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Posts com a tag "Xbox 360"

Era uma vez Child of Light, um belo conto de fadas jogável...

14 de maio de 2014 0

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Child of Light (2014 / disponível para PC, PS 3, PS 4, Xbox 360, Xbox One e WiiU) é uma das provas mais concretas que jogos de videogame são arte. E a Ubisoft Montreal conseguiu apresentar três das coisas mais importantes: gráficos bem trabalhados, uma jogabilidadade fluente e, principalmente, uma trama envolvente. Além disso, a combinação do estilo plataforma (onde o personagem percorre um cenário em duas dimensões) com o JRPG (RPG Japonês, em que os combates são por turno, alternando as ações dos participantes, os personagens ganham experiência por combate e podem evoluir com novas habilidades) cria uma experiência muito fluída ao longo da aventura.

A história de Child of Light começa com a pequena princesa Aurora (não a Bela Adormecida) acordando de um sono profundo em um lugar desconhecido. Sozinha e assustada, lá descobre estar presa em um mundo dominado pelas sombras. E no início dessa jornada, ela encontra uma luz de esperança em um pequeno vaga-lume mágico, que promete levar a princesa para sua casa, em troca de ajuda (contar mais do que isso estragaria a bela experiência de descobertas ao longo da história).

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O jogo merece destaque por todos seus detalhes que contribuem na hora de envolver o jogador: os gráficos são trabalhados como desenhos artísticos, enquanto a música com um piano marcante é leve e delicada – combinando com a ideia da personagem Aurora, que é uma princesa e tem, entre suas habilidades, o poder de voar.  Já os diálogos são poéticos e rimados, no estilo dos contos de fadas. E a dublagem para o português merece destaque: as falas são localizadas, com entonação e ritmo envolvente.

Há o modo cooperativo, para duas pessoas jogarem na mesma tela. Mas outro ponto interessante do jogo é o esquema de controlar dois personagens ao mesmo tempo. Aurora e o vaga-lume mágico combinam suas habilidades para resolver quebra-cabeças criativos e enfrentar inimigos (o vaga-lume tem o poder de “atrasar” os inimigos em combate). Ainda ao longo da história, outros personagens entram na jornada, também ajudando a princesa – que de certa forma acaba ajudando todos também.

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Com todos os elementos na medida certa e uma protagonista cativante, Child of Light é uma surpresa positiva entre os lançamentos de 2014. E sua bela experiência pode ser resumida um conto de fadas jogável, que vai agradar crianças e adultos, enquanto são envolvidos na jornada da princesa Aurora para recuperar a sua luz.

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O Cavaleiro das Trevas é a caça e o caçador em Batman: Arkham Origins

26 de outubro de 2013 0

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O começo nunca é fácil para um herói, ainda mais quando se tem um bando de assassinos caçando a sua cabeça por dinheiro. E agora Batman: Arkham Origins (Playstation 3, Xbox 360 e PC / Warner Bros. Games Montreal / 2013 / legendas e dublagem em português) mostra o início da luta do Cavaleiro das Trevas contra o crime de Gothan, quando enfrenta pela primeira vez seus piores inimigos unidos em um único objetivo: matar o Batman.

Este é o terceiro jogo da série Arkham, que já explorou o famoso Asilo Arkham dominado pelo Coringa e a Cidade Prisão controlada por Hugo Strange. E desta vez é o vilão conhecido como Máscara Negra que reuniu um grupo para acabar com o homem morcego.

Batman: Arkham Origins repete tudo o que deu certo nos jogos anteriores, como um controle bem fluído do personagem, o clima sombrio, uma história envolvente e os famosos equipamentos (gancho, bomba de fumaça, gel explosivo e o, estranhamente renomeado, “batarangue”).

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Os combates também são novamente destaque, onde é possível socar muitos inimigos de forma fácil e com uma bela coreografia, sem perder a sensação de desafio. Também cada combate vencido gera pontos de experiência, para serem gastos em melhorias de habilidades físicas ou tecnológicas – também há pequenos segredos escondidos pelos cenários, que se descobertos pelas habilidades de detetive do Batman geram recompensas.

A primeira novidade apresentada durante o jogo é que agora o herói pode acessar a Batcaverna. No refúgio é possível investigar melhor os casos e montar equipamentos novos com a tecnologia de seus inimigos – como as luvas de choque. Já o novo modo multijogador coloca dois times de vilões, como o Coringa e Bane, para caçar Batman e Robin (em um esquema 3 contra 3 contra 2 jogadores).

A parte gráfica parece não ter evoluído do jogo anterior Arkham City, que já era muito boa. Mas alguns efeitos novos como o movimento da capa e o efeito de neve deixam o jogo bem mais bonito. A dublagem também merece destaque na parte técnica, que mostra o investimento do mercado dos jogos no Brasil (apesar dos preços abusivos aos consumidores… mas isso é outra história).

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No geral, Batman: Arkham Origins dá o conforto dos controles e técnicas já jogadas em uma interessante história dos primeiros passos do Cavaleiro das Trevas. Quem ainda não jogou nada da série vai ficar impressionado em vestir o manto negro pela primeira vez. Já quem está cansado de prender o Coringa vai se divertir explorando todas as referências que fecham a trilogia de jogos.

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Confira também meu primeiro gameplay para o blog, da primeira meia hora de Batman: Arkham Origins (versão para PC / Steam).

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O que você precisa saber sobre a E3 2013

17 de junho de 2013 3

Imagem: E3 2013 / Divulgação

A Electronic Entertainment Expo (E3) trouxe mais uma vez muita expectativa para os fãs dos videogames. Como sempre também, a guerra entre os consoles pela atenção do público foi destaque (positivo e negativo em alguns casos).

Como foram muitas novidades, convoquei mais dois jogadores amigos para ajudar a resumir os principais anúncios para os três principais videogames da nova geração. O resultado é o texto multiplayer a seguir, com a impressão pessoal de fãs que têm as mãos nos controles.

Para facilitar a leitura, pontuamos só cinco aspectos (sem ordem de importância) mais marcantes para cada um – colocamos links para quem quiser saber mais.

Nintendo – WiiU – por Giovanna Oening

Foto: E3 2013 / Divulgação

1. Super Smash Bros para 3DS e WiiU superou as expectativas na E3 deste ano. O trailer começou bem apresentado o Villager (de Animal Crossing), mas ver Megaman foi emocionante demais. A melhor surpresa ficou por conta da treinadora do Wii Fit – foi algo engraçado e inesperado, mesmo por ela não ser um personagem marcante, acho que ela representa bem a era do Wii.

2. Pokémon: uma das franquias mais antigas da Nintendo dessa vez pretende inovar (finalmente). Encontros em hordas, batalhas no céu, novo tipo fada (super overpowered pelo visto, forte contra dragão e fantasma, dois dos maiores déficits dos games), possibilidade de customização do treinador e NOVOS POKÉMONS BONITOS.

3. Sabe o Mário? Eu me perdi na quantidade de Mários anunciados, mas acho que o destaque vai para o Super Mario 3D World, porque quem não quer um Mario vestido de gato? O novo jogo dos irmãos encanadores que salvam a princesa pareceu muito divertido também. Eu não acho que ele vá revolucionar o mercado dos games para sempre, mas com certeza vai divertir muita gente nova e mais crescida.

4. Sempre fui muito fã de Donkey Kong, até o lançamento do Donkey Kong Country Returns. Eu não achava que seria possível fazer um trabalho melhor que o da Rare com os DKs de Super Nintendo. Mas eu estava errada: DK Returns foi ótimo. E eu espero o mesmo nível do Donkey Kong Country Tropical Freeze, porque dá vontade de comprar um WiiU só por isso.

5. Enfim, a conferencia da Nintendo foi boa, mas com muitos jogos para outras plataformas. Com a Nintendo recebendo títulos mais “sérios”, acho que o WiiU ainda tem chance na briga consoles com o Playstation 4 e o Xbox One (principalmente depois do vexame da apresentação da Microsoft).

Sony – Playstation 4 – por Carlos Pieri

Foto: E3 2013 / Divulgação

1. A Sony anunciou que agora os jogos indie poderão ser publicados de forma independente. Ou seja, não será mais necessário que uma grande empresa apoie o projeto antes de sua publicação. A nova politica da empresa significa total suporte e confiança aos desenvolvedores independentes. E graças a esta nova política, muitos desenvolvedores indie vão optar por manter seus títulos exclusivos para o Playstation 4 (PS4) e o portátil Vita.

2. A Sony também reafirmou seu compromisso com o consumidor e continuará lançando jogos para o Playstation 3 (PS3). Os títulos que sairão até o final do ano incluem os aguardadíssimos The Last of Us, Rain e Beyond two Souls. Além disso, a Sony confirmou que o serviço Plus será integrado entre PS3 e PS4. Jogadores que optarem pela Plus irão ganhar no dia de lançamento do PS4 o jogo Driveclub, exclusivo para o PS4.

3. A parceria entre Square-Enix e Sony já gerou diversos títulos de sucesso, tanto em vendas quanto em crítica, como os aclamados Final Fantasy VII e Kingdom Hearts. Agora a Square-Enix anunciou que Final Fantasy XIV será exclusivo em consoles para PS4, além de anunciarem durante a conferencia da Sony o novo jogo da série Kingdom Heart e o novo Final Fantasy XV.

4. Para a alegria geral dos fãs, a Sony anunciou que o PS4 não precisará ficar online em nenhum momento para que o jogador possa desfrutar das opções single player dos jogos. Além disso, a Sony encoraja o mercado de jogos usados e não cobrará nenhuma taxa de reinstalação para o usuário que comprar esse tipo de jogo (ao contrário da Microsoft).

5. Os novos títulos inFamous Second Son, Killzone Shadow Fall e a nova franquia Destiny tiveram um bom destaque na apresentação, com direito a gameplay. Os únicos títulos que o fãs sentiram falta foram Uncharted 4 e God of War 4, que não marcaram presença, mas que possivelmente serão anunciados até o fim do ano.

Microsoft – Xbox One – por Joel Minusculi

Foto: E3 2013 / Divulgação

1. Diferente da conferência onde apresentou seu novo console, a Microsoft focou nos jogos para o Xbox One durante a E3. A empresa repediu incansavelmente que terá uma “grande quantidade” de títulos exclusivos (destaque para Quantum Break, Ryse: Son of Rome, Halo 5 e Titanfall), além de declarar maior suporte aos desenvolvedores (mas não foram específicos para os independentes, como a Sony).

2. A Microsoft anunciou que, a partir de agora, membros da Live Gold receberão dois jogos gratuitos por mês. Isto é uma novidade para o Xbox, mas é uma prática comum no Playstation. Os primeiros jogos anunciados para julho foram Assassins Creed 2 e Halo 3 (um tanto “velhos”, mas uma boa para quem não conhece). Mas agora em junho já está disponível gratuitamente Fable 3 para assinantes da Live Gold (sem ter sido anunciado…).

3. A E3 deste ano também marcou o fim dos Microsoft Points: a partir de agora as transações serão em dinheiro e só será preciso uma conta Live Gold por console, o que economizará muito dinheiro (mas infelizmente parece que vai acabar com o Xbox Live Reward).

4. O jogo World of Tanks: 360 Edition pareceu ser bem divertido, mas nada que vai revolucionar o mercado dos jogos. Acho que por isso ele será grátis (só para quem já paga a Live Gold). Já a maior surpresa (e grande expectativa pessoal) foi a volta de Killer Instinct, clássico dos anos 90 no Super Nintendo, que será um jogo exclusivo grátis – mas virá só com dois lutadores e os outros terão que ser comprado$ $eparadamente.

5. A falta de humildade e informações frustrantes também chamou a atenção (negativamente). Don Mattrick declarou que “quem não tiver internet para o Xbox One, que compre um Xbox 360” (pela necessidade do console ter que fazer uma checagem online todo dia para continuar funcionando). E a impossibilidade de revender ou emprestar jogos usados também foi recebida com muitas críticas, que viraram piadas.

E você, o que achou? Qual dos videogames se deu melhor nesta E3?

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Ajude Lara Croft a sobreviver no novo Tomb Raider

10 de março de 2013 0

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

Sobreviver em um ambiente hostil com poucos recursos. Não é mais um episódio de À Prova de Tudo, apesar de Lara Croft parecer a filha de Bear Grylls no novo Tomb Raider (para PC, Xbox 360, PlayStation 3 / Crystal Dynamics e Square Enix / 2013 / versão com legendas em português). O décimo jogo da série, que ficou famosa inclusive no cinema, chega para recomeçar do zero a jornada da arqueóloga britânica que explora tumbas.

A história começa com o naufrágio do navio Endurance, contratado para uma expedição arqueológica. Cenas rápidas e fortes de uma tempestade no mar. Lara, que era uma das tripulantes, sobrevive ao naufrágio e acaba em uma ilha misteriosa (qualquer semelhança com Lost não é coincidência, com coisas estranhas acontecendo). Mas quando está na praia acaba raptada por uma figura estranha, antes mesmo de encontrar com outros tripulantes.  A partir disso, ela começa um caminho bem tortuoso (e sofrido) pela sobrevivência.

A imagem acima foi registrada direto da televisão, por isso está em baixa qualidade. Registrei o início do jogo, onde Lara aparece suja, machucada e assustada dentro de uma tumba.

O roteiro completo é revelado ao longo do jogo por flashbacks, que ajudam a contextualizar o motivo da expedição e o que diabos uma adolescente está fazendo no meio de um lugar chamado Mar do Diabo (onde a ilha está localizada). Esta forma encontrada para contar a história é bem criativa, com uma pequena filmadora, diários dos tripulantes e outros objetos de registro – quanto mais você explora o cenário e encontra coisas, mais história você ganha.

Aliás, uma herança dos antigos jogos da série são os artefatos escondidos. Eles também ajudam a contar mais sobre o que está acontecendo na ilha, além de combinar com o interesse arqueológico de Lara – é legal notar o fascínio dela por máscaras cerimoniais ou pinturas nas paredes. A novidade são equipamentos encontrados em caixas, peças e outros “entulhos” que podem ser usados para melhorar armas e equipamentos (ao melhor estilo MacGyver).

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

O sistema de evolução da personagem também ficou muito bom. Em cada cena de ação concluída, animal caçado ou desafio vencido ganha-se experiência, usada para adquirir novas habilidades. Com o tempo é possível conseguir carregar mais coisas, encontrar melhores recompensas, ficar com a pontaria mais precisa ou melhorar seu Instinto de Sobrevivência.

O Instinto de Sobrevivência é outra novidade de Tomb Raider. É uma visão mais aguçada do cenário, como a visão detetive do Batman. Serve para ajudar a resolver os famosos quebra-cabeças dos cenários, além de dar pistas de objetos importantes ou trilhas de caças. (Não sei se já sou acostumado estilo, mas usar esta habilidade deixa o jogo fácil demais).

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

Esqueça as famosas pistolas duplas de Lara Croft. A principal e melhor arma é um arco (e parece que as flechas brotam em árvores, de tanto que aparece para coletar). Mas no arsenal ainda estão pistolas simples, metralhadoras e rifles. As situações de combate fluem bem, a mira é precisa (até demais para quem nunca tinha usado uma arma antes como ela) e há um sistema de cobertura bem prático (é só ficar próximo de um muro, que é automático).

O jogo é bem linear (segue um caminho e pronto). Mas para quebrar isso há pequenas áreas livres ao redor dos acampamentos, onde é possível caçar e explorar ruínas pelos detalhes extras. Acampamentos são áreas importantes, que servem para salvar o jogo, fazer melhorias em equipamentos ou habilidades – depois de explorados, pode-se viajar automático entre eles.

Imagem: Divulgação - www.tombraider.com

Gráficos, trilha sonora e outros detalhes técnicos estão impecáveis. E tudo ajuda a ressaltar o sofrimento da personagem – aliás, tome cuidado: Lara geme bastante de dor e alguém que estiver ouvindo de outro cômodo pode pensar que você está vendo pornografia.

Outro detalhe que chama a atenção é o novo visual de Lara, que em sua nova versão é bem mais jovem e aparenta ser mais frágil. Não muda em nada a jogabilidade e fica até estranho seu porte realizando certas proezas físicas. Mas de forma geral o jogo é muito bom, principalmente pelos mistérios que só são resolvidos com exploração – muito justo, afinal Lara, assim como Natan Drake, são inspirados em Indiana Jones.

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Videogame original ou destravado?

10 de dezembro de 2012 8

Uso e recomendo consoles originais (pirataria é crime e modificar o hardware ou software de um console, descaracterizando o produto original e mantende a marca, também é). Já usei desbloqueados, mudei por praticidade e hoje medindo vantagens e desvantagens não quero voltar.

A principal vantagem quando tive videogame desbloqueado era conseguir jogos por até 10% do preço original e lançamentos à pronta entrega no camelô mais próximo (ou no Torrent mais rápido). Problema era caso aparelho ou jogo apresentassem defeitos, pois não havia garantia oficial que cobrisse (foram alguns jogos comprados que depois não funcionaram e não tive reembolso, além do tempo e paciência gastos tentando resolver o problema).

As próprias empresas de jogos estão muito ligadas na pirataria e criam sistemas de autenticação. Isso gerou uma espécie de guerra em ciclo infinito: desenvolvedores fazem barreiras, crackers quebram para fazer funcionar o produto copiado, desenvolvedores fazem novas barreiras, aí os crackers quebram novamente...

Com isso veio outro problema: hoje o usuário de console desbloqueado precisa atualizar os sistemas a cada lançamento praticamente. Quem não tem o conhecimento técnico necessário paga, em média, R$ 100,00 em cada atualização de desbloqueio (mais R$ 20,00 de uma cópia no camelô é quase o preço de um jogo original).

Mais um problema também é que alguns consoles precisam de modificações de firmware (o “programa” que lê os jogos) e hardware (equipamento). Se não encontrar um bom técnico para as alterações, o resultado pode ser catastrófico (o Xbox 360 fica comprovadamente com mais probabilidade de ter as famigeradas três luzes vermelhas da morte e o Playstation 3 pode travar totalmente, por exemplo).

Com o videogame original o usuário terá menos jogos, porque são mais caros. Nos últimos meses surgiram iniciativas para baixar o valor dos produtos originais, mas ainda não fizeram o preço ser justo se comparado ao valor original em dólares (impostos são os maiores vilões dos jogos originais no Brasil).

Clique-me!

Em compensação, com o videogame original é possível aproveitar mais cada jogo, principalmente com modos multijogadores em rede (sem o perigo de ser banido por ser pirata) ou baixando DLCs para expandir (e também diversos aplicativos que hoje em dia os consoles suportam). Além disso, o usuário pode conectar o aparelho na internet sem preocupações e realizar procedimentos de atualização (se e quando sair) de forma simples e de graça (com suporte técnico oficial).

Outro ponto legal é que volta um clima nostálgico: como na época dos cartuchos, você procura amigos para trocar jogos (socializa) ou locais que vendam usados (se a mídia estiver em bom estado é a mesma coisa que um novo). Há também a possibilidade de baixar demos de graça ou alugar os jogos para testar antes de comprar.

Com o videogame original não tive mais preocupações e não tenho intenção de desbloquear, o que é o ponto mais positivo, já que jogar videogame é um hobby e não um trabalho. Muitos dos meus amigos usam e dizem não ter problemas com o console destravado, mas percebo que eles ainda têm dificuldades técnicas de vez em quando para deixar tudo funcionando (ou não podem baixar expansões para os jogos).

E para você, qual a melhor forma de ter um videogame? Original ou Desbloqueado?

Leia também:
É verdade que jogo pirata estraga o leitor do videogame?

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LEGO Senhor dos Anéis: um jogo para a todos conquistar

03 de dezembro de 2012 0

Quem quiser relembrar o clima da Terra Média antes da estreia de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada já é possível se aventurar em LEGO O Senhor dos Anéis (para PC, Xbox 360, PlayStation 3, PS Vita, Wii, Nintendo 3DS e Nintendo DS / publicado pela Warner Brothers/ infelizmente sem versão dublada ou legendada em português). O jogo foi lançamento no final de novembro é o primeiro de uma nova série, que vai levar jogadores ao mundo de J.R.R. Tolkien recriado em peças coloridas de montar.

Para quem ainda não conhece, várias séries famosas do cinema foram adaptadas em jogos de videogame LEGO, desde Harry Potter, passando por Indiana Jones e até Star Wars (muito famosas na cultura pop/nerd e que recomendo muito também). A ideia é levar os jogadores para aventuras em uma versão mais colorida e com mais humor. Apesar de parecer infantil, o sucesso desses jogos está na diversão simples e as ótimas referências de clássicos.

Em LEGO O Senhor dos Anéis o objetivo é acompanhar Frodo e a Sociedade do Anel (você pode trocar de personagens durante o jogo) até Mordor, resolvendo quebra-cabeças e enfrentando orcs e outros inimigos (além de recolher peças de LEGO para experiência e novos equipamentos). A parte divertida é a possibilidade do modo cooperativo local, para jogar mais um amigo no mesmo console. Já os gráficos, mesmo com tudo feito de blocos coloridos, são muito bem feitos, com efeitos de luz e sombra que impressionam.

O jogo é ótimo para introduzir o público infantil no universo de Senhor dos Anéis, já que o nível de violência é o mesmo que de um desenho animado de sábado de manhã (ou seja, sem sangue e sem preocupação para os pais, que inclusive podem jogar com os filhos e também se divertir). A experiência também é muito boa para os velhos fãs, que verão novamente cenas clássicas, como a Ponte de Khazad-Dum ou o quebra-cabeças da entrada das Minas de Moria.

Para assinantes gold da Xbox Live e usuários de PC há disponível a versão de demonstração.

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O que você precisa saber antes de usar o Windows 8

04 de novembro de 2012 2

Entre as características do Windows 8, o novo sistema operacional da Microsoft que chegou ao Brasil em 26 de outubro, duas merecem destaque: o novo visual, que também substitui o menu suspenso iniciar por uma tela com blocos dinâmicos, e uma atualização fácil a partir de uma versão anterior por um preço bem acessível. Como sou curioso, resolvi explorar esses e outros itens oferecidos em um ~teste hard drive~. O resultado compartilho a seguir no relato da experiência pessoal de atualizar meu computador com Windows 7 para Windows 8 Pro (essa é uma entre das formas possíveis). Se você tiver alguma dúvida sobre algum tópico ou etapa use os comentários. Porém, mesmo sendo um processo simples, recomendo procurar um técnico de informática de sua confiança, caso você não tiver segurança para realizar a atualização sozinho. Aproveite também os links dessa postagem para ler outros detalhes.

Promoção A Microsoft oferece por tempo limitado a atualização para o Windows 8 Pro por R$ 69,00. Para isso é necessário o usuário já ter uma versão anterior do sistema operacional instalado (Windows 7, Windows XP ou Windows Vista) e para pagamento cartão de crédito internacional (Visa ou Mastercard) ou conta do PayPal. Um detalhe bem importante é que a atualização para o Windows 8 Pro funciona (até agora) em versões piratas ou alteradas ou do camelô ou baixadas não oficiais. Aproveitei a promoção, pois a versão na caixa (que vem com mídia física e não necessita de um sistema anterior instalado) está com o preço médio de R$ 270,00 nas lojas.

Instalação – No site oficial da Microsoft é possível baixar o Assistente de Atualização do Windows 8. Com ele é feita a primeira etapa de verificação, se o computador suporta o novo sistema operacional, para então (caso estiver tudo certo) começar o processo de atualização.  A seguir vem a tela para o pagamento dos R$ 69,00 (de acordo com as condições do tópico Promoção), onde é preciso fazer um rápido cadastro de nome, endereço e contatos. Depois disso é só ir pelas instruções (bem simples, mas em inglês) até começar a atualização. Mesmo com as opções de “Manter programas e arquivos pessoas”, “Manter apenas arquivos pessoais” e “Não manter nada”, particionei meu disco rígido (100 GB para o sistema e programas) e deixei os arquivos pessoais separados (e escolhi a terceira opção). Durante o processo houve muitas reinicializações, que são normais.

Configurações – O primeiro acesso ao Windows 8 Pro serve para definir o nome do computador e cores (que podem ser alteradas mais tarde), para na sequência definir outras configurações importantes (ao gosto de cada usuário e auto-explicadas, é só escolher). Depois será pedido um e-mail, para ser usado como acesso ao computador (é recomendado uma conta da Microsoft e usei uma que tenho da Live). Também serão pedidos outros dados para a segurança, como número de telefone e um e-mail alternativo. Por fim, mais uma etapa de instalação virá, que pedirá “mais alguns instantes” (demorou meia hora!). Todo o processo de atualização aqui, desde o momento que cliquei em “aceito” do contrato da Microsoft, levou cerca de duas horas. Recomendo também a leitura do passo a passo feito pelo G1 ou procurar um técnico de confiança, caso você quiser atualizar o sistema, mas não tem certeza do que fazer.

Compatibilidade – No meu computador, o Windows 8 Pro reconheceu automaticamente todos os periféricos (mouse, teclado, webcam e unidade de CD/DVD, além do meu Xbox 360, que não estava ligado por nenhum fio ao computador). Todos os drivers compatíveis também foram instalados corretamente já durante o processo de atualização. Somente a placa de vídeo necessitou da instalação manual (que foi simples). Alguns usuários relatam em fóruns que configurar o teclado no padrão certo é complicado (o meu foi configurado automaticamente), mas para quem tiver dificuldade nesse processo o pessoal do Techmundo fez um tutorial bem explicativo sobre teclados.

Iniciar – A primeira tela que aparece após a instalação é a tela de bloqueio (uma foto de fundo, horário e dia). É só apertar Enter ou clicar com o mouse para sair dela. Se lá na instalação você configurou aí será pedida uma senha para entrar no computador. Então surge uma tela cheia de quadrados coloridos e piscando de informações, chamada interface Metro, que é a grande novidade do Windows 8. Para ajudar nos primeiros cliques, basta imaginar que cada quadrado é como se fosse um ícone normal, pois eles são atalhos para aplicativos. Nessa parte é importante saber também novos caminhos de navegação, como por exemplo: mover o mouse para o canto superior direito da tela habilitará um menu de configurações; mover o mouse para o canto inferior direito e clicar no sinal de “menos” dará a visão geral da tela; mover o mouse para o canto superior esquerdo habilitara aplicativos e programas em segundo plano; mover o mouse para o canto inferior esquerdo aparece o atalho para a tela Iniciar; clicar com o botão direito na tela iniciar habilita uma barra colorida com o atalho para “todos os aplicativos”. Todos os atalhos podem ser usados a qualquer momento, dentro também de qualquer aplicativo, de acordo com a configuração possível de cada um. Já a clássica Área de Trabalho (Desktop) virou uma parte secundária, acessível por um dos quadrados/aplicativos da tela Iniciar.

Aplicativos – Da mesma forma que hoje em dia baixamos aplicativos para o smartphones ou tablets, o Windows 8 também usa programas simplificados para integrar tarefas. O novo sistema operacional já vem com itens básicos, como tempo, temperatura, calendário, entre outros. É interessante o aplicativo de e-mail, onde é possível deixar configurado várias contas para serem abertas facilmente (uma versão moderna no Outlook no computador), e o mensagens, para configurar várias contas de serviços de conversa. Destaque também para o SkyDrive, que está integrado com tudo da Microsoft e cria um disco rígido virtual fácil de acessar. Vale a pena explorar a Loja da Microsoft (também em um dos quadradinhos coloridos iniciais, com várias opções grátis ou pagas de aplicativos). Outra coisa legal é para os donos de Xbox 360: vale a pena conhecer o aplicativo SmartGlass, que integra computador e videogame.

Office – Vale lembrar: o pacote Office (Word, Excel, Power Point e outros programas) é vendido separadamente, enquanto que na instalação oficial do Windows 8 Pro vem apenas o WordPad. Caso você não tiver os instaladores oficiais, recomendo o download do Office 360 Preview, que é a versão de teste (em inglês, mas já com o pacote de correção em português disponível) dos programas essenciais de 2013. Tudo funciona sem restrição (pelo menos até o lançamento oficial no próximo ano) e totalmente integrado com o SkyDrive (para salvar os documentos “nas nuvens”).

Opinião – Gostei do Windows 8 Pro. No início assusta, principalmente até começar a entender a lógica de navegação (além de ser complicado pegar o jeito de alternar entre as janelas abertas, mas ainda bem que o ALT+Tab ainda funciona). A nova tela inicial com os quadrados coloridos passa a sensação de organização e modernidade (mas parece que você está brincando com Lego virtual ou Tetris), mesmo com cada um dos espaços pedindo atenção, piscando com uma atualização ou mensagem animada. Apesar do novo sistema operacional ser especialmente pensado para dispositivos sensíveis ao toque, usar o mouse é bem confortável. Já no desempenho houve melhora significativa (mas vale registrar que eu escolhi uma opção durante a atualização que apagava arquivos de sistema velhos e programas anteriores, quase como uma formatação). Agora resta acabar de personalizar e conferir como o novo sistema operacional envelhecerá (material para outras postagens).

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Lute na guerra final de Cybertron

12 de agosto de 2012 0

Robôs. Gigantes. Que se transformam. Só essas três coisas já são o suficiente para chamar a atenção de qualquer gamer, mas o novo jogo Transformers: Fall of Cybertron (Xbox 360 / PS3 / PC, 2012, High Moon Studios / Activision) consegue ser mais interessante que o esperado. O lançamento oficial é no final de agosto e o demo já está disponível para quem quiser conferir.

História rápida – Os Transformers fizeram sucesso nos anos 80 e ficaram um tanto sumidos nos 90. Mas há um tempo o cinema conseguiu trazer os robozões de volta, junto com todos os outros produtos agregados (brinquedos, quadrinhos, séries animadas e videogames). Os jogos baseados diretamente nos novos filmes dos Transformers não fizeram sucesso (uma coisa que até parece maldição para todas as adaptações do cinema para videogames, mas isso é assunto para outra postagem).

Já Fall of Cybertron é a sequencia direta de War of Cybertron ( jogo de 2010, com a explicação de como começou a guerra), que não tem nada dos novos filmes, mas muito com o longa animado de 1986. Antes de chegar ao planeta Terra os Autobots e os Decepticons travaram uma guerra civil em seu planeta natal, Cybertron. E é justamente no momento decisivo e sombrio que o novo jogo acontece: os fãs sabem como tudo termina, porém a diversão está em desencadear o fim do mundo dos dois lados do conflito.

No modo história o jogador cumpre missões do lado dos mocinhos (Autobots) e dos bandidos (Decepticons), nas engrenagens de personagens famosos, como Optimus Prime, Bumblebee, Megatron e Starscream. Ação e narrativa estão bem balanceadas, dando a impressão de ser um filme animado jogável.

Já no modo multijogador é possível montar seu robô personalizado, com combinações diferentes de armas, carenagem, armadura, cores, entre outras coisas, dentro de quatro funções: Infiltrator, Destroyer, Scientist e Titan (cada um com características e modos e jogar diferentes). É possível acumular pontos de experiência, para evoluir e habilitar novos equipamentos.

Então - Transformers: Fall of Cybertron é um jogo empolgante e visualmente impressionante. Só que, algumas vezes, o cenário fica bagunçado com tanto pedaço de robô voando e coisas explodindo (mas o clima sombrio consegue balancear um pouco). A jogabilidade é um tanto travada na forma humanoide (o que é um tanto compreensível, já que são robôs), mas as transformações e a formas de veículos são bem fluídas. É bem legal personalizar os personagens e os modos multijogadores são padrões (time contra time e defender território, por exemplo). Como não tem preço oficial ainda não é possível avaliar custo / benefício, mas vale muito a pena baixar o demo gratuito para se divertir (uma fase história com Bumblebee e outra com Soundwave, que servem como tutorial, além de dois modos multijogadores habilitados).

Dica – preste atenção na função que faltar no seu time no modo multijogador para preencher (Infiltrator, Destroyer, Scientist e Titan), pois é importante cada equipe ter um representante de cada tipo.


Chega a dar um arrepio quando é possível ver a diferença entre Metroplex e Optimus Prime no final (fãs entenderão).

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