de recolher peças de LEGO para experiência e novos equipamentos). A parte divertida é a possibilidade do modo cooperativo local, para jogar mais um amigo no mesmo console. Já os gráficos, mesmo com tudo feito de blocos coloridos, são muito bem feitos, com efeitos de luz e sombra que impressionam.

O jogo é ótimo para introduzir o público infantil no universo de Senhor dos Anéis, já que o nível de violência é o mesmo que de um desenho animado de sábado de manhã (ou seja, sem sangue e sem preocupação para os pais, que inclusive podem jogar com os filhos e também se divertir). A experiência também é muito boa para os velhos fãs, que verão novamente cenas clássicas, como a Ponte de Khazad-Dum ou o quebra-cabeças da entrada das Minas de Moria.

Para assinantes gold da Xbox Live e usuários de PC há disponível a versão de demonstração.

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Lute na guerra final de Cybertron

12 de agosto de 2012 0

Robôs. Gigantes. Que se transformam. Só essas três coisas já são o suficiente para chamar a atenção de qualquer gamer, mas o novo jogo Transformers: Fall of Cybertron (Xbox 360 / PS3 / PC, 2012, High Moon Studios / Activision) consegue ser mais interessante que o esperado. O lançamento oficial é no final de agosto e o demo já está disponível para quem quiser conferir.

História rápida – Os Transformers fizeram sucesso nos anos 80 e ficaram um tanto sumidos nos 90. Mas há um tempo o cinema conseguiu trazer os robozões de volta, junto com todos os outros produtos agregados (brinquedos, quadrinhos, séries animadas e videogames). Os jogos baseados diretamente nos novos filmes dos Transformers não fizeram sucesso (uma coisa que até parece maldição para todas as adaptações do cinema para videogames, mas isso é assunto para outra postagem).

Já Fall of Cybertron é a sequencia direta de War of Cybertron ( jogo de 2010, com a explicação de como começou a guerra), que não tem nada dos novos filmes, mas muito com o longa animado de 1986. Antes de chegar ao planeta Terra os Autobots e os Decepticons travaram uma guerra civil em seu planeta natal, Cybertron. E é justamente no momento decisivo e sombrio que o novo jogo acontece: os fãs sabem como tudo termina, porém a diversão está em desencadear o fim do mundo dos dois lados do conflito.

No modo história o jogador cumpre missões do lado dos mocinhos (Autobots) e dos bandidos (Decepticons), nas engrenagens de personagens famosos, como Optimus Prime, Bumblebee, Megatron e Starscream. Ação e narrativa estão bem balanceadas, dando a impressão de ser um filme animado jogável.

Já no modo multijogador é possível montar seu robô personalizado, com combinações diferentes de armas, carenagem, armadura, cores, entre outras coisas, dentro de quatro funções: Infiltrator, Destroyer, Scientist e Titan (cada um com características e modos e jogar diferentes). É possível acumular pontos de experiência, para evoluir e habilitar novos equipamentos.

Então - Transformers: Fall of Cybertron é um jogo empolgante e visualmente impressionante. Só que, algumas vezes, o cenário fica bagunçado com tanto pedaço de robô voando e coisas explodindo (mas o clima sombrio consegue balancear um pouco). A jogabilidade é um tanto travada na forma humanoide (o que é um tanto compreensível, já que são robôs), mas as transformações e a formas de veículos são bem fluídas. É bem legal personalizar os personagens e os modos multijogadores são padrões (time contra time e defender território, por exemplo). Como não tem preço oficial ainda não é possível avaliar custo / benefício, mas vale muito a pena baixar o demo gratuito para se divertir (uma fase história com Bumblebee e outra com Soundwave, que servem como tutorial, além de dois modos multijogadores habilitados).

Dica – preste atenção na função que faltar no seu time no modo multijogador para preencher (Infiltrator, Destroyer, Scientist e Titan), pois é importante cada equipe ter um representante de cada tipo.


Chega a dar um arrepio quando é possível ver a diferença entre Metroplex e Optimus Prime no final (fãs entenderão).

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Seja o Batman!

26 de julho de 2012 2

Ficou empolgado com o novo filme do Batman? A dica para quem quiser vestir o manto do Cavaleiro das Trevas são dois jogos, não relacionados aos cinemas, mas muito fiéis ao personagem.

O primeiro é Batman: Arkham Asylum (PS3/Xbox/PC, 2009). Como o próprio nome sugere, a história acontece no Asilo Arkham, onde Arlequina desencadeia uma espécie de rebelião. E isso mesmo: sua missão é impedir o pior e descobrir um plano por trás de tudo. Para esse jogo há uma expansão (vendida separadamente) que você pode jogar fases especiais com o Coringa.

O segundo é Batman: Arkham City (PS3/Xbox/PC, 2011). Dessa vez uma parte de Gothan City foi cercada e transformada em uma prisão. Lá foram colocados também os piores bandidos e vilões da cidade e, acreditem se quiser, Bruce Wayne também vai em cana. Sua missão: descobrir quais os planos de quem criou Arkham City e outras conspirações que existem lá. Você pode também expandir o jogo com três novos personagens jogáveis (comprando): a Mulher-Gato, o Robin e o Asa Noturna.

Ambos os jogos são no estilo ação e aventura, com toques de furtividade (o chamado stealth). Ou seja, você pode dar porrada nos capangas e sair planando por aí, mas de vez em quando vai precisar ser silencioso e andar no passo miúdo.

A jogabilidade na parte das lutas é algo que chega a ser artístico, com movimentos bem fluentes e combinações variadas de acordo com o ritmo dos golpes – você pode bater, usar bat-aparelhos ou mesmo usar o cenário para nocautear os inimigos.

Há também a visão detetive (bem parecida com a “visão de sonar” que Batman usou no penúltimo filme contra o Coringa). Um equipamento bem útil para analisar o cenário, que serve também para investigar crimes e pistas para encontrar os vilões.

Enfim, o legal desses jogos é que você pode conhecer mais de cada personagem (herói ou vilão), pois há fichas de investigação e outros itens que descrevem bem o todo.

Você já jogou? O que mais chamou sua atenção nesses jogos?

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